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<p>Estudo para a prova: Avaliação, educação e sociedade.</p><p>Texto 1</p><p>TEMA 1 – A LEGISLAÇÃO E O CAMPO DA AVALIAÇÃO</p><p>1.1 Políticas educacionais e os processos de implementação e avaliação</p><p>Histórico do Brasil:</p><p>1 – 1980 - projeto piloto nos estados do Rio Grande do Norte e Paraná. Com o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Público de 1º Grau (Saep/MEC), houve a intenção de avaliar instrumentos e procedimentos de aprendizagens na educação, porém não prosseguiu devido à falta de recurso.</p><p>2 – 1990 - o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), passou-se a avaliar, por meio de provas, os ciclos de alfabetização, a cada três anos.</p><p>3– 2005 - Prova Brasil passou a ser realizada a cada dois anos na educação básica.</p><p>Quem realiza a avaliação nas modalidades de educação brasileira, exceto da infantil? Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão ligado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC).</p><p>1 - Saeb é composto pela Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e pela Prova Brasil.</p><p>2-No Ensino Médio, a avaliação se dá a partir do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio);</p><p>3- Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) avalia o ensino superior.</p><p>Ao avaliar, o INEP sugere:</p><p>a) avaliar a qualidade do ensino ministrado nas escolas, de forma que cada unidade escolar receba o resultado global;</p><p>b) contribuir para o desenvolvimento, em todos os níveis educativos, de uma cultura avaliativa que estimule a melhoria dos padrões de qualidade e equidade da educação brasileira e adequados controles sociais de seus resultados;</p><p>c) concorrer para a melhoria da qualidade de ensino, redução das desigualdades e a democratização da gestão do ensino público nos estabelecimentos oficiais, em consonância com as metas e políticas estabelecidas pelas diretrizes da educação nacional;</p><p>d) oportunizar informações sistemáticas sobre as unidades escolares. Tais informações serão úteis para a escolha dos gestores da rede à qual pertençam;</p><p>Objetivo da avalição: para que políticas e investimentos sejam direcionados em determinadas áreas do território nacional que necessitam de recursos para melhorar seu desempenho. Além disso, embora seja uma avaliação que denota classificação, levantar dados referentes ao processo de ensino é uma forma de comparar as regiões e a “qualidade de ensino” disponibilizada.</p><p>IDEB: O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, IDEB, foi criado em 2007 junto ao PDE, Programa de Desenvolvimento Educacional, para medir os índices que compreendem aprovação, reprovação, frequência e aproveitamento do aluno nos níveis de educação.</p><p>PISA: Na comunidade europeia, os alunos são avaliados a cada três anos pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA). Adotado no Brasil desde 2000, a avaliação pretende chegar a uma média de 6 até 2022.</p><p>TEMA 2 – AVALIAÇÃO NA LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL E NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR</p><p>A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/1996), no Art. 24, diz que: A verificação do rendimento escolar observará critérios, dentre eles podemos destacar: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais (Brasil, 1996).</p><p>A LDB propõe uma avaliação que propicie o bem-estar dos alunos. As provas e exames podem ser feitos ao final de um ciclo, porém é preciso considerar o seu processo individual e sua participação na efetivação das aprendizagens</p><p>LUCKESI: ao avaliar um aluno quantitativamente, o professor está indo de encontro à LDB. Nessa vertente, avalia o aluno mediante uma classificação e desempenho, e não o processo integral, a partir da quantidade e não da qualidade. Essa prática denota ao professor um descompromisso e lhe dá caráter disciplinador sobre o processo de ensino escolar. Controlar e disciplinar resulta na formação de um aluno sem autonomia e formação política. O sistema, nessa prática, se torna autoritário e antipedagógico. É preciso avaliar o que o aluno adquiriu durante o processo, e não tão somente o que lhe falta adquirir.</p><p>PISA: a avaliação na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) contempla a organização curricular por competências. Essas competências expressas nos modelos de educação da década de 1970 e 1980 já direcionavam a escola ao ensino voltado para o trabalho.</p><p>Dourado (2016, p. 41):</p><p>a) ênfase na regulação e controle do sistema educacional sobre o trabalho dos professores e das escolas, contribuindo, paradoxalmente, para secundarizar e/ou desqualificar o trabalho docente e para responsabilizar os professores pelo desempenho dos estudantes;</p><p>b) entendimento restrito e conteudista da Base Nacional Curricular, visto como currículo único nacional com relação de conteúdos mínimos prescritivos (competências e habilidades);</p><p>c) vinculação estreita entre currículo e avaliação em larga escala, configurando a centralidade nos resultados obtidos pelos estudantes nas provas nacionais de Português e Matemática, mais do que com os processos de formação.</p><p>A ênfase nas disciplinas de língua portuguesa e matemática denotam um teor técnico à avaliação, excluindo-se as outras disciplinas essenciais para a formação humana, como a filosofia, a história, a sociologia e a arte.</p><p>TEMA 3 – AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA NA EDUCAÇÃO BÁSICA E EDUCAÇÃO SUPERIOR.</p><p>A avaliação em larga escala na educação básica e educação superior refere-se à avaliação externa de natureza sistêmica, utilizada para levantar dados e resultados das instituições de ensino.</p><p>1 – Interna: possibilita a avaliação como instrumento de ação formativa, levando instituições e os professores a refletirem a respeito de suas práticas e de seus objetivos e, assim, a melhorar sua ação docente e sua identidade profissional. É a realizada dentro da escola dos professores para os alunos.</p><p>2– Externo: em âmbito externo, oferece informações para que tanto os pais quanto a sociedade, especialmente os sistemas de ensino, possam efetivar um relacionamento produtivo com a instituição escolar. É realizada por uma instituição governamental.</p><p>Para Depresbiteris (2001, p. 144): os propósitos da avaliação de ensino são “Fornecer resultados para a gestão da educação, subsidiar a melhoria dos projetos pedagógicos das escolas e propiciar informações para a melhoria da própria avaliação, o que a caracteriza como meta-avaliação”.</p><p>TEMA 4 – ANÁLISE DE DADOS AVALIATIVOS E IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS</p><p>A partir das avaliações feitas no ano de 2017 em âmbito municipal, estadual e federal, as políticas públicas de educação passam a avaliar também a educação infantil, com a inovação de avaliar a alfabetização não mais no 3º ano, e sim no fim do 2º ano.