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Considere que um estuprador, no momento da consumação do delito, tenha sido agredido pela vítima que antes tentara subjugar. A vítima, então, de posse de uma faca, fere e imobiliza o agressor, mas, pensando ainda estar sob o influxo do ataque, prossegue na reação, infligindo-lhe graves ferimentos, nessa situação, I - Não é cabível ao estuprador invocar legítima defesa em relação à vítima da tentativa de estupro, porquanto aquele que deu causa aos acontecimentos não pode valer-se da excludente, mesmo contra o excesso. PORQUE II - Atua em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
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Vamos analisar as duas asserções: I - "Não é cabível ao estuprador invocar legítima defesa em relação à vítima da tentativa de estupro, porquanto aquele que deu causa aos acontecimentos não pode valer-se da excludente, mesmo contra o excesso." Esta afirmação está correta. O estuprador não pode alegar legítima defesa, pois ele foi o autor da agressão inicial e, portanto, não pode se beneficiar da excludente de ilicitude. II - "Atua em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem." Esta afirmação também está correta. A legítima defesa é caracterizada pela necessidade de repelir uma agressão injusta, e a moderação no uso dos meios é um requisito essencial. Agora, considerando que ambas as asserções estão corretas, a opção correta deve reconhecer que a primeira afirmação é verdadeira e que a segunda também é verdadeira, mas não necessariamente se opõe à primeira. Portanto, a resposta correta é que ambas as asserções são verdadeiras, mas a relação entre elas não é de contrariedade. Se houver uma opção que reconheça isso, ela seria a correta. Se não houver, você deve escolher a que melhor se encaixa na análise.

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Pedro Ferreira

há 8 meses

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A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: "O fato só será crime se for típico, ilícito e culpável". Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o juízo de ilicitude tem um caráter negativo. O mais importante se dá na constatação de que logo após a verificação da tipicidade, será aferida a ilicitude através de um procedimento negativo, ou seja, pela averiguação de que não concorre qualquer causa justificante. De fato, o direito permite que se realize, em certas circunstâncias, um comportamento típico e não antijurídico. Assim, no que se refere ao conceito de antijuridicidade, às hipóteses de sua exclusão previstas no artigo 23 do Código Penal, devem as mesmas serem entendidas como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes de ilicitude, considere as seguintes afirmativas: I - Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. II - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. III -Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Assinale a alternativa correta.

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