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O presidente da Câmara Municipal designou Maria, servidora pública estável ocupante do cargo efetivo de assistente administrativo, para exercer a função de confiança de chefe de gabinete da presidência, a fim de assessorá-lo.
De acordo com a classificação do ato administrativo quanto ao grau de liberdade do administrador público, mencionado ato de designação de Maria é um ato administrativo:
a) vinculado, pois todos os seus elementos já estão previamente definidos em lei;
b) composto, pois a sua concretização ocorre apenas com a publicação no diário oficial;
c) declaratório, pois indica que a servidora terá novas atribuições no exercício da função pública;
d) discricionário, pois gestor público possui liberdade nos termos da lei para escolha do servidor que será designado;
e) normativo, pois decorre de uma faculdade prevista em lei e vincula a todos os administrados.
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Para analisar a questão, precisamos entender os tipos de atos administrativos e a situação apresentada. 1. Ato vinculado: Ocorre quando todos os elementos do ato já estão definidos em lei, não permitindo liberdade ao administrador. Não se aplica aqui, pois a designação de Maria envolve uma escolha. 2. Ato composto: É aquele que depende de mais de um ato para sua eficácia, como a publicação. Embora a publicação seja necessária, o ato de designação em si não é classificado como composto. 3. Ato declaratório: Este tipo de ato apenas declara uma situação já existente, não se aplica aqui, pois a designação implica uma nova atribuição. 4. Ato discricionário: Ocorre quando o administrador público tem liberdade para decidir, dentro dos limites da lei. Neste caso, o presidente da Câmara tem a liberdade de escolher quem designar para a função de confiança. 5. Ato normativo: Este ato cria normas gerais e abstratas, não se aplica à designação de um servidor específico. Diante dessa análise, a alternativa correta é: d) discricionário, pois gestor público possui liberdade nos termos da lei para escolha do servidor que será designado.

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Município Ômega, após estudos estratégicos realizados pela Secretaria Municipal de Saúde, usando critérios de oportunidade e conveniência, decidiu iniciar obras de construção de dois novos postos de saúde no bairro Inconformada, a associação de moradores do bairro B ajuizou ação civil pública, pleiteando que os postos de saúde sejam construídos no bairro B, que conta com maior incidência de algumas doenças, como a dengue, mas não considerou os estudos feitos pelo Município.
No caso em tela, em matéria de produção de efeitos jurídicos dos atos administrativos, a pretensão da associação de moradores deve ser julgada:
a) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato discricionário, Poder Judiciário, em regra, deve analisar tanto mérito, como a legalidade do ato administrativo.
b) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, Poder Judiciário, em regra, deve adentrar à análise somente do mérito administrativo e não de aspectos pertinentes à legalidade do ato.
c) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, ao Poder Judiciário cabe prestigiar o direito fundamental à saúde.
d) improcedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, Poder Judiciário, em regra, não pode adentrar à análise da legalidade formal do ato administrativo, se restringido ao controle do mérito administrativo, pelo princípio da separação dos poderes.
e) improcedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato discricionário, Poder Judiciário, em regra, não pode analisar mérito administrativo, mas apenas deve proceder ao controle da legalidade do ato.

Em operação conjunta da Polícia Civil (representada por inspetores de polícia, no combate a crimes contra as relações de consumo) com o Município (representado por agentes de vigilância sanitária municipal na repressão a atos infracionais), os agentes públicos constataram que a padaria diligenciada estava repleta de ratos e expondo à venda produtos impróprios para consumo. Além das providências em âmbito criminal adotadas pelos policiais, diante da urgência que se impunha e com base em expressa previsão legal, os agentes municipais interditaram a padaria.
A citada interdição é um ato administrativo com atributo da:
a) imperatividade, que é um meio de execução direta do ato administrativo, mediante imprescindível e prévio controle jurisdicional, admitido contraditório diferido pelo particular interessado;
b) exigibilidade, que é um meio legítimo de coerção direta do ato administrativo, assegurado posterior controle jurisdicional e admitido contraditório imediato pelo particular interessado;
c) tipicidade, que é um meio de coerção indireta do ato administrativo que prescinde de prévio controle jurisdicional, admitido contraditório imediato pelo particular interessado;
d) autoexecutoriedade, que é um meio de execução direta do ato administrativo que prescinde de prévio controle jurisdicional, admitido contraditório diferido pelo particular interessado;
e) presunção de legitimidade, que é um meio legítimo de execução direta do ato administrativo, desde que assegurado contraditório imediato pelo particular interessado.

Promotor de Tutela Coletiva expediu, no bojo de inquérito civil público, notificação, pelos correios, via AR (aviso de recebimento), a Joaquim, para comparecer à Promotoria a fim de prestar esclarecimentos sobre eventual poluição sonora que estaria sendo provocada por máquinas de som em alto volume em seu bar.
Frustrada a notificação via postal, o Promotor determinou que a diligência fosse cumprida por Técnico do Ministério Público da Área de Notificação (TNAI). Assim, TNAI Gustavo compareceu ao bar de Joaquim para notificá-lo, leu teor do mandado, entregou uma via original, mas notificando se recusou a apor ciente. Gustavo, então, emitiu certidão circunstanciada sobre os fatos. Concluída a investigação, Promotor ajuizou ação civil pública em face de Joaquim que, em sua contestação, alegou que não foi notificado em sede pré-processual. Em relação a tal argumento, na réplica, Promotor destacou que, pelo princípio:
a) da legalidade do ato administrativo, ônus da prova incumbe a quem alega, razão pela qual é necessário que Ministério Público arrole TNAI Gustavo para ser ouvido como testemunha na fase de instrução probatória;
b) da supremacia do interesse público sobre particular, existe presunção absoluta de que teor da certidão do TNAI é verdadeiro e ato foi praticado com observância das normas legais pertinentes;
c) da lealdade processual, ônus da prova incumbe a quem alega, razão pela qual é necessário que Ministério Público arrole TNAI Gustavo para ser ouvido como testemunha na fase de instrução probatória;
d) da presunção de legitimidade do ato administrativo, existe presunção relativa de que teor da certidão do TNAI Gustavo é verdadeiro e ato foi praticado com observância das normas legais pertinentes, razão pela qual se inverte ônus da prova;
e) da boa-fé objetiva do ato administrativo, é preciso que se comprove a efetiva notificação de Joaquim pelo TNAI Gustavo, que será feito com a oitiva de testemunhas que estavam presentes no bar no momento do ato.

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