</p><p>Creches e pré-escolas serão avaliadas conforme a Base Nacional Comum Curricular. Escolas públicas e privadas passarão pela avaliação nas disciplinas de língua portuguesa e matemática, do 5º ao 9º ano, a partir da Matriz de Referência; no 9º ano do ensino fundamental, a partir da BNCC, as áreas de ciências da natureza e ciências humanas, e, no 3º ano do ensino médio, as disciplinas de língua portuguesa e matemática.</p><p>TEMA 5 – O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO E A AVALIAÇÃO</p><p>O Projeto Político-Pedagógico é um documento constituído a partir da participação coletiva da escola e da comunidade, a fim de expressar os anseios desta quanto ao que se espera daquela. Os dados relativos aos sujeitos que a escola atende em suas especificidades são a base para nortear o trabalho docente e também de todo o corpo escolar. É no PPP que encontramos os objetivos educacionais, as formas de avaliação, as características da escola, a formação que se quer obter a partir do processo de ensino-aprendizagem e as peculiaridades da prática pedagógica, que demonstra com fidelidade a realidade na qual a escola está inserida.</p><p>Veiga (1996, p. 23) diz que o PPP: busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. [...] o projeto político-pedagógico como um processo</p><p>permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, que não é descritiva ou constatativa, mas é constitutiva.</p><p>O PPP é objeto de reflexão contínua e deve ser reformulado anualmente conforme as demandas do local onde está inserido.</p><p>Nesse sentido, sendo a avaliação um processo contínuo do processo de ensino, o Projeto Político-Pedagógico é um documento inacabado e que precisa ser reformulado a partir das mudanças que ocorrem no meio social e a nível de políticas públicas. Ele é a mudança que atende às especificidades cotidianas e demandas da comunidade escolar, a fim de obter ênfase tanto dos resultados quanto dos processos de ensino desenvolvidos.</p><p>Texto 2</p><p>TEMA 1 – EPISTEMOLOGIA DA AVALIAÇÃO: CONCEPÇÕES, FUNÇÕES E OBJETO</p><p>Avaliação: Hoffmann (2009), ela é o julgamento de valor sobre os resultados alcançados, e, portanto, visa classificar e ordenar o aproveitamento no decorrer de um processo como o escolar, por exemplo.</p><p>Historicamente: feita nas escolas tem características coativas e disciplinares que resultam na evasão escolar.</p><p>Desigualdade social: Junto a isso, a desigualdade social que oriunda da falta de formação condena as classes menos privilegiadas à informalidade, à periferia dos grandes centros e acontecimentos derivados do poder e da concentração de renda de minorias.</p><p>Trabalho do docente: Avaliar um aluno na escola é uma responsabilidade que recai sobre os professores que atrelam à sua prática um ensino escolar voltado para o desenvolvimento integral dos sujeitos. Dessa forma, é permeável o trabalho docente com práticas pedagógicas vinculadas à prática social e à inserção social, já que a avaliação, ao ser concebida como processo, é uma ferramenta para analisar a própria prática.</p><p>Especificidades: A construção do conhecimento que a avaliação permite fazer requer que o professor, ao avaliar, saiba que os processos de aprendizagem dos alunos não são iguais e que cada um tem suas especificidades, ou seja, cada aluno tem um tempo próprio e específico para se apropriar do conhecimento. Se determinados conteúdos não foram assimilados, pela avaliação pode-se desenvolver estratégias para que o aluno alcance as aprendizagens.</p><p>Quando a avaliação é feita de forma a incluir, a diagnosticar dificuldades individuais e a perceber o aluno em sua integralidade, ela é efetivamente um canal de percepção da efetividade do trabalho do professor na escola. A avaliação atravessa o ato de planejar e de executar, por isso contribui em todo o percurso da ação planificada. A avaliação se faz presente não só na identificação da perspectiva político social, como também na seleção de meios alternativos e na execução do projeto, tendo em vista a sua construção (...). A avaliação é uma ferramenta da qual o ser humano não se livra. Ela faz parte de seu modo de agir e, por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível.</p><p>1.1 Avaliação como forma de inclusão e exclusão</p><p>Inclusão: A avaliação pode ser uma forma de incluir o aluno, atender aos seus anseios e auxiliá-lo na superação de suas dificuldades. Isso se torna possível a partir de práticas pedagógicas que levem em conta as dificuldades do aluno com a retomada dos conteúdos do currículo. Contudo, a avaliação também serve para o professor como diagnóstico de suas intervenções, no sentido de contribuir para que busque novos encaminhamentos e formas de proporcionar aprendizagens para os alunos.</p><p>Exclusão: A avaliação também pode ser utilizada na escola como forma de exclusão. Ela ocorre quando o professor avalia para obter números e classificar os alunos, não atendo-se às suas especificidades. Ao avaliar um aluno somente para que preste concursos e testes seletivos, a escola está impregnando um ensino sem fundamentos teóricos-críticos, ou seja, não está formando o aluno para inserir se socialmente, mas para competir no mercado de trabalho. É uma visão de ensino centrada na sociedade material, de consumo, e não na formação humana.</p><p>Crítica: Atendo-se ao processo, a escola esquece da formação humana, tão necessária para a sociedade. A avaliação excludente deixa à deriva alunos que poderiam se desenvolver em igualdade com os demais se fossem educados de forma diferenciada. Ao participar de uma avaliação, o aluno que apresenta dificuldades e que não conseguiu assimilar alguns conceitos pode ter disponibilizado um tratamento com o qual possa interagir melhor, integrar-se de forma participativa, ter acesso a encaminhamentos desenvolvidos e objetivados para sua inserção e, além disso, participar de avaliações processuais com enaltecimento às suas aquisições e superações. Enfatizar os elementos positivos de um processo de ensino é elevar as capacidades de cada aluno mediante uma pedagogia emancipatória, e não mecanizada.</p><p>TEMA 2 – TIPOS DE AVALIAÇÃO</p><p>Os tipos de avaliação são classificados de acordo com sua aplicabilidade e intencionalidade.</p><p>Tipos: Cada instituição escolar e corpo docente adota um tipo de avaliação específico e de acordo com as necessidades locais. Para exemplificar, pode-se utilizar a avaliação em conjunto com técnicas avaliativas que compõem o processo. Testes orais e escritos, reavaliação de conteúdos, produção de textos, trabalhos individuais ou em grupos, resumos, simulados, pesquisas, correção de exercícios, relatórios, questões objetivas, produção de cartazes, murais, feiras, banners, palestras, teatros, músicas, enfim, há uma infinidade de técnicas avaliativas processuais que não se limitam a uma prova, a um teste escrito.