Logo Passei Direto
Buscar
A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: "O fato só será crime se for típico, ilícito e culpável". Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o juízo de ilicitude tem um caráter negativo. O mais importante se dá na constatação de que logo após a verificação da tipicidade, será aferida a ilicitude através de um procedimento negativo, ou seja, pela averiguação de que não concorre qualquer causa justificante. De fato, o direito permite que se realize, em certas circunstâncias, um comportamento típico e não antijurídico. Assim, no que se refere ao conceito de antijuridicidade, às hipóteses de sua exclusão previstas no artigo 23 do Código Penal, devem as mesmas serem entendidas como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes de ilicitude, considere as seguintes afirmativas: I - Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. II - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. III -Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Assinale a alternativa correta.
User badge image
Questões para Estudantes

ano passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ano passado

Vamos analisar cada afirmativa sobre as excludentes de ilicitude: I - Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. Verdadeiro, a legítima defesa pode ser invocada em situações onde há um ataque, independentemente da capacidade de culpabilidade do agressor. II - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. Verdadeiro, quem tem o dever legal de agir em uma situação de perigo não pode alegar estado de necessidade para justificar uma conduta típica. III - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. Verdadeiro, essa é uma definição correta do estado de necessidade, que exige que o perigo seja atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Verdadeiro, essa afirmativa está correta, pois o estrito cumprimento do dever legal deve estar alinhado com a norma jurídica. Analisando as afirmativas, todas estão corretas. Portanto, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros é: a) I, II, III e IV.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Mais conteúdos dessa disciplina