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A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: "O fato só será crime se for típico, ilícito e culpável". Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o juízo de ilicitude tem um caráter negativo. O mais importante se dá na constatação de que logo após a verificação da tipicidade, será aferida a ilicitude através de um procedimento negativo, ou seja, pela averiguação de que não concorre qualquer causa justificante. De fato, o direito permite que se realize, em certas circunstâncias, um comportamento típico e não antijurídico. Assim, no que se refere ao conceito de antijuridicidade, às hipóteses de sua exclusão previstas no artigo 23 do Código Penal, devem as mesmas serem entendidas como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes de ilicitude, considere as seguintes afirmativas: I - Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. II - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. III -Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Assinale a alternativa correta.

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A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: "O fato só será crime se for típico, ilícito e culpável". Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o juízo de ilicitude tem um caráter negativo. O mais importante se dá na constatação de que logo após a verificação da tipicidade, será aferida a ilicitude através de um procedimento negativo, ou seja, pela averiguação de que não concorre qualquer causa justificante. De fato, o direito permite que se realize, em certas circunstâncias, um comportamento típico e não antijurídico. Assim, no que se refere ao conceito de antijuridicidade, às hipóteses de sua exclusão previstas no artigo 23 do Código Penal, devem as mesmas serem entendidas como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes de ilicitude, considere as seguintes afirmativas: I - Atua em legítima defesa quem repele ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. II - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. III -Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a existência de perigo atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou sociais. Assinale a alternativa correta.

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V.A ||| Direito Penal 
QUESTÃO 1- Tício, maior e capaz, permitiu seu encarceramento pelo patologista 
Mévio, para se submeter a uma experiência científica. Ao terminar o período da 
experiência, Tício procurou a delegacia de polícia da circunscrição de sua 
residência, alegando que fora vítima de crime, em face do seu encarceramento. 
Tendo essa situação hipotética como referência, avalie as seguintes asserções e a 
relação proposta entre elas. I. Mévio praticou crime, pois a ausência de 
consentimento posterior do ofendido não exclui a ilicitude da conduta. PORQUE 
II. O consentimento do ofendido somente surtirá efeitos, se estiverem presentes 
os seguintes requisitos fundamentais: que o ofendido tenha capacidade para 
consentir; que o bem sobre o qual recaia a conduta do agente seja disponível; 
que o consentimento tenha sido dado anteriormente ou pelo menos numa 
relação de simultaneidade à conduta do agente. A respeito dessas asserções, 
assinale a opção correta 
 
RESPOSTA: A primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. 
 
QUESTÃO 2- Tício, reconhecido mundialmente como notável lutador de boxe, já 
tendo sido campeão brasileiro e vice-campeão mundial na categoria de pesos 
médios ligeiros, em uma luta com Mévio na busca pela indicação para disputa do 
cinturão de campeão, obedecendo rigorosamente às regras do esporte lhe 
desfere diversos socos, os quais vêm a causar lesões gravíssimas em seu 
adversário (Mévio), ocasionando a morte. Analisando o caso proposto, pode-se 
afirmar que Tício praticou algum crime? Justifique detalhadamente sua resposta. 
 
Não existe crime, pois o Tício praticou o fato através de uma excludente de 
ilicitude que é o exercício regular de direito, que ocorre quando uma causa tira a 
ilegalidade de uma conduta descrita em lei como crime, ou seja, a violência 
praticada no esporte. 
QUESTÃO 3- Adelcio estava no interior de um bar. Lá também se encontrava 
Welbert, que passou a provocá-lo sem razão aparente. Em dado momento, 
Welbert aproximou-se, sacou uma arma e desferiu um golpe com a coronha da 
arma na cabeça de Adelcio, que poderia ter deixado o local, fugindo, porque 
estava próximo à saída, mas optou, em fração de segundos, por reagir, golpeando 
o agressor com um pedaço de madeira encontrado ao acaso e naquele instante 
sob o balcão, produzindo em Welbert lesão corporal de natureza grave. Tendo 
essa situação hipotética como referência, avalie as seguintes asserções e a 
relação proposta entre elas. I - Adelcio agiu em legítima defesa, mesmo optando 
pela reação, pois repelir injusta agressão atual ou iminente a direito seu, 
utilizando dos meios necessários e de forma moderada. PORQUE II. Adelcio não 
estava obrigado a fugir, evitando a reação e, consequentemente, o resultado, 
pelo qual não responderá, mesmo estando próximo a saída. A respeito dessas 
asserções, assinale a opção correta. 
 RESPOSTA- as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. 
 