</p><p>Observação crítica: Acumular conteúdos para cobrar em uma prova mensal, por exemplo, não avalia o aluno em sua integralidade. As aptidões individuais do aluno podem ser medidas pela utilização de elementos variados que possibilitem uma avaliação permeada de intencionalidades, partindo-se da premissa de que a ação seja precedida de objetivos que serão tratados à luz das dificuldades apresentadas.</p><p>TEMA 3 – A INTER-RELAÇÃO DA AVALIAÇÃO COM OS COMPONENTES DA ESCOLA</p><p>O Projeto Político-Pedagógico escolar é um documento norteador que identifica a instituição em suas vertentes pedagógicas, curriculares e filosóficas, denota análises da comunidade escolar e direciona as ações em sala de aula junto aos alunos, inclusive nas avaliações.</p><p>Importância da avaliação: é fundamental para que os objetivos traçados sejam alcançados, sendo a avaliação um importante instrumento nesse sentido, afinal, por ela se pode analisar conteúdos não apropriados e assimilados, permeando um trabalho de retomada com novos procedimentos e visando o pleno aproveitamento e apropriação do aluno pelos conhecimentos.</p><p>Componentes da escola: Os componentes da escola, isto é, funcionários, professores, diretor, coordenação pedagógica (pedagogo e secretário).</p><p>Função social: os componentes estão a serviço de uma pedagogia que enalteça as aprendizagens e utilizem-se da avaliação como parte integradora, e não totalizadora, desse processo. Isso quer dizer que ao avaliar é possível desenvolver um trabalho referente aos resultados encontrados. Se o aluno apresentou baixa aprendizagem, quer dizer que é preciso criar condições para que esses conteúdos defasados sejam apropriados. Isso se dá com o envolvimento de todo o corpo escolar.</p><p>Ainda que a avaliação seja praticada em muitas escolas de forma tradicional, ou seja, classificatória e sem levar em conta o processo em que o aluno participou e aproveitou, a avaliação numa mudança de concepção auxilia o professor a avaliar todo o conjunto escolar do processo de ensino aprendizagem do aluno.</p><p>TEMA 4 – MODALIDADES DE AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação pode ser diagnóstica, formativa e somativa.</p><p>Diagnóstica: A avaliação diagnóstica em uma sociedade globalizada é um importante instrumento de diagnóstico. Ela requer mudanças na prática pedagógica, pois deriva do processo de ensino-aprendizagem a formação de um sujeito crítico, participativo, atuante e autônomo. Portanto, a avaliação diagnóstica é essencialmente parte integral do processo de ensino. Inicia-se com essa avaliação</p><p>de forma a levantar os conhecimentos dos alunos para analisar os conteúdos a serem enfatizados.</p><p>Formativa: a avaliação formativa tem a intencionalidade de definir e redefinir estratégias para o encaminhamento dos alunos às aprendizagens.</p><p>Somativa: Já a avaliação somativa é aquela utilizada no final de um período de tempo. Ela serve para classificar os alunos segundo seu grau de conhecimento. Análise quantitativa.</p><p>OBS.: Tanto a avaliação somativa quanto a formativa e a classificatória podem ser utilizadas no processo escolar desde que tenham a intencionalidade de levantar dados para que sejam trabalhados à luz de uma pedagogia voltada à formação humana dos alunos, e não como simples meio de classificação.</p><p>TEMA 5 – AVALIAÇÃO EM CONTEXTOS NÃO FORMAIS E FORMAIS DE EDUCAÇÃO</p><p>Contextos não formais: A educação em contextos não formais ocorre nos mais variados ambientes em que há interação com algum tipo de conhecimento. Constantemente, as informações que nos cercam servem de “bagagem” e vão se acumulando e formando um repertório de conhecimentos empíricos. Nesta base, tudo o que vemos, ouvimos, sentimos e falamos é repertório aprendido. Dessa forma, nas relações com os pares, a vivência cotidiana se apropria do conjunto de conhecimentos constituídos com base em um tempo histórico para as gerações em formação, tanto no âmbito social, como na instituição escolar.</p><p>Diferenças entre avaliação em contextos formais e não formais: a diferença da educação formal da não formal está em sua intencionalidade. No ambiente não formal, ou seja, na família, na rua, no ônibus, nas rodas de amigos, os objetivos e finalidades são diferentes daqueles delineados na instituição escolar.</p><p>Na escola: Nesta, o objetivo é que o aluno se aproprie do conhecimento historicamente constituído para que tenha a capacidade de se inserir no mundo e participar integralmente dos processos de trabalho e na construção de uma sociedade embasada em conhecimentos que visem uma melhor vivência de seus sujeitos. Dessa forma, o conhecimento científico é acessado na educação formal, na escola.</p><p>Ao avaliar um aluno, é preciso considerar seus conhecimentos adquiridos no meio informal, e, para avaliar nessa vertente, deve-se levar em conta os valores e situações. Segundo Villas Boas (2008, p. 44): A avaliação informal é uma modalidade crucial no processo avaliativo porque costuma ocupar mais tempo do trabalho escolar do que a formal (provas, relatórios, exercícios diversos, produções de textos, etc.). Isso é compreensível. Quanto mais tempo o aluno passa na escola em contato com professores e outros educadores mais ele é alvo de observações, comentários, até mesmo por meio de gestos e olhares, que podem ser encorajadores ou desencorajadores. Tudo isso compõe a avaliação informal, que se articula com a formal.</p><p>A neutralidade que deve existir ao avaliar formalmente relaciona-se diretamente a perceber-se como sujeito que pode incluir e excluir, ser determinante para a permanência ou não do estudante no ambiente formal de ensino.</p><p>Texto 3</p><p>TEMA 1 – HISTÓRIA DA AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação é uma prática humana presente desde os primórdios da civilização. Desde sempre, o homem busca na natureza a sua subsistência e, dessa forma, a partir dela, aprende.</p><p>Na escola, a avaliação não tem um marco histórico definido. No entanto, primeiramente ela é utilizada na seleção de pessoas (inclusão e exclusão). Porém, ainda nesses termos, denominava-se como “exame”.</p><p>A avaliação da aprendizagem surge pela necessidade, segundo Álvarez Méndez (2002), de avaliar o processo de aprendizagem dos alunos, e não é somente utilizado como fonte de dados sobre o processo. Ou seja, é preciso desenvolver um trabalho de avaliação que leve em conta os sujeitos do e no processo, e não somente os resultados.</p><p>São eles, os resultados, que servirão de instrumento para avaliar o processo de ensino em todos os seus contextos.</p><p>Portanto, a avaliação precede a intervenção dos agentes junto aos procedimentos e às retomadas necessárias para que o ensino seja concebido como um ato político, vislumbrando-se os resultados, mas também as dificuldades diagnosticadas, para serem utilizadas na reelaboração, retomada e reformulação dos procedimentos metodológicos e da prática pedagógica do professor.