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Paciente, sexo masculino, de 29 anos, é trazido ao pronto-socorro por equipe do SAMU após colisão de motocicleta X automóvel. Segundo os socorristas, o paciente foi encontrado consciente no local, porém referindo dor abdominal intensa. Não houve perda de consciência, mantendo-se em Glasgow 15. Na admissão hospitalar, apresenta os seguintes dados: PA: 88/56 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 26 irpm; SpO₂: 95% em ar ambiente, extremidades frias, sudorese e palidez cutânea. Ao exame físico, observa-se abdome distendido, doloroso difusamente à palpação, com sinais de irritação peritoneal. Não há fraturas expostas ou sangramentos externos significativos. Após acesso venoso calibroso e início de reposição volêmica, o paciente mantém hipotensão. FAST realizado à beira do leito evidencia líquido livre em hipocôndrio direito e fundo de saco pélvico.
Considerando o quadro clínico, o cenário e os achados iniciais, qual é a conduta mais adequada?
a. Solicitar tomografia computadorizada de abdome com contraste.
b. Manter reposição volêmica e observar resposta clínica em unidade de emergência.
c. Realizar paracentese diagnóstica antes da abordagem cirúrgica.
d. Indicar laparotomia exploradora imediata.
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Aprendendo com Exercícios

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente jovem, trauma por colisão de motocicleta. - Está consciente, Glasgow 15, mas com sinais de choque (PA baixa, FC alta, extremidades frias, sudorese). - Dor abdominal intensa, abdome distendido e sinais de irritação peritoneal. - FAST positivo para líquido livre (sangue) no abdome. - Após reposição volêmica, mantém hipotensão. Esses dados indicam hemorragia intra-abdominal significativa e instabilidade hemodinâmica, o que é uma emergência cirúrgica. Analisando as alternativas: a) Tomografia com contraste: indicado em pacientes estáveis para melhor avaliação, mas aqui o paciente está instável. b) Manter reposição e observar: risco alto, pois paciente está instável e com sinais de hemorragia interna. c) Paracentese diagnóstica: não é padrão em trauma abdominal com FAST positivo e instabilidade. d) Laparotomia exploradora imediata: indicada em paciente com instabilidade hemodinâmica e evidência de hemorragia intra-abdominal. Portanto, a conduta correta é: d) Indicar laparotomia exploradora imediata.

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Paciente, sexo feminino, com 6 semanas e 3 dias de amenorreia, chega ao pronto atendimento com dor abdominal súbita, intensa progressiva, associada a sangramento vaginal discreto e episódio de lipotimia. Antecedentes: ciclos irregulares, sem uso de contraceptivos. Ao exame físico, estado geral: pálida, sudoreica, PA: 85/55 mmHg, FC: 118 bpm, palpação abdominal: dor difusa com sinais de irritação peritoneal. Exame especular: escasso. Toque vaginal: colo fechado, dor intensa à mobilização cervical, abaulamento doloroso em fundo de saco posterior. Após exames laboratoriais, apresenta os seguintes resultados: ß-hCG: 3.200 mUI/mL; Hemoglobina: 9,5 g/dL. Na ultrassonografia cavