Logo Passei Direto
Buscar
João, servidor público ocupante de cargo efetivo no Estado do Amazonas, foi removido de ofício pela Administração de Manaus para interior do Estado, fato que lhe causou uma série de inconvenientes em sua vida pessoal.
Ao procurar advogado para reverter a situação, João foi informado de que ato de remoção:
a) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para anulá-lo;
b) está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para revogá-lo;
c) está viciado, razão pela qual Judiciário deve ser provocado para cassá-lo;
d) não está viciado, pois a Administração Pública não precisa expor os motivos pelos quais pratica um ato discricionário;
e) não está viciado, pois, pela teoria do órgão, quem praticou ato não foi a pessoa natural de Marcelo, e sim a própria Administração.
User badge image
Desafios para Aprender

ano passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

ano passado

Para analisar a situação apresentada, precisamos entender o conceito de ato administrativo e suas características, especialmente no que diz respeito à remoção de servidores públicos. A remoção de ofício é um ato administrativo que pode ser praticado de forma discricionária pela Administração Pública, mas deve respeitar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Se o ato de remoção não respeitar esses princípios, ele pode ser considerado viciado. Vamos analisar as alternativas: a) "está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para anulá-lo;" - A anulação é um remédio para atos viciados, mas a remoção pode ser revogada ou cassada dependendo do caso. b) "está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para revogá-lo;" - A revogação é uma possibilidade, mas normalmente se refere a atos válidos que não são mais convenientes. c) "está viciado, razão pela qual Judiciário deve ser provocado para cassá-lo;" - A cassação é um termo que se refere a atos que foram praticados de forma irregular, mas não é o termo mais comum para remoções. d) "não está viciado, pois a Administração Pública não precisa expor os motivos pelos quais pratica um ato discricionário;" - Isso não é correto, pois mesmo atos discricionários devem ter uma justificativa que respeite os princípios administrativos. e) "não está viciado, pois, pela teoria do órgão, quem praticou ato não foi a pessoa natural de Marcelo, e sim a própria Administração." - A teoria do órgão é correta, mas não justifica a ausência de vício se houver irregularidade no ato. Diante da análise, a alternativa que melhor se encaixa na situação de João, considerando que o ato de remoção pode ser viciado e que o Judiciário deve ser provocado para anular um ato viciado, é a) "está viciado, razão pela qual o Judiciário deve ser provocado para anulá-lo."

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Município Ômega, após estudos estratégicos realizados pela Secretaria Municipal de Saúde, usando critérios de oportunidade e conveniência, decidiu iniciar obras de construção de dois novos postos de saúde no bairro Inconformada, a associação de moradores do bairro B ajuizou ação civil pública, pleiteando que os postos de saúde sejam construídos no bairro B, que conta com maior incidência de algumas doenças, como a dengue, mas não considerou os estudos feitos pelo Município.
No caso em tela, em matéria de produção de efeitos jurídicos dos atos administrativos, a pretensão da associação de moradores deve ser julgada:
a) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato discricionário, Poder Judiciário, em regra, deve analisar tanto mérito, como a legalidade do ato administrativo.
b) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, Poder Judiciário, em regra, deve adentrar à análise somente do mérito administrativo e não de aspectos pertinentes à legalidade do ato.
c) procedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, ao Poder Judiciário cabe prestigiar o direito fundamental à saúde.
d) improcedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato vinculado, Poder Judiciário, em regra, não pode adentrar à análise da legalidade formal do ato administrativo, se restringido ao controle do mérito administrativo, pelo princípio da separação dos poderes.
e) improcedente, porque, em se tratando da escolha dos locais onde serão sediados os postos de saúde de ato discricionário, Poder Judiciário, em regra, não pode analisar mérito administrativo, mas apenas deve proceder ao controle da legalidade do ato.

Em operação conjunta da Polícia Civil (representada por inspetores de polícia, no combate a crimes contra as relações de consumo) com o Município (representado por agentes de vigilância sanitária municipal na repressão a atos infracionais), os agentes públicos constataram que a padaria diligenciada estava repleta de ratos e expondo à venda produtos impróprios para consumo. Além das providências em âmbito criminal adotadas pelos policiais, diante da urgência que se impunha e com base em expressa previsão legal, os agentes municipais interditaram a padaria.
A citada interdição é um ato administrativo com atributo da:
a) imperatividade, que é um meio de execução direta do ato administrativo, mediante imprescindível e prévio controle jurisdicional, admitido contraditório diferido pelo particular interessado;
b) exigibilidade, que é um meio legítimo de coerção direta do ato administrativo, assegurado posterior controle jurisdicional e admitido contraditório imediato pelo particular interessado;
c) tipicidade, que é um meio de coerção indireta do ato administrativo que prescinde de prévio controle jurisdicional, admitido contraditório imediato pelo particular interessado;
d) autoexecutoriedade, que é um meio de execução direta do ato administrativo que prescinde de prévio controle jurisdicional, admitido contraditório diferido pelo particular interessado;
e) presunção de legitimidade, que é um meio legítimo de execução direta do ato administrativo, desde que assegurado contraditório imediato pelo particular interessado.

Promotor de Tutela Coletiva expediu, no bojo de inquérito civil público, notificação, pelos correios, via AR (aviso de recebimento), a Joaquim, para comparecer à Promotoria a fim de prestar esclarecimentos sobre eventual poluição sonora que estaria sendo provocada por máquinas de som em alto volume em seu bar.
Frustrada a notificação via postal, o Promotor determinou que a diligência fosse cumprida por Técnico do Ministério Público da Área de Notificação (TNAI). Assim, TNAI Gustavo compareceu ao bar de Joaquim para notificá-lo, leu teor do mandado, entregou uma via original, mas notificando se recusou a apor ciente. Gustavo, então, emitiu certidão circunstanciada sobre os fatos. Concluída a investigação, Promotor ajuizou ação civil pública em face de Joaquim que, em sua contestação, alegou que não foi notificado em sede pré-processual. Em relação a tal argumento, na réplica, Promotor destacou que, pelo princípio:
a) da legalidade do ato administrativo, ônus da prova incumbe a quem alega, razão pela qual é necessário que Ministério Público arrole TNAI Gustavo para ser ouvido como testemunha na fase de instrução probatória;
b) da supremacia do interesse público sobre particular, existe presunção absoluta de que teor da certidão do TNAI é verdadeiro e ato foi praticado com observância das normas legais pertinentes;
c) da lealdade processual, ônus da prova incumbe a quem alega, razão pela qual é necessário que Ministério Público arrole TNAI Gustavo para ser ouvido como testemunha na fase de instrução probatória;
d) da presunção de legitimidade do ato administrativo, existe presunção relativa de que teor da certidão do TNAI Gustavo é verdadeiro e ato foi praticado com observância das normas legais pertinentes, razão pela qual se inverte ônus da prova;
e) da boa-fé objetiva do ato administrativo, é preciso que se comprove a efetiva notificação de Joaquim pelo TNAI Gustavo, que será feito com a oitiva de testemunhas que estavam presentes no bar no momento do ato.

Mais conteúdos dessa disciplina