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Márcia obteve do Município de Salvador licença para funcionamento de uma pousada. Ocorre que, durante prazo de validade da licença, Márcia modificou a finalidade do empreendimento, que passou a funcionar como uma casa de festas, sem comunicação, ciência e autorização do poder público. Após regular processo administrativo, a autoridade municipal competente extinguiu ato administrativo de licença, mediante sua:
a) cassação, eis que houve ilegalidade superveniente praticada por Márcia, que deixou de cumprir os requisitos de quando teve ato deferido; b) caducidade, eis que Márcia deixou de cumprir os requisitos legais para manutenção da eficácia do ato administrativo; c) revogação, eis que ocorreu ilegalidade superveniente praticada por Márcia, que deveria cumprir as condicionantes da licença; d) anulação, eis que ato deixou de ser conveniente e oportuno, diante da conduta ilícita praticada por Márcia; e) convalidação, eis que Márcia inobservou os requisitos de validade e eficácia do ato administrativo que originariamente a favoreceu.
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Vamos analisar as alternativas apresentadas em relação ao caso de Márcia e a licença para funcionamento da pousada. a) Cassação - A cassação ocorre quando há uma ilegalidade superveniente que justifica a extinção do ato administrativo. No caso, Márcia mudou a finalidade do empreendimento sem autorização, o que caracteriza uma ilegalidade. b) Caducidade - A caducidade se refere à perda da eficácia do ato administrativo em razão de mudança na legislação ou na situação fática que o fundamentou. Não é o caso aqui, pois a mudança foi provocada pela própria Márcia. c) Revogação - A revogação é a extinção de um ato administrativo por conveniência ou oportunidade, mas não se aplica aqui, pois a mudança de finalidade foi uma ilegalidade. d) Anulação - A anulação se dá quando um ato administrativo é considerado inválido por vício de legalidade. A conduta ilícita de Márcia justifica a anulação do ato. e) Convalidação - A convalidação é a regularização de um ato administrativo que possui vícios, mas não se aplica aqui, pois a mudança de finalidade foi uma ilegalidade. Diante da análise, a alternativa correta é: a) cassação, pois houve uma ilegalidade superveniente praticada por Márcia, que deixou de cumprir os requisitos da licença.

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Município Ômega, após estudos estratégicos realizados pela Secretaria Municipal de Saúde, usando critérios de oportunidade e conveniência, decidiu iniciar obras de construção de dois novos postos de saúde no bairro Inconformada, a associação de moradores do bairro B ajuizou ação civil pública, pleiteando que os postos de saúde sejam construídos no bairro B, que conta com maior incidência de algumas doenças, como a dengue, mas não considerou os estudos feitos pelo Município.
No caso em tela, em matéria de produção de efeitos jurídicos dos atos administrativos, a pretensão da associação de moradores deve ser julgada:
a) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato discricionário, Poder Judiciário, em regra, deve analisar tanto mérito, como a legalidade do ato administrativo.
b) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, Poder Judiciário, em regra, deve adentrar à análise somente do mérito administrativo e não de aspectos pertinentes à legalidade do ato.
c) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, ao Poder Judiciário cabe prestigiar o direito fundamental à saúde.
d) improcedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, Poder Judiciário, em regra, não pode adentrar à análise da legalidade formal do ato administrativo, se restringido ao controle do mérito administrativo, pelo princípio da separação dos poderes.
e) improcedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato discricionário, Poder Judiciário, em regra, não pode analisar mérito administrativo, mas apenas deve proceder ao controle da legalidade do ato.

Em operação conjunta da Polícia Civil (representada por inspetores de polícia, no combate a crimes contra as relações de consumo) com o Município (representado por agentes de vigilância sanitária municipal na repressão a atos infracionais), os agentes públicos constataram que a padaria diligenciada estava repleta de ratos e expondo à venda produtos impróprios para consumo. Além das providências em âmbito criminal adotadas pelos policiais, diante da urgência que se impunha e com base em expressa previsão legal, os agentes municipais interditaram a padaria.
A citada interdição é um ato administrativo com atributo da:
a) imperatividade, que é um meio de execução direta do ato administrativo, mediante imprescindível e prévio controle jurisdicional, admitido contraditório diferido pelo particular interessado;
b) exigibilidade, que é um meio legítimo de coerção direta do ato administrativo, assegurado posterior controle jurisdicional e admitido contraditório imediato pelo particular interessado;
c) tipicidade, que é um meio de coerção indireta do ato administrativo que prescinde de prévio controle jurisdicional, admitido contraditório imediato pelo particular interessado;
d) autoexecutoriedade, que é um meio de execução direta do ato administrativo que prescinde de prévio controle jurisdicional, admitido contraditório diferido pelo particular interessado;
e) presunção de legitimidade, que é um meio legítimo de execução direta do ato administrativo, desde que assegurado contraditório imediato pelo particular interessado.

Promotor de Tutela Coletiva expediu, no bojo de inquérito civil público, notificação, pelos correios, via AR (aviso de recebimento), a Joaquim, para comparecer à Promotoria a fim de prestar esclarecimentos sobre eventual poluição sonora que estaria sendo provocada por máquinas de som em alto volume em seu bar.
Frustrada a notificação via postal, o Promotor determinou que a diligência fosse cumprida por Técnico do Ministério Público da Área de Notificação (TNAI). Assim, TNAI Gustavo compareceu ao bar de Joaquim para notificá-lo, leu teor do mandado, entregou uma via original, mas notificando se recusou a apor ciente. Gustavo, então, emitiu certidão circunstanciada sobre os fatos. Concluída a investigação, Promotor ajuizou ação civil pública em face de Joaquim que, em sua contestação, alegou que não foi notificado em sede pré-processual. Em relação a tal argumento, na réplica, Promotor destacou que, pelo princípio:
a) da legalidade do ato administrativo, ônus da prova incumbe a quem alega, razão pela qual é necessário que Ministério Público arrole TNAI Gustavo para ser ouvido como testemunha na fase de instrução probatória;
b) da supremacia do interesse público sobre particular, existe presunção absoluta de que teor da certidão do TNAI é verdadeiro e ato foi praticado com observância das normas legais pertinentes;
c) da lealdade processual, ônus da prova incumbe a quem alega, razão pela qual é necessário que Ministério Público arrole TNAI Gustavo para ser ouvido como testemunha na fase de instrução probatória;
d) da presunção de legitimidade do ato administrativo, existe presunção relativa de que teor da certidão do TNAI Gustavo é verdadeiro e ato foi praticado com observância das normas legais pertinentes, razão pela qual se inverte ônus da prova;
e) da boa-fé objetiva do ato administrativo, é preciso que se comprove a efetiva notificação de Joaquim pelo TNAI Gustavo, que será feito com a oitiva de testemunhas que estavam presentes no bar no momento do ato.

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