</p><p>A superficialidade de números resultantes de uma avaliação necessita de um olhar voltado para suas especificidades e processos decorrentes das práticas utilizadas para abordar os conhecimentos trabalhados. Importa nessa prática o envolvimento dos sujeitos que avaliam e suas técnicas avaliativas, contrapondo se à avaliação diagnóstica do aluno, que se caracteriza pela técnica do processo e não pelo processo como um todo, global, que caracterize a aprendizagem e a sua ausência como forma de alerta para os processos, o modo de ensinar e de promover condições de aprendizagens na escola.</p><p>Portanto, a avaliação, quando é desenvolvida como prática avaliativa e processual, tem os seguintes aspectos: Avaliar o aluno deixa de significar fazer um julgamento sobre a aprendizagem do aluno, para servir como momento capaz de revelar o que o aluno já sabe os caminhos que percorreu para alcançar o conhecimento demonstrado, seu processo de construção de conhecimentos, o que o aluno não sabe o que pode vir, a saber, o que é potencialmente revelado em seu processo, suas possibilidades de avanço e suas necessidades para que a superação, sempre transitória, do não saber, possa ocorrer” (Esteban, 1997, p.53). Essa superação transitória do saber obtida a partir das retomadas sobre o processo possível é determinante para a efetividade da aprendizagem pelo aluno escolar.</p><p>TEMA 2 – TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS E A AVALIAÇÃO</p><p>Caráter investigativo: Tendo a avaliação um caráter investigativo sobre o processo de ensino aprendizagem, ela permite ao professor avaliar sua prática pedagógica e ao mesmo tempo usufruir dos dados para desenvolver estratégias que alcancem as aprendizagens dos alunos.</p><p>Avaliação interna: a avaliação é interna, ou seja, feita na escola, pelo professor.</p><p>Avaliação externa: A avaliação também pode ser externa quando é elaborada e aplicada por instituições para obter números estatísticos sobre a apropriação dos conhecimentos pelos alunos.</p><p>Tendências conservadoras ou renovadoras:</p><p>1 - A tendência liberal tradicional esteve fortemente presente na escola no período de 1549 a 1932 (Neta; Júnior, 2012, p. 577). Nessa tendência, a escola tem a função de preparar pessoas para viver em sociedade, de acordo com suas habilidades. Os jesuítas seguiam o documento português intitulado Ratio Studiorum. Seu ideário pedagógico era de que o homem é constituído por uma essência universal e imutável. A avaliação nessa tendência é feita a partir de classificações e provas, ressaltando a quantificação e classificação (Libâneo, 1992, p. 10). O professor é detentor do saber e o aluno é sujeito passivo.</p><p>2 – Pedagogia renovada (1932-1969): Nela, o objetivo da ação pedagógica era adequar as necessidades do aluno à sociedade. O aluno é sujeito da aprendizagem e interage com elas, sendo o professor o mediador dessas aprendizagens.</p><p>3 – Pedagogia tecnicista: Com a crise da pedagogia nova, a pedagogia tecnicista toma corpo e direciona o ensino escolar à formação de mão de obra para atuar na fábrica. O professor é transmissor de conhecimento e o aluno o ser passivo que assimila os conteúdos para o trabalho. A avaliação consiste, nessa tendência, em verificar se o aluno aprendeu a fazer, se alcançou os objetivos traçados para aquela etapa de escolarização.</p><p>4 – Tendências progressistas (1975): a escola é criticada por sua ideologia capitalista. A pedagogia progressista manifesta-se em três vertentes: a libertadora, mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire; a libertária, reunindo os defensores da autogestão pedagógica; e a crítico-social dos conteúdos, acentuando a primazia dos conteúdos no confronto com as realidades sociais.</p><p>4.1 – A libertadora: Os “temas geradores” de Paulo Freire consistem numa abordagem de temas sociais e políticos trabalhados na escola, que faz</p><p>a ponte entre a experiência vivida e o conhecimento científico. A avaliação, nesse processo, se dá de forma a valorizar os saberes dos alunos e as mediações entre professor e aluno em sala de aula. São base do processo avaliativo a inserção social e a mudança no meio em que se vive. Portanto, o aluno leva para seu meio de vivências suas aprendizagens, de forma a contribuir com sua comunidade. O professor é conselheiro/instrutor-monitor.</p><p>TEMA 3 – CONCEPÇÕES TEÓRICAS DE AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação com objetivos é utilizada de forma responsável por professores que têm a consciência da importância de se avaliar, fazendo-se os seguintes questionamentos: o que avaliar, como avaliar, quando avaliar e como avaliar?</p><p>Dessa forma, na medida em que se avalia o aluno, ainda se avalia a atuação do professor, a prática pedagógica e o conjunto educacional onde se está inserido.</p><p>Assim, a avaliação pode ser vista como um meio de obter o resultado de um processo que deve ser contínuo; ou seja, a avaliação é um processo que deve ser abrangente. Nela, é possível tomar decisões quanto ao que fazer para superar as dificuldades dos alunos, às suas deficiências, aos seus anseios.</p><p>A avaliação classificatória é vista como mecanicista: o professor ensina conteúdos estanques, fechados. O aluno deveria reproduzir esses conteúdos. A avaliação nessa concepção é classificatória, pois os erros são enfatizados. No entanto, o erro deve ser sinalizador, ou seja, instrumento que permite perceber onde é preciso fazer retomadas. Nessa proposta, o processo de aprendizagem não é significativo. Forma de competição, essas avaliações condenavam o aluno a reproduzir conceitos e a não entender os conteúdos.</p><p>Na avaliação diagnóstica, busca-se levantar os conhecimentos apreendidos para que se possa avaliar a própria prática do professor e a necessidade de modificá-la. O resultado de uma avaliação reflete diretamente na prática do professor.</p><p>Avaliação diagnóstica: A avaliação diagnóstica é aquela realizada no início de um curso, período letivo ou unidade de ensino, com a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não o domínio dos pré-requisitos necessários, isto é, se possuem os conhecimentos e habilidades imprescindíveis para as novas aprendizagens. É também utilizada para caracterizar eventuais problemas de aprendizagem e identificar suas possíveis causas, numa tentativa de saná-los.</p><p>Funções da avaliação:</p><p>· A primeira função da avaliação é mostrar como foi o processo de aprendizagem do aluno, ou seja, é um “termômetro” que mostra os conteúdos absorvidos.</p><p>· A avaliação inicial é um ponto de partida que o professor utiliza para conhecer o aluno, levantar suas necessidades, seus pontos fortes e suas demandas, para que possa organizar seu trabalho em sala de aula.