Ed
há 3 meses
Vamos analisar o caso passo a passo: - Caio planejou matar Tício. - No momento do disparo, Caio viu um vulto que pensou ser Tício, mas era o sequestrador que mantinha Tício refém. - O disparo de Caio matou o sequestrador. - Caio não sabia da presença do sequestrador nem da situação de refém. Agora, analisando as alternativas: (A) Caio responderá pela morte do sequestrador, como se contra Tício houvesse atentado. — Correto, pois Caio tinha a intenção de matar Tício, mas acabou matando outra pessoa. Isso configura erro na pessoa (error in persona), e ele responde pelo resultado. (B) Ainda que Caio não tivesse ciência da ação do sequestrador, aplicar-se-á em seu favor a excludente de ilicitude da legítima defesa de terceiro. — Incorreto, porque Caio não agiu para defender Tício, mas para matá-lo. Não há legítima defesa. (C) Socorre Caio o exercício regular de direito, pois, mesmo sem ter ciência da ofensa à integridade de Tício, agiu contra pessoa que invadia os limites de sua empresa, respondendo apenas por conduta culposa. — Incorreto, pois não há exercício regular de direito para matar alguém que não estava invadindo a empresa, e a conduta foi dolosa, não culposa. (D) A situação equipara Caio ao agente de segurança pública que repele agressão ou risco de agressão a vítima mantida refém durante a prática de crimes. — Incorreto, Caio não é agente público e não agiu para proteger a vítima, mas para matar o sócio. (E) Não se vislumbra reprovação social na conduta de Caio, com o consequente afastamento da culpabilidade. — Incorreto, pois a conduta de Caio é reprovável e ele é culpável. Resposta correta: (A)
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