 QUESTÃO 4- Caio, objetivando proteger sua residência, instala uma cerca 
elétrica no muro. Certo dia, Tício, com o intuito de furtar a casa de Caio, resolve 
pular o referido muro, acreditando que conseguiria escapar da cerca elétrica ali 
instalada e bem visível para qualquer pessoa. Tício, entretanto, não obtém 
sucesso e acaba levando um choque, inerente à atuação do mecanismo de 
proteção. Ocorre que, por sofrer de doença cardiovascular, o referido ladrão 
falece quase instantaneamente. Após a análise pericial, ficou constatado que a 
descarga elétrica não era suficiente para matar uma pessoa em condições 
normais de saúde, mas suficiente para provocar o óbito de Tício, em virtude de 
sua cardiopatia. Nesse caso, Caio pode responder por algum crime? Justifique 
detalhadamente sua resposta. 
 
De acordo com esse exemplo, no caso em questão houve a legítima defesa 
preordenada. A cerca é destinada à defesa da propriedade seu uso é lícito, desde 
que não coloque em risco pessoas não agressoras, com isso, esse caso é 
enquadrado na modalidade de legítima defesa preordenada. Ou seja, a morte de 
Tício não poderia ser imputada a Caio, tendo em vista estar este amparado por 
uma causa que exclui a aparente ilicitude do ato. 
 
 
QUESTÃO 5- Artur, após subtrair aparelho celular no interior de um mercado, 
foi detido por populares que o amarraram em um poste de iluminação. Acabou 
agredido violentamente por Valdemar, vítima da subtração, que se valeu de uma 
barra de ferro encontrada na rua. Alice tentou intervir, porém foi ameaçada por 
Valdemar. Ato contínuo, Alice, verificando a grave situação, correu até um posto 
da Polícia Militar e relatou o fato ao soldado Pereira, que se recusou a ir até o 
local no qual estava o periclitante, alegando que a situação deveria ser resolvida 
unicamente pelos envolvidos. Francisco, segurança particular do mercado, 
gravou a agressão e postou as imagens em rede social com a seguinte legenda: 
"Aí mano, em primeira mão: outro pra vala". Artur morreu em decorrência de 
trauma craniano. Diante da situação hipotética apresentada Pereira, Alice e 
Francisco podem ser responsabilizados pela morte de Artur? Justifique sua 
resposta 
 RESPOSTA- O policial Pereira, sim, será responsabilizado e responderá por crime omissivo 
impróprio que está no artigo 13, parágrafo 2º do Código Penal, pois ele tinha o dever de agir e 
podia agir para impedir tal resultado. A Alice não responderá por nada, pois se eximiu da culpa 
ao procurar o posto policial, diferente do Francisco, que será responsabilizado por omissão de 
socorro, mesmo que seja segurança particular e o crime tenha ocorrido em via pública. 
 
QUESTÃO 6- Policiais foram verificar a procedência de informações de tráfico 
de drogas praticado em uma comunidade. Ao chegarem ao local, elementos 
começaram a disparar contra os policiais, ocasião em que o policial Nicanor fez 
um disparo com seu fuzil contra um dos elementos, que se encontrava prestes a 
atirar contra ele, vindo o meliante a morrer em decorrência das lesões 
produzidas pelo disparo de Nicanor. Tendo essa situação hipotética como 
referência, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O 
policial Nicanor agiu em estrito cumprimento do dever legal, quando atirou com 
seu fuzil contra um dos elementos, pois estava verificando a procedência de 
informações de tráfico de drogas praticado na comunidade. PORQUE II. Nicanor 
não comete crime mesmo em face do tiro ser de fuzil, pois repeliu injusta 
agressão atual ou iminente a direito seu, utilizando dos meios necessários e de 
forma moderada. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta 
 
RESPOSTA: a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa 
 
QUESTÃO 7- Considere que um estuprador, no momento da consumação do 
delito, tenha sido agredido pela vítima que antes tentara subjugar. A vítima, 
então, de posse de uma faca, fere e imobiliza o agressor, mas, pensando ainda 
estar sob o influxo do ataque, prossegue na reação, infligindo-lhe graves 
ferimentos, nessa situação, I – Não é cabível ao estuprador invocar legítima 
defesa em relação à vítima da tentativa de estupro, porquanto aquele que deu 
causa aos acontecimentos não pode valer-se da excludente, mesmo contra o 
excesso. PORQUE II – Atua em legítima defesa quem, usando moderadamente 
dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu 
ou de outrem. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
RESPOSTA- a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira 
 
