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Educação Inclusiva

Humanas / Sociais

Uma escola pública da rede municipal recebe um estudante com deficiência intelectual moderada transferido de outro município. O aluno já possui histórico de participação em atividades de Artes e Música, demonstrando interesse, criatividade e engajamento nessas áreas, mas encontra dificuldade em acompanhar a turma em Língua Portuguesa, sobretudo na leitura e interpretação de textos mais longos e abstratos. A equipe pedagógica discute a necessidade de garantir a aprendizagem e, ao mesmo tempo, assegurar que a avaliação não seja um mecanismo de exclusão. Surge então o desafio de reorganizar as estratégias avaliativas de forma que contemplem o desenvolvimento singular do estudante, sem desconsiderar o currículo comum. Nessa perspectiva, compreende-se que a inclusão escolar vai além da acessibilidade física: envolve uma prática pedagógica crítica, capaz de reconhecer aspectos sociais, culturais e políticos que afetam a trajetória do aluno, respeitando sua diversidade e promovendo condições equitativas para que sua permanência na escola seja significativa e transformadora.

A estratégia pedagógica que representa uma prática inclusiva para o caso apresentado é:

A

a) Adequar objetivos e critérios de avaliação em Língua Portuguesa, valorizando o progresso individual do aluno em leitura, sem compará-lo linearmente com os demais colegas.

B

b) Manter os mesmos objetivos de avaliação aplicados aos demais alunos, sem adaptações, para preservar a isonomia e a “justiça” no processo.

C

c) Retirar o aluno das aulas de Língua Portuguesa e substituí-las por atividades de Artes, área em que apresenta melhor desempenho.

D

d) Substituir a avaliação escrita por provas orais padronizadas, iguais para todos os estudantes com deficiência na escola.


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Marcio Mezadri

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Para analisar as alternativas apresentadas, precisamos considerar o contexto da inclusão escolar e a necessidade de adaptar as estratégias avaliativas para atender às especificidades do aluno com deficiência intelectual moderada. Vamos analisar cada alternativa: a) Adequar objetivos e critérios de avaliação em Língua Portuguesa, valorizando o progresso individual do aluno em leitura, sem compará-lo linearmente com os demais colegas. - Esta opção é inclusiva, pois reconhece o desenvolvimento individual do aluno e adapta a avaliação às suas necessidades. b) Manter os mesmos objetivos de avaliação aplicados aos demais alunos, sem adaptações, para preservar a isonomia e a “justiça” no processo. - Esta opção não é inclusiva, pois não considera as dificuldades específicas do aluno, o que pode levar à exclusão. c) Retirar o aluno das aulas de Língua Portuguesa e substituí-las por atividades de Artes, área em que apresenta melhor desempenho. - Esta opção não é adequada, pois retira o aluno da disciplina, em vez de promover sua inclusão e desenvolvimento nas áreas em que ele tem dificuldades. d) Substituir a avaliação escrita por provas orais padronizadas, iguais para todos os estudantes com deficiência na escola. - Embora essa opção busque adaptar a avaliação, a padronização não considera as necessidades individuais de cada aluno. Diante dessa análise, a alternativa que melhor representa uma prática pedagógica inclusiva para o caso apresentado é: a) Adequar objetivos e critérios de avaliação em Língua Portuguesa, valorizando o progresso individual do aluno em leitura, sem compará-lo linearmente com os demais colegas.

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