</p><p>· A partir da avaliação inicial, é necessário organizar os conteúdos que serão trabalhados com os alunos. Para isso serve a avaliação formativa, ou seja, a retomada dos conteúdos pelo professor diariamente, semanalmente, para retomar conceitos, conteúdos e perceber os pontos que não foram sistematizados e/ou assimilados pelos alunos.</p><p>· Avaliação formativa: feita após a primeira avaliação: tem a função de controle, é realizada durante todo o decorrer do período letivo, com o intuito de verificar se os alunos estão atingindo os objetivos previstos, isto é, quais os resultados alcançados durante o desenvolvimento das atividades. [...] É principalmente através da avaliação formativa que o aluno conhece seus erros e acertos e encontra estímulo para um estudo sistemático.</p><p>· Avaliação somatória: é realizada ao final de um período, os êxitos e fracassos sobre o processo de ensino são analisados e avaliados. Nessa avaliação, de forma ampla, o aluno terá a oportunidade de demonstrar suas aquisições. Para o professor, oportunidade de avaliar-se e, na sequência, reelaborar suas práticas pedagógicas. Críticas: Muitos autores defendem que essa avaliação não é a mais adequada, pois não possibilita, como as outras, retomadas e reformulações. Ela se restringe a atribuir uma nota à aprendizagem de forma mecânica.</p><p>TEMA 4 – A RELAÇÃO SOCIEDADE-EDUCAÇÃO-AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação na sociedade é vista como instrumento classificatório, seletivo, excludente, sentencivo, punitivo, autoritário, julgador, entre outras designações ao longo da história. A partir de grandes educadores, pesquisadores e escritores, essas nomenclaturas foram sendo superadas por termos como: avaliação diagnóstica, qualitativa, mediadora, emancipadora, dialógica, investigativa, significativa.</p><p>Portanto, se a avaliação foi utilizada ou é utilizada de forma segregacionista, ela não cumpre seu papel, conforme os autores que a defendem como ação contínua; ou seja, deve ser prática pedagógica diária do professor para que o processo de ensino esteja alicerçado no compromisso de proporcionar elementos para que o aluno aprenda. O professor, ao avaliar, avalia também sua própria prática.</p><p>Crítica: As punições das avaliações na escola remetem à exclusão que a sociedade impõe às classes menos privilegiadas, no sentido de não levar em conta as culturas diversas, os jeitos de ser das gentes, os costumes. Nessa interface, a escola, ao reproduzir a lógica do modo de produção capitalista, ainda segrega, a partir da avaliação classificatória, os alunos que não terão condições de cursar o ensino superior em uma universidade pública, pois estão 8 concorrendo com alunos que podem pagar cursinhos para se preparar para os vestibulares, que requerem conhecimentos que não foram trabalhados por eles, em virtude das defasagens e dificuldades apresentadas nas avaliações em que obteve baixos índices de aproveitamento.</p><p>TEMA 5 – EDUCAÇÃO, TRABALHO, DIVERSIDADE CULTURAL E CIDADANIA</p><p>Gestar uma docência para que os menos privilegiados, tanto em questão de acesso a recursos físicos e financeiros, quanto em relação aos conhecimentos científicos, possam acessar de forma diferenciada conteúdos que não conseguiram assimilar, com um professor que se comprometa com suas aprendizagens, é uma meta que se deve buscar. Considerando que os sujeitos do processo de ensino escolar são derivados de diferentes realidades, não é com um mesmo procedimento metodológico ou encaminhamento do professor que todos vão aprender. Portanto, as condições de aprendizagens facilitadas pelo professor devem ser avaliadas a partir de concepções teóricas de avaliação.</p><p>Aula</p><p>Texto 4</p><p>TEMA 1 – A AVALIAÇÃO E O PROCESSO DE FORMAÇÃO INTEGRAL DO SER HUMANO</p><p>Avaliação no contexto escolar: A escola é local onde o conhecimento é trabalhado de forma que o indivíduo possa compreender o mundo e nele intervir, e é a partir da avaliação que se pode analisar esse processo. A avaliação parte da ação docente em efetivar condições de aprendizagens para os alunos. Nessa vertente, a avaliação é determinante para reorganizar o trabalho na escola, fazer retomadas e, dessa forma, garantir e encaminhar os alunos às aprendizagens.</p><p>Ação reflexiva da avaliação: Para que a avaliação no contexto escolar não seja apenas para medir, atribuir notas e conceitos sobre as aprendizagens, é necessário que ela seja uma ação reflexiva, na qual os sujeitos são enaltecidos em suas aprendizagens de forma integral, ou seja, são valorizados em suas aquisições processuais, analisando-se sua trajetória e desenvolvimento da aprendizagem integralmente. O professor, a partir de um processo avaliativo “humanizado”, tende a avaliar sua própria prática a partir dos dados obtidos.</p><p>A avaliação cumpre seu papel de ferramenta quando o diagnóstico da aprendizagem enaltece os pontos positivos e os pontos a serem trabalhados, de forma a levantar os conteúdos não apropriados pelo aluno. Embora a avaliação muitas vezes comporte caráter social, como a classificação, a competição e a exclusão, ainda assim, na escola, é uma autoavaliação do próprio professor. É ela que demonstra o resultado do trabalho pedagógico na escola.</p><p>TEMA 2 – DIDÁTICA, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO</p><p>Didática: As técnicas e modelos metodológicos utilizados na educação escolar, a partir de estudos e concepções</p><p>pedagógicas, recebem o nome de didática. Instrumento para a formação docente, a didática contribui para a prática pedagógica em sala de aula. Como disciplina, segundo Libâneo (1990), ela é entendida como um estudo sistematizado, intencional, de investigação e prática. Instrumento para a formação docente, a didática contribui para a prática pedagógica em sala de aula. Como disciplina, segundo Libâneo (1990), ela é entendida como um estudo sistematizado, intencional, de investigação e prática.</p><p>As conexões que se pode fazer a partir da didática com as práticas sociais se dão sobre os dados obtidos nas avaliações processuais. Demanda disso uma conexão da didática aplicada às avaliações, de forma a imprimir uma interligação entre os dois objetos, já que são integrantes das aprendizagens. Se a didática é uma disciplina diretamente ligada à ação e à prática, é a partir da teoria que se pode explicar essa forma de ensinar e, ainda, os encaminhamentos necessários para que se efetivem os conhecimentos e sua aplicabilidade.</p><p>Triângulo didático: “o conteúdo, o professor, o aluno, as condições de ensino-aprendizagem – articulam-se com aqueles socioculturais, linguísticos, éticos, estéticos, comunicacionais e midiáticos”. Interligadas, essas vertentes são indissociáveis.</p><p>TEMA 3 – METODOLOGIAS DA AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA</p><p>Na educação inclusiva, as diferenças são respeitadas e as necessidades do aluno com deficiência são atendidas, de modo a promover um ensino escolar no qual ele seja incluído e tenha condições de permanecer estudando.