QUESTÃO 8- Ao passar próximo ao estoque de uma loja de roupas, um dos 
vendedores viu que havia ali um incêndio de grandes proporções. Naquela 
situação, correu em direção à porta do estabelecimento que, por ser estreita, 
estava totalmente obstruída por um cliente que entrava no local. 
Desconhecendo o incêndio e achando que estava sofrendo uma agressão, o 
cliente reagiu empurrando o vendedor, que lhe desferiu um soco. Os empurrões 
do cliente, assim como a agressão do vendedorproduziram recíprocas lesões 
corporais de natureza leve. Na hipótese, as condutas praticadas pelo vendedor e 
pelo cliente estão amparadas por alguma cláusula excludente de 
antijuridicidade? Justifique sua resposta 
Sim, a conduta praticada pelo vendedor está amparada pelo estado de 
necessidade, pois, diante da colisão de dois interesses jurídicos colocados em 
perigo, escolheu se salvar. Por sua vez, o cliente agiu em legítima defesa 
putativa, pois, supondo estar acobertado por legítima defesa, repeliu uma 
agressão que só era injusta em razão de um equívoco sobre a realidade. 
 
QUESTÃO 9- João e Paulo são amigos e colegas de faculdade. João avista Paulo 
na via pública e, movido por animus jocandi (vontade de brincar) encosta o dedo 
indicador nas costas de Paulo, falseia a voz e anuncia um assalto. João determina 
a Paulo que não olhe para trás, e prosseguem assim, andando juntos, o dedo 
indicador de João sob a sua camisa e ao mesmo tempo encostado nas costas de 
Paulo, simulando o cano de uma arma de fogo. Pedro, amigo de Paulo, mas que 
não conhece João, visualiza a cena e interpreta que Paulo está prestes a ser 
morto por João. Nesse momento, Paulo ameaça reagir, e João, em voz alta, diz 
que irá atirar. Todas as pessoas que tiveram a atenção atraída para a cena 
intuíram que Paulo seria morto e com Pedro não foi diferente. Pedro, então, saca 
uma arma de fogo e efetua um disparo contra João. 
A partir de tal caso hipotético, é de se considerar que Pedro agiu amparado por 
alguma causa excludente de ilicitude? Qual? Em havendo alguma causa 
excludente de ilicitude se pode falar em excesso na conduta de Pedro? Justifique 
detalhadamente sua resposta 
Em conformidade com o art. 23 do Código Penal atual, a partir desse exemplo, é 
possível considerar que Pedro agiu amparado a legítima defesa, pois a sua ação 
praticada aconteceu para repelir injusta agressão a seu amigo, mesmo sendo 
uma falsa agressão vindo de uma brincadeira, não só o Pedro mas todos que 
estavam em volta acharam que era verdade. O Parágrafo único do artigo 23, diz 
que em qualquer uma das hipóteses citadas no artigo, o agente responderá por 
excesso, ou seja, se pode sim falar em excesso na conduta de pedro. 
QUESTÃO 10 - A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos 
primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: “O fato só será crime 
se for típico, ilícito e culpável”. Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, 
facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra 
arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão 
tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um 
resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à 
caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a 
pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação 
de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e 
indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a 
subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o 
juízo de ilicitude tem um caráter negativo. O mais importante se dá na 
constatação de que logo após a verificação da tipicidade, será aferida a ilicitude 
através de um procedimento negativo, ou seja, pela averiguação de que não 
concorre qualquer causa justificante. De fato, o direito permite que se realize, 
em certas circunstâncias, um comportamento típico e não antijurídico. Assim, 
no que se refere ao conceito de antijuridicidade, às hipóteses de sua exclusão 
previstas no artigo 23 do Código Penal, devem as mesmas serem entendidas 
como cláusulas de garantia social e individual. Sobre as excludentes de ilicitude, 
considere as seguintes afirmativas: I - Atua em legítima defesa quem repele 
ataque de pessoa inimputável ou de animal descontrolado. II - Não pode alegar 
estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo. III - 
Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato mediante a 
existência de perigo atual, involuntário e inevitável. IV - O estrito cumprimento 
do dever legal pressupõe que o agente atue em conformidade com as 
disposições jurídico-normativas e não simplesmente morais, religiosas ou 
sociais. Assinale a alternativa correta. 
 
