Logo Passei Direto
Buscar

Direito Criminal

Colégio Objetivo
Artur, após subtrair aparelho celular no interior de um mercado, foi detido por populares que o amarraram em um poste de iluminação. Acabou agredido violentamente por Valdemar, vítima da subtração, que se valeu de uma barra de ferro encontrada na rua. Alice tentou intervir, porém foi ameaçada por Valdemar. Ato contínuo, Alice, verificando a grave situação, correu até um posto da Policia Militar e relatou o fato ao soldado Pereira, que se recusou a ir até o local no qual estava o periclitante, alegando que a situação deveria ser resolvida unicamente pelos envolvidos. Francisco, segurança particular do mercado, gravou a agressão e postou as imagens em rede social com a seguinte legenda: "Aí mano, em primeira mão: outro pra vala". Artur morreu em decorrência de trauma craniano. Diante da situação hipotética apresentada Pereira, Alice e Francisco podem ser responsabilizados pela morte de Artur? Justifique sua resposta
User badge image
Estudando com Questões

ano passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ano passado

Na situação apresentada, a responsabilidade pela morte de Artur pode ser analisada sob diferentes aspectos: 1. Valdemar: Ele é o autor direto da agressão que resultou na morte de Artur. Portanto, ele pode ser responsabilizado por homicídio, uma vez que agiu de forma violenta e intencional. 2. Alice: Embora tenha tentado intervir, ela não cometeu nenhum ato que contribuísse diretamente para a morte de Artur. Sua ação de buscar ajuda pode ser vista como uma tentativa de evitar a agressão, mas não a torna responsável pela morte. 3. Pereira (Policial Militar): A recusa em intervir pode ser analisada sob a ótica do dever de agir. Policiais têm a obrigação de proteger a vida e a integridade das pessoas. A omissão de Pereira em não atender ao chamado pode ser considerada uma falha no cumprimento do seu dever, mas a responsabilidade penal pela morte de Artur pode ser mais complexa, dependendo da análise do nexo causal entre sua omissão e o resultado fatal. 4. Francisco: Ele gravou e divulgou a agressão, mas não participou diretamente do ato de violência. Sua responsabilidade pode ser discutida em termos de ética e moral, mas não necessariamente em termos penais pela morte de Artur. Em resumo, Valdemar é o principal responsável pela morte de Artur. Alice não é responsável, e a responsabilidade de Pereira pode ser discutida, mas não é direta. Francisco, por sua vez, não tem responsabilidade penal pela morte, mas sua conduta pode ser questionada eticamente.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: "O fato só será crime se for típico, ilícito e culpável". Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o juízo de ilicitude tem um caráter negativo. O mais importante se dá na constatação de que logo após a verificação da tipicidade, será aferida a ilicitude através de um procedimento negativo, ou seja, pela averiguação de que não concorre qualquer causa justificante. De fato, o direito permite que se realize, em certas circunstâncias, um comportamento típico e não antijurídico. Assim, no que se refere ao conceito de antijuridicidade, às hipóteses de sua exclusão previstas no artigo 23 do Código Penal, devem as mesmas serem entendidas como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes de ilicitude, considere as seguintes afirmativas: I - Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. II - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. III -Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Assinale a alternativa correta.

Mais conteúdos dessa disciplina