</p><p>É preciso, para isso, uma escola comprometida com os processos de inclusão, de forma que o aluno continue seu processo escolar com estrutura material e imaterial (cultura, papel da educação, família), para que se desenvolva integralmente.</p><p>Ao avaliar um aluno com deficiências, faz-se necessário avaliar seus progressos, a fim de auxiliar no desenvolvimento de aulas participativas. Para intervir no sentido de facilitar as aprendizagens, o professor é o agente que encaminha as aprendizagens e disponibiliza instrumentos que viabilizam esse processo.</p><p>As práticas segregacionistas podem ocorrer tanto dentro da sala de aula quanto fora dela e em âmbito escolar. A falta de acesso, por exemplo, não permite o acesso do aluno à sala de aula e requer de auxílio de uma segunda pessoa. Se a escola tem como objetivo a formação integral do sujeito, uma barreira como a falta de acesso é um fator negativo do processo de inclusão.</p><p>TEMA 4 – METODOLOGIAS ATIVAS DE AVALIAÇÃO</p><p>Nas metodologias ativas, o professor é mediador do conhecimento; é ele quem direciona o aluno para desenvolver-se integralmente.</p><p>Ao interagir com os conhecimentos, ou seja, quando é dada importância ao que o aluno sabe, e é permitida sua participação no desenvolvimento de seu próprio processo de ensino, as metodologias se voltam ao aluno em um processo de sínteses e análises sobre as aprendizagens desenvolvidas. Pinto et al. (2012, p. 68) apontam que “a aprendizagem ativa ocorre quando o aluno interage com o assunto em estudo – ouvindo, falando, perguntando, discutindo, fazendo e ensinando”.</p><p>As metodologias ativas de ensino, entre outras, são:</p><p>• Aprendizagens que se utilizam de situações-problema relativas à realidade do aluno para instigar sua capacidade de memorização e inserção social. Essa metodologia é centrada no aluno e o professor é o facilitador.</p><p>• Peer Instruction (PI), que consiste em promover debates entre alunos. De suporte teórico, o professor utiliza perguntas que nortearão a prática.</p><p>• Aprendizagens baseadas em projetos (PBL), utilizadas especialmente no ensino superior, mas também em outras modalidades de ensino, como a área da enfermagem.</p><p>• Métodos de caso, nos quais os alunos são estimulados a pensar e descobrir de forma ativa, e não receptiva (Rocha; Lemos, 2015).</p><p>Autoavaliação: fazer o aluno adquirir capacidade de analisar suas aptidões, pontos fracos e fortes.</p><p>Seminário: possibilitar a transmissão verbal de informações pesquisadas de forma eficaz.</p><p>Observação: Seguir o desenvolvimento do aluno e ter informações sobre as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora.</p><p>Trabalho em grupo: desenvolver o espírito coletivo e a socialização.</p><p>Debate: Aprender a defender uma opinião, fundamentando-a em argumentos convincentes.</p><p>TEMA 5 – AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA</p><p>A avaliação diagnóstica que se pode desenvolver na escola inclusiva é respaldada na Constituição de 1988, segundo a qual a educação é direito de todos e dever do Estado. Diagnosticar é perceber as dificuldades apresentadas para analisar o aluno com deficiência a partir de suas características pessoais. Um aluno cego, quando incluso, necessita de atendimento educacional especializado, por exemplo.</p><p>O que é e quando é feita a avaliação diagnóstica? Como o próprio nome diz, a avaliação diagnóstica é feita no início do processo escolar para medir, avaliar os conhecimentos dos alunos e suas habilidades necessárias e apropriar-se do conhecimento elaborado, o conhecimento científico. A avaliação diagnóstica serve para: Investigar seriamente o que os alunos “ainda” não compreenderam, o que “ainda” não produziram, o que “ainda” necessitam de maior atenção e orientação [...] enfim, localizar cada estudante em seu momento e trajetos percorridos, alterando-se radicalmente o enfoque avaliativo e as “práticas de recuperação”.</p><p>Aula 5</p><p>Texto 5</p><p>TEMA 1 – AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA</p><p>A prova com caráter excludente, segundo Luckesi (2010, p.21), é feita da seguinte forma: “Os professores elaboram suas provas para provar os alunos e não para auxiliá-los na sua aprendizagem”. Contudo, se a avaliação é voltada para levantar dados sobre as aquisições dos alunos e, ainda, avaliar a participação do professor em sua prática pedagógica, ela é instrumento de reconhecimento da aprendizagem e das dificuldades dos alunos.</p><p>Por volta do século XVII, a avaliação, nascida com os colégios, tornou-se indissociável do ensino escolar (Perrenoud, 1999). Porém, na história da educação, o elemento mais importante do processo de ensino não deveria ter sido resultado de desempenho. A avaliação, para o professor, é uma forma de avaliar sua própria prática e o aproveitamento do aluno, que, por sua vez, pode utilizar-se da avaliação para levantar quais conteúdos não foram apropriados e, posteriormente, fazer retomadas com ou sem o auxílio do professor.</p><p>1.1 Avaliação na educação infantil: metodologias e práticas</p><p>A avaliação na educação infantil é “um conjunto de procedimentos didáticos que se estendem por um longo tempo e em vários espaços escolares, de caráter processual e visando, sempre, a melhoria do objeto avaliado” (Hoffmann, 2012, p. 13). O caráter processual da avaliação nessa etapa da educação emerge em campos de avaliação e desenvolvimento e de procedimentos necessários para que a criança tenha condições e ambientes favoráveis de aprendizagens.</p><p>A criança quando é direcionada a desenvolver uma atividade lúdica, como dançar com um companheiro, por exemplo, deve ser observada pelo professor no sentido de avaliar sua atenção, sua desenvoltura em agir conforme o comando, sua atenção, motricidade, capacidade de relacionar-se com o outro e com o ambiente que a cerca, junto às respostas aos objetivos traçados na intervenção pedagógica.</p><p>A atenção do professor ao avaliar a criança determina seu trabalho pedagógico e as práticas que serão desenvolvidas para que ela possa superar suas dificuldades de desenvolvimento corporal, intelectual e cognitivo.</p><p>Mediação: A mediação desenvolvida na educação infantil faz parte de um processo de ensino-aprendizagem em que o professor encaminha a criança às aprendizagens no desenvolvimento de diálogos, reflexão, planejamento e replanejamento a partir da avaliação.</p><p>Portanto, de caráter colaborativo, avaliar é proporcionar novos métodos, procedimentos e encaminhamentos para que a criança se desenvolva e aprenda. Para isso, são necessárias atividades significativas, com objetivos específicos voltados para sanar as dificuldades encontradas na avaliação.