RESPOSTAS- Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. 
	V.A ||| Direito Penal 
	QUESTÃO 1- Tício, maior e capaz, permitiu seu encarceramento pelo patologista Mévio, para se submeter a uma experiência científica. Ao terminar o período da experiência, Tício procurou a delegacia de polícia da circunscrição de sua residência, alegando que fora vítima de crime, em face do seu encarceramento. Tendo essa situação hipotética como referência, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. Mévio praticou crime, pois a ausência de consentimento posterior do ofendido não exclui a ilicitude da conduta. PORQUE II. O consentimento do ofendido somente surtirá efeitos, se estiverem presentes os seguintes requisitos fundamentais: que o ofendido tenha capacidade para consentir; que o bem sobre o qual recaia a conduta do agente seja disponível; que o consentimento tenha sido dado anteriormente ou pelo menos numa relação de simultaneidade à conduta do agente. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta 
	QUESTÃO 2- Tício, reconhecido mundialmente como notável lutador de boxe, já tendo sido campeão brasileiro e vice-campeão mundial na categoria de pesos médios ligeiros, em uma luta com Mévio na busca pela indicação para disputa do cinturão de campeão, obedecendo rigorosamente às regras do esporte lhe desfere diversos socos, os quais vêm a causar lesões gravíssimas em seu adversário (Mévio), ocasionando a morte. Analisando o caso proposto, pode-se afirmar que Tício praticou algum crime? Justifique detalhadamente sua resposta. 
	QUESTÃO 3- Adelcio estava no interior de um bar. Lá também se encontrava Welbert, que passou a provocá-lo sem razão aparente. Em dado momento, Welbert aproximou-se, sacou uma arma e desferiu um golpe com a coronha da arma na cabeça de Adelcio, que poderia ter deixado o local, fugindo, porque estava próximo à saída, mas optou, em fração de segundos, por reagir, golpeando o agressor com um pedaço de madeira encontrado ao acaso e naquele instante sob o balcão, produzindo em Welbert lesão corporal de natureza grave. Tendo essa situação hipotética como referência, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I - Adelcio agiu em legítima defesa, mesmo optando pela reação, pois repelir injusta agressão atual ou iminente a direito seu, utilizando dos meios necessários e de forma moderada. PORQUE II. Adelcio não estava obrigado a fugir, evitando a reação e, consequentemente, o resultado, pelo qual não responderá, mesmo estando próximo a saída. A respeito dessas asserções,
	 QUESTÃO 4- Caio, objetivando proteger sua residência, instala uma cerca elétrica no muro. Certo dia, Tício, com o intuito de furtar a casa de Caio, resolve pular o referido muro, acreditando que conseguiria escapar da cerca elétrica ali instalada e bem visível para qualquer pessoa. Tício, entretanto, não obtém sucesso e acaba levando um choque, inerente à atuação do mecanismo de proteção. Ocorre que, por sofrer de doença cardiovascular, o referido ladrão falece quase instantaneamente. Após a análise pericial, ficou constatado que a descarga elétrica não era suficiente para matar uma pessoa em condições normais de saúde, mas suficiente para provocar o óbito de Tício, em virtude de sua cardiopatia. Nesse caso, Caio pode responder por algum crime? Justifique detalhadamente sua resposta. 
	QUESTÃO 5- Artur, após subtrair aparelho celular no interior de um mercado, foi detido por populares que o amarraram em um poste de iluminação. Acabou agredido violentamente por Valdemar, vítima da subtração, que se valeu de uma barra de ferro encontrada na rua. Alicetentou intervir, porém foi ameaçada por Valdemar. Ato contínuo, Alice, verificando a grave situação, correu até um posto da Polícia Militar e relatou o fato ao soldado Pereira, que se recusou a ir até o local no qual estava o periclitante, alegando que a situação deveria ser resolvida unicamente pelos envolvidos. Francisco, segurança particular do mercado, gravou a agressão e postou as imagens em rede social com a seguinte legenda: "Aí mano, em primeira mão: outro pra vala". Artur morreu em decorrência de trauma craniano. Diante da situação hipotética apresentada Pereira, Alice e Francisco podem ser responsabilizados pela morte de Artur? Justifique sua resposta 
