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Presente no art. 5°, incisos XXXVII e LIII da Constituição, 0 princípio do juiz natural tem 0 papel de limitar 0 poder estatal, buscando resguardar cada vez mais devido processo legal, através do julgamento por um juízo competente e que não seja sujeito a interesses alheios ao processo. O primeiro ponto a se destacar é que 0 princípio do juiz natural busca evitar chamados 'tribunais de exceção'.
A respeito da competência processual, pode-se afirmar que:
A) A competência em razão da matéria tem como base certos elementos da própria lide, um critério objetivo, tal como a natureza da causa.
B) No âmbito da competência concorrente, em matéria procedimental, incumbe-se aos Estados editar normas gerais, tendo 0 Tribunal de Justiça dos Estados competência suplementar.
C) A competência em razão da pessoa relaciona-se às atribuições especializadas pela organização judiciária, buscando melhor eficácia na prestação jurisdicional, como é 0 caso da divisão entre Vara de Família, Vara de Falências e Vara.
D) A competência de foro é estabelecida em vista do interesse público, quando um juiz de segunda instância não pode atuar em um processo de um grau de jurisdição diverso.
E) Em caso de incompetência absoluta, a parte deve alegá-la por meio da exceção de incompetência; caso não 0 faça, poderá 0 Ministério Público declará-la de ofício.
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Questões para Estudantes

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar cada alternativa: A) A competência em razão da matéria tem como base certos elementos da própria lide, um critério objetivo, tal como a natureza da causa. Verdadeiro, essa afirmativa está correta, pois a competência em razão da matéria realmente se baseia na natureza da causa. B) No âmbito da competência concorrente, em matéria procedimental, incumbe-se aos Estados editar normas gerais, tendo o Tribunal de Justiça dos Estados competência suplementar. Verdadeiro, essa afirmativa também está correta, pois os Estados podem editar normas gerais e o Tribunal de Justiça atua de forma suplementar. C) A competência em razão da pessoa relaciona-se às atribuições especializadas pela organização judiciária, buscando melhor eficácia na prestação jurisdicional, como é o caso da divisão entre Vara de Família, Vara de Falências e Vara. Verdadeiro, essa afirmativa está correta, pois a competência em razão da pessoa se refere à especialização das varas. D) A competência de foro é estabelecida em vista do interesse público, quando um juiz de segunda instância não pode atuar em um processo de um grau de jurisdição diverso. Falso, a competência de foro se refere à jurisdição territorial e não necessariamente à atuação de juízes de diferentes instâncias. E) Em caso de incompetência absoluta, a parte deve alegá-la por meio da exceção de incompetência; caso não o faça, poderá o Ministério Público declará-la de ofício. Falso, a incompetência absoluta pode ser alegada a qualquer tempo e não depende de exceção, e o Ministério Público não tem a obrigação de declará-la de ofício. Com base na análise, as alternativas A, B e C estão corretas. No entanto, como a pergunta pede a alternativa que contém todos os itens verdadeiros, a resposta correta é: não há uma alternativa que contenha todos os itens verdadeiros. Se precisar de mais ajuda, é só perguntar!

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Acerca da eficácia da lei processual no tempo, assinale a alternativa correta: a) Não se destinando a vigência excepcional, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. b) A lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. c) A lei terá vigor por 45 dias a partir de sua publicação. d) Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. e) nenhuma das anteriores

Na teoria de Carnelutti, 0 juiz é 0 verdadeiro criador do direito, e concentra de fato muito poder, podendo inclusive criar 0 direito e traduzi-lo aos vulgares cidadãos.
Considerando que divergências ainda persistem a respeito da Ação e do Processo, embora sejam temas amplamente debatidos na doutrina brasileira majoritária e na legislação processual, julgue as afirmacoes a seguir.
I. Processo e ação não são institutos sinônimos; enquanto 0 primeiro reflete um instrumento de solução dos conflitos regido por lei e utilizado pelo Estado para exercer seu poder jurisdicional na solução dos conflitos de interesse, a ação reflete uma garantia elevada a direito fundamental pela Constituição Federal, que garante 0 acesso ao Judiciário.
II. A relação jurídica processual é refletida no processo e deve contar com 0 preenchimento de alguns requisitos apontados pela lei para que possa existir e tramitar validade; já a ação, possui condições, também descritas na lei, que expressam a viabilidade de que 0 caso exposto pelo jurisdicionado seja analisado em sua inteireza e 0 julgador possa proferir decisão de mérito.
III. 0 direito de ação deve ser um poder conferido a uma pessoa de ver solucionado 0 litígio. Assim, a ação pode ser manejada tanto por quem tenha interesse na composição do litígio, quanto por quem tenha interesse neste. Ela se desenvolve perante um juiz que tem a obrigação de prestação da tutela, independentemente da existência de um processo.
IV. A ação deve ser entendida como uma atividade jurídica por excelência, que se consubstancia em uma série de atos que deverão ter aptidão para produzir determinada consequência jurídica para as partes. Em contrapartida, 0 processo pode servir a finalidades de acertamento de um estado jurídico já existente ou à constituição de um estado jurídico que ainda não existe, sanando um direito do Estado ao ver sua pretensão sobre 0 particular suprido.
V. processo deve comportar classificações que, assim como a ação, pode ser especificado como contencioso ou voluntário, cognitivo e executivo, definitivo ou cautelar e singular ou coletivo, a depender da existência de um litígio, da tutela pretendida, da estabilidade que será alcançada com a decisão judicial e dos interesses jurídicos que estão sendo analisados.
A) I, III e IV.
B) I, IV e V.
C) II, III, IV e V.
D) II.
E) II.

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