</p><p>TEMA 2 – AVALIAÇÃO</p><p>NO ENSINO FUNDAMENTAL</p><p>A avaliação como forma de diagnosticar as aprendizagens pode ser praticada no ensino fundamental I, mas é preciso cautela quanto à sua aplicação e desenvolvimento no decorrer do processo escolar. Atribuir notas ou menção na avaliação de um aluno deve ser evitado para que ele não se sinta “acuado” em suas aprendizagens.</p><p>A partir de um processo amplo de aprendizagens, a avaliação no 1º, 2º, 3º, 4º e 5º ano de ensino fundamental I e 6º, 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental II requer um trabalho docente com a responsabilidade de tornar possíveis as aquisições e o desenvolvimento escolar. Se a avaliação é meramente um diagnóstico de aprendizagens e não é utilizada para a reflexão e análise do processo, ela se perde em seus objetivos, e a pedagogia escolar reflexiva preocupa-se, sobretudo, com o desenvolvimento do aluno a partir de levantamento de suas dificuldades para novas abordagens.</p><p>Insere-se diversas metodologias, pois cada aluno tem uma forma diferente de aprendizagem.</p><p>A avaliação no ensino fundamental é constituinte e integradora.</p><p>Constituinte diz respeito ao pertencimento das ações de planejamento, da constituição do projeto-pedagógico, do ensino e da aprendizagem.</p><p>Integradora refere-se ao diálogo desenvolvido entre ensino, aprendizagem, planejamento e o próprio processo avaliativo.</p><p>Observação: Segundo Sacristán (1998, p. 297), “a avaliação serve para pensar e planejar a prática didática”. Da mesma forma, a prática didática, ao ser utilizada para atender às especificidades do aluno, é a resultante de um processo diagnóstico de dados. De porte desses dados, o professor desenvolve práticas que podem resultar em superações e inserções dos alunos nos processos.</p><p>Segundo Hoffmann (1993, p. 23), “a avaliação contínua é vista como acompanhamento da aprendizagem, identificando as conquistas, problemas e o desenvolvimento dos alunos”. A apropriação do aluno, nesse processo, deriva de práticas que podem ser desenvolvidas à luz dos resultados dos dois tipos de avaliação: a avaliação diagnóstica e a avaliação formativa.</p><p>Avaliação diagnóstica: pretende definir o nível de aprendizado apresentado por cada aluno no sentido de verificar pré-requisitos estabelecidos para o programa, curso ou período que foram atendidos. De outro modo, a avaliação diagnóstica analisa se o aluno apresenta os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para prosseguir as demais atividades.</p><p>Avaliação formativa: A avaliação formativa, por sua vez, busca insuficiências apresentadas durante o processo, de acordo com o início, o desenvolvimento e a dificuldade apresentada. No entanto, é a partir dessa avaliação que se pode desenvolver aprendizagens posteriores, ou seja, preparar o aluno para contextualizar novos conhecimentos a partir de elementos menos complexos para os mais elaborados. Com caráter cumulativo, a avaliação formativa é caracterizada por sua relevância ao avaliar e diagnosticar o acúmulo de conhecimentos adquiridos mediante um processo escolar de ensino e aprendizagem.</p><p>Avaliação somática: Segundo Sobrinho (2000), a avaliação pode ser também somática, conhecida por classificatória ou tradicional.</p><p>TEMA 3 – AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO E TÉCNICO</p><p>Os objetivos que se pretende atingir educacionalmente são relevantes para a formação do sujeito social e intelectual, de forma a propiciar uma educação voltada à formação política dos alunos em desenvolvimento.</p><p>O Exame Nacional de Ensino Médio, Enem, ao contrário do ensino fundamental I e II, é feito a partir dos conhecimentos de todas as disciplinas do currículo, e não somente língua portuguesa e matemática.</p><p>Ensino médio e técnico: O ensino profissional de nível médio agrega disciplinas de cunho profissional ao ensino acadêmico comum a todos, o que pode ser feito concomitante ou subsequentemente ao ensino médio regular. Assim, as disciplinas profissionais associadas à formação técnica de nível médio são complementares, ao invés de substitutas, à formação acadêmica comum. Além de não possuirmos uma escola profissional alternativa ao ensino acadêmico regular, a proporção de jovens que frequentam a educação profissional é pequena.</p><p>TEMA 4 – AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR</p><p>A avaliação a nível federal na educação superior se dá a partir do Enade, Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, oriundo da Lei 9.131, de 24 de novembro de 1995, que atribui ao Ministério da Educação a missão de formular e avaliar a política nacional de educação. Tem como objetivo avaliar a formação acadêmica e atribuir notas para as instituições de ensino superior de todo o Brasil (Brasil, 1995). Nos processos institucionais, a avaliação se dá a partir de diagnósticos das aprendizagens no final de um período, a chamada avaliação somativa, que implica o uso de avaliações e provas escritas.</p><p>TEMA 5 – AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS</p><p>Sendo a Educação de Jovens e Adultos (EJA) uma modalidade de ensino que atende alunos que não tiveram a oportunidade de estudar em idade própria ou que buscam formação escolar para melhorar suas condições de trabalho e de vida, requer do professor um olhar voltado às suas especificidades, pois ele está inserido em um contexto escolar que deve levar em consideração suas experiências de vida e seus conhecimentos adquiridos historicamente.</p><p>Avaliação no EJA: Nesse contexto, a avaliação se dá a partir de interações entre professor e aluno, sendo essencial, portanto, a avaliação diagnóstica no início de um trabalho docente e, posteriormente, o desenvolvimento de atividades que possam levar o aluno a se desenvolver cognitivamente.</p><p>Na educação de jovens e adultos, a avaliação formativa pode desenvolver nos alunos seu senso crítico para as aprendizagens. Ao permitir que o aluno refaça uma prova, por exemplo, o professor estará possibilitando que ele se autocorrija e perceba os pontos que precisa melhorar e se dedicar mais.</p><p>O “Provão da EJA”, realizado pelas secretarias estaduais de educação, é uma forma de obter o grau de estudos referente à escolarização pretendida (ensino fundamental e ensino médio). O aluno não precisa estar matriculado em instituição de ensino, e, aos que frequentam, também é dada a oportunidade de avançar no grau acadêmico na aprovação do exame.</p><p>Aula 6</p><p>Texto 6</p><p>TEMA 1 – A AVALIAÇÃO NA PRÁTICA E O ENGAJAMENTO DO EDUCADOR</p><p>Conceito: A avaliação do rendimento do aluno tem sido uma preocupação constante dos professores, pois faz parte do trabalho docente verificar e julgar o rendimento dos alunos, avaliando os resultados do ensino, e ainda porque o progresso alcançado pelos alunos reflete a eficácia do ensino. Nesse sentido, o rendimento do aluno reflete o trabalho desenvolvido em classe pelo professor, uma vez que, ao avaliar os alunos, o professor está também avaliando seu próprio trabalho. Portanto, a avaliação faz parte da rotina escolar e é responsabilidade do professor aperfeiçoar suas técnicas de avaliação.