	QUESTÃO 6- Policiais foram verificar a procedência de informações de tráfico de drogas praticado em uma comunidade. Ao chegarem ao local, elementos começaram a disparar contra os policiais, ocasião em que o policial Nicanor fez um disparo com seu fuzil contra um dos elementos, que se encontrava prestes a atirar contra ele, vindo o meliante a morrer em decorrência das lesões produzidas pelo disparo de Nicanor. Tendo essa situação hipotética como referência, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O policial Nicanor agiu em estrito cumprimento do dever legal, quando atirou com seu fuzil contra um dos elementos, pois estava verificando a procedência de informações de tráfico de drogas praticado na comunidade. PORQUE II. Nicanor não comete crime mesmo em face do tiro ser de fuzil, pois repeliu injusta agressão atual ou iminente a direito seu, utilizando dos meios necessários e de forma moderada. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta 
	QUESTÃO 7- Considere que um estuprador, no momento da consumação do delito, tenha sido agredido pela vítima que antes tentara subjugar. A vítima, então, de posse de uma faca, fere e imobiliza o agressor, mas, pensando ainda estar sob o influxo do ataque, prossegue na reação, infligindo-lhe graves ferimentos, nessa situação, I – Não é cabível ao estuprador invocar legítima defesa em relação à vítima da tentativa de estupro, porquanto aquele que deu causa aos acontecimentos não pode valer-se da excludente, mesmo contra o excesso. PORQUE II – Atua em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
	QUESTÃO 8- Ao passar próximo ao estoque de uma loja de roupas, um dos vendedores viu que havia ali um incêndio de grandes proporções. Naquela situação, correu em direção à porta do estabelecimento que, por ser estreita, estava totalmente obstruída por um cliente que entrava no local. Desconhecendo o incêndio e achando que estava sofrendo uma agressão, o cliente reagiu empurrando o vendedor, que lhe desferiu um soco. Os empurrões do cliente, assim como a agressão do vendedor produziram recíprocas lesões corporais de natureza leve. Na hipótese, as condutas praticadas pelo vendedor e pelo cliente estão amparadas por alguma cláusula excludente de antijuridicidade? Justifique sua resposta 
	QUESTÃO 9- João e Paulo são amigos e colegas de faculdade. João avista Paulo na via pública e, movido por animus jocandi (vontade de brincar) encosta o dedo indicador nas costas de Paulo, falseia a voz e anuncia um assalto. João determina a Paulo que não olhe para trás, e prosseguem assim, andando juntos, o dedo indicador de João sob a sua camisa e ao mesmo tempo encostado nas costas de Paulo, simulando o cano de uma arma de fogo. Pedro, amigo de Paulo, mas que não conhece João, visualiza a cena e interpreta que Paulo está prestes a ser morto por João. Nesse momento, Paulo ameaça reagir, e João, em voz alta, diz que irá atirar. Todas as pessoas que tiveram a atenção atraída para a cena intuíram que Paulo seria morto e com Pedro não foi diferente. Pedro, então, saca uma arma de fogo e efetua um disparo contra João. 
	A partir de tal caso hipotético, é de se considerar que Pedro agiu amparado por alguma causa excludente de ilicitude? Qual? Em havendo alguma causa excludente de ilicitude se pode falar em excesso na conduta de Pedro? Justifique detalhadamente sua resposta 
	QUESTÃO 10 - A divisão do crime em três aspectos analíticos sempre foi um dos primeiros aprendizados de qualquer estudante de direito: “O fato só será crime se for típico, ilícito e culpável”. Esta divisão, para fins de avaliação e valoração, facilita a racionaliza a aplicação do direito, pois garante a segurança contra arbitrariedades e as contradições que podem vir a ocorrer. Essa divisão tripartida (tipicidade, antijuricidade e culpabilidade) permite a busca de um resultado final mais adequado e mais justo. A teoria da antijuricidade limita-se à caracterização negativa do fato; ela é um juízo sobre o acontecer, e não sobre a pessoa que comete o fato típico. A ilicitude ou a antijuricidade exprime a relação de contrariedade objetiva de um fato com todo o ordenamento jurídico (uno e indivisível), com o Direito positivo em seu conjunto. O juízo de tipicidade é a subsunção de um fato concreto ao tipo legal, e este tem um caráter positivo. Já o juízo de ilicitude tem um

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