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A equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) "Caminho das Águas" realiza o diagnóstico de saúde de seu território e identifica um aumento expressivo no número de consultas de adultos, na faixa etária de 30 a 55 anos, com queixa principal de dor lombar crônica. Ao analisar os prontuários e o mapeamento territorial, o médico de família e os agentes comunitários de saúde constatam que a grande maioria desses pacientes atua em uma cooperativa de reciclagem local. Durante as consultas, os pacientes relatam jornadas de trabalho prolongadas, levantamento manual de fardos pesados e ausência de pausas programadas. manejo individual tem se baseado em analgesia escalonada e orientações posturais breves, mas a taxa de recidiva da dor e o absenteísmo laboral continuam elevados. Diante desse cenário, a equipe decide que é necessário intervir na raiz do problema, extrapolando o atendimento clínico individual e atuando sobre os determinantes sociais e ocupacionais do processo saúde-doença.
Considerando o papel da APS na Vigilância em Saúde do Trabalhador e a necessidade de planejamento de intervenções coletivas e interprofissionais, a conduta mais apropriada para a equipe da ESF propor no território é:
a. Implementar grupos operativos mensais de ginástica laboral nas dependências da Unidade Básica de Saúde, fornecendo cartilhas impressas sobre postura correta e restringindo a entrega de anti-inflamatórios aos trabalhadores que aderirem ao programa preventivo.
b. Articular ação intersetorial com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) para o mapeamento dos riscos ergonômicos na cooperativa, elaborando, de forma participativa com os trabalhadores, plano de educação em saúde e reorganização do processo laboral. Encaminhar os cooperados sintomáticos de forma prioritária para a reabilitação fisioterapêutica na atenção secundária, emitindo atestados médicos para o afastamento temporário das atividades laborais como medida central para garantir a recuperação osteomuscular.
c. Acionar imediatamente a Vigilância Sanitária e a fiscalização do Ministério do Trabalho para realizar a autuação e a interdição do ambiente, assegurando que as atividades dos cooperados sejam retomadas apenas após a adequação estrita às normas regulamentadoras de ergonomia.
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há 3 meses

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há 3 meses

Vamos analisar as alternativas com base no papel da Atenção Primária à Saúde (APS) na Vigilância em Saúde do Trabalhador e na necessidade de intervenções coletivas e interprofissionais: a) Implementar grupos de ginástica laboral na UBS, fornecer cartilhas e restringir anti-inflamatórios a quem aderir: essa abordagem é limitada ao ambiente da UBS, não envolve a cooperativa diretamente, e restringir medicamentos não é prática adequada. b) Articular ação intersetorial com o CEREST para mapear riscos ergonômicos na cooperativa, elaborar plano participativo de educação em saúde e reorganização do trabalho, encaminhar para reabilitação fisioterapêutica e emitir atestados para afastamento temporário: essa alternativa envolve ação intersetorial, participação dos trabalhadores, abordagem coletiva e individual, e é alinhada com o papel da APS na Vigilância em Saúde do Trabalhador. c) Acionar Vigilância Sanitária e Ministério do Trabalho para autuação e interdição imediata: medida extrema, que pode prejudicar os trabalhadores e não prioriza o diálogo e a intervenção participativa. Portanto, a alternativa correta é: b. Articular ação intersetorial com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) para o mapeamento dos riscos ergonômicos na cooperativa, elaborando, de forma participativa com os trabalhadores, plano de educação em saúde e reorganização do processo laboral. Encaminhar os cooperados sintomáticos de forma prioritária para a reabilitação fisioterapêutica na atenção secundária, emitindo atestados médicos para o afastamento temporário das atividades laborais como medida central para garantir a recuperação osteomuscular.

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Paciente, sexo feminino, com 6 semanas e 3 dias de amenorreia, chega ao pronto atendimento com dor abdominal súbita, intensa progressiva, associada a sangramento vaginal discreto e episódio de lipotimia. Antecedentes: ciclos irregulares, sem uso de contraceptivos. Ao exame físico, estado geral: pálida, sudoreica, PA: 85/55 mmHg, FC: 118 bpm, palpação abdominal: dor difusa com sinais de irritação peritoneal. Exame especular: escasso. Toque vaginal: colo fechado, dor intensa à mobilização cervical, abaulamento doloroso em fundo de saco posterior. Após exames laboratoriais, apresenta os seguintes resultados: ß-hCG: 3.200 mUI/mL; Hemoglobina: 9,5 g/dL. Na ultrassonografia cavidade uterina vazia, endométrio espessado (14 mm), massa anexial direita heterogênea de 3,5 cm, moderado volume de líquido livre com ecos internos em fundo de saco e cavidade abdominal.
Considerando o diagnóstico diferencial entre abortamento, gravidez ectópica e mola hidatiforme, avalie o quadro e assinale a que apresenta o diagnóstico mais provável e a conduta correta, priorizando a redução da morbimortalidade materna.
a. Abortamento incompleto com sangramento ativo, indicando uterino por aspiração manual intrauterina após estabilização clínica inicial.
b. Gravidez molar inicial associada a sangramento do primeiro trimestre, sendo indicada evacuação uterina e seguimento seriado do ß-hCG pós-procedimento.
c. Gravidez ectópica rota com hemoperitônio, devendo realizar imediatamente ressuscitação volêmica e intervenção cirúrgica emergencial.
d. Gestação de localização indeterminada hemodinamicamente instável, repetir o ß-hCG e ultrassonografia após estabilização antes da definição terapêutica.

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