</p><p>A avaliação feita na escola é uniforme, ou seja, é realizada de forma igual para todos, porém há de se considerar que os alunos não são iguais, pois cada 2 um aprende de um jeito devido às suas bagagens de vida, suas imersões junto às vivências, lugares, pessoas etc.</p><p>o processo ensino-aprendizagem, o professor é o facilitador, o que encaminha os alunos à aprendizagem, proporcionando meios para que isso ocorra, o que demanda recursos pedagógicos disponíveis, materiais e também trocas de conhecimentos com os alunos, aproveitando-se de seus conhecimentos para realizar sistematizações e aproximações de teoria e prática. Nessa dinâmica, alunos e professores dialogam acerca do conhecimento, produzindo ciência de forma conjunta, participativa e instigante.</p><p>1.2 Projetos educativos e as múltiplas relações das esferas do social</p><p>As mudanças constantes vivenciadas pelo aluno no que se refere às tecnologias, meios de produção e sociedade, em geral, estão diretamente ligadas à necessidade de desenvolvimento de práticas pedagógicas que atrelem essa dinamicidade processual à escola. A sociedade do conhecimento exige da escola uma formação de aluno</p><p>crítico, criativo e reflexivo.</p><p>Metodologias que são desenvolvidas na escola para que o aluno interaja com o processo ensino aprendizagem são também chamadas de projetos educativos. Desse modo, com base nos projetos, isso se torna possível, pois o projeto interage, além dos conhecimentos escolares, com a inserção do aluno em sua realidade a fim de buscar soluções para uma solução problema decorrente do levantamento de dados sobre sua realidade. Participante do processo, o aluno, quando envolvido com projetos escolares, interage com os conhecimentos e com o professor.</p><p>A escola tradicional, que tem como princípio pedagógico a centralidade do saber no professor e o aluno como um ser passivo, vai de encontro à pedagogia de projetos, em que o professor orienta o aluno, mas o processo de desenvolvimento do conhecimento é realizado com base em suas intervenções sobre o mundo que o cerca, suas imersões.</p><p>Aprendizagem significativa, pois é ele que permite que os diálogos sejam constantes entre aprendizagens teóricas e aprendizagens práticas.</p><p>A responsabilidade que o aluno desenvolve ao participar de projetos auxilia em seu desenvolvimento, gerando uma responsabilidade sobre suas aprendizagens da mesma forma em que projeta sobre o conhecimento seu entorno social. Portanto, no projeto, o aluno é instigado a pensar, criar, recriar, tomar decisões e inferir sentidos sobre o que ensina e aprende.</p><p>TEMA 2 – AVALIAÇÃO DE LARGA ESCALA</p><p>As avaliações em larga escala são aquelas realizadas externamente. Sua especificidade é que não é realizada pelo professor, mas por um órgão externo que avalia grandes quantidades de instituições de ensino para obter dados quanto às aprendizagens. Também, junto a isso, as avaliações visam à melhoria da qualidade da educação.</p><p>Essas avaliações do sistema nacional de educação destinam-se a investigações sobre a qualidade da educação brasileira nos diversos níveis de ensino, da educação básica ao ensino superior e a pós-graduação.</p><p>Os tipos de avaliações vigentes na atualidade, em nível nacional, se dão da seguinte maneira: o Ministério da Educação e Cultura (MEC) elabora e aplica algumas avaliações de larga escala por meio do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). São elas a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), conhecida popularmente como prova Brasil e a Aneb, que compõem o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb); o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja); o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).</p><p>TEMA 3 – INSTRUMENTOS AVALIATIVOS</p><p>Os instrumentos avaliativos são instrumentos e metodologias utilizados no processo de ensino-aprendizagem.</p><p>1- Tradicionais: Os instrumentos podem ser tradicionais, em que o aluno decora os conteúdos para utilizar na prova e depois esquece, pois são questões que cobram do aluno conhecimentos que não o levarão a lugar nenhum. Ainda, o aluno muitas vezes realizou inúmeros testes, provas e exames e chegou ao fim de um ciclo sem nunca ter mostrado avanços.</p><p>TEMA 4 – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL</p><p>A avaliação de desempenho é utilizada amplamente no ambiente profissional de forma a instigar e favorecer o desenvolvimento de um trabalho que vise à produtividade e à eficiência. O desempenho individual de um funcionário de empresa, por exemplo, é feito de forma a levantar sua participação junto ao coletivo. É com base nesse segundo que são realizados diagnósticos e análises sobre resultados para fomentar o desenvolvimento de ações que visem à superação de déficits e metas não atingidas.</p><p>O processo de avaliação do desempenho requer análises baseadas em números coletados com o trabalho de cada membro de uma equipe e, depois, realizadas com base em uma média que engloba todos os sujeitos que participaram na produção de um produto ou serviço. Dessa forma, ao avaliar um sujeito, toda a produção é avaliada.</p><p>TEMA 5 – PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO</p><p>O planejamento é uma forma de se programar objetivos a serem cumpridos com uma prática pedagógica na escola. O planejamento está intimamente ligado à avaliação, pois ele é a ação docente de programar uma atividade delineando objetivos, metodologias e recursos necessários para o desenvolvimento de aulas participativas e envolventes.</p><p>Superar a visão de uma formação para o trabalho é a base da humanização apreendida na escola. Os ambientes de aprendizagens precisam estar a serviço do desenvolvimento de uma sociedade que veja o sujeito como um ser social. Dessa forma, o planejamento visava à formação de sujeitos para inserir-se no mercado do trabalho, planejando a prática pedagógica para tornar o processo avaliativo condizente às especificidades de cada aluno e para humanizar esses processos, retirando deles sua mecanicidade, e visando valorização dos sujeitos que dela participam. Dessa forma, planejar e avaliar pode ser parte de um processo complexo e determinante para a formação do sujeito social.</p><p>Anotações</p><p>Autoavaliação: fazer o aluno adquirir capacidade de analisar suas aptidões, pontos fracos e fortes.</p><p>Seminário: possibilitar a transmissão verbal de informações pesquisadas de forma eficaz.</p><p>Observação: Seguir o desenvolvimento do aluno e ter informações sobre as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora.</p><p>Trabalho em grupo: desenvolver o espírito coletivo e a socialização.</p><p>Debate: Aprender a defender uma opinião, fundamentando-a em argumentos convincentes.</p>

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