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4ª) Ao falarmos sobre objeto licitável e as hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação, é incorreto: a) o objeto mediato da licitação consiste naquilo que o governante e seus assessores buscam da melhor proposta para cada um. Pode ser a contratação de particular para a execução de determinada obra pública para implantação de infraestrutura ou, ainda, a prestação de um serviço, compra, alienação, locação de bens, bem como a delegação de um serviço público mediante a permissão dos respectivos cargos. b) o art. 6º, inciso XXIII, alínea a, da Lei n. 14.133/2021, determina a definição do objeto, incluídos sua natureza, os quantitativos, o prazo do contrato e, se for o caso, a possibilidade de sua prorrogação. Isso implica a necessidade de o gestor público não deixar margem de dúvida a nenhum particular interessado em participar do certame, o que é imprescindível à formulação correta e coerente das propostas. Desse modo, o objeto mediato deve ser descrito minuciosamente, especificando-se o material, serviço ou obra que pretenda ser contratado, a fim de que não haja complementações posteriores e o elastecimento dos prazos de republicação de edital (Zanotello, 2008, p. 108). O Tribunal de Contas da União, Súmula n. 177, reforça a necessidade de o objeto licitado ser suficientemente definido, pois constitui regra indispensável da competição e pressuposto de igualdade entre os licitantes. c) Bandeira de Mello (2012, p. 551) comenta que "são licitáveis unicamente os objetos que possam ser fornecidos por mais de uma pessoa, uma vez que a licitação supõe disputa, concorrência, ao menos potencial, entre ofertantes" (Mello, 2012, p. 551). Ou seja, havendo singularidade do objeto pretendido, sem equivalente perfeito, e apresentando-se no mercado apenas um ofertante (fornecedor exclusivo), a licitação pública se torna inócua e incapaz de ser operada para fins de seleção da oferta mais vantajosa. d) a Lei das Licitações, em seu art. 75, arrolou hipóteses de licitação dispensável, as quais não serão colacionadas em sua integralidade, pois são 18 casos específicos). No entanto, vale lembrar como regra para os casos de dispensa quando a licitação é possível, mas há razões que justificam a opção da Administração Pública deixe de efetuá-la em razão de outros interesses públicos que merecem acolhimento (Mello, 2012, p. 554).
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Solange Bruneli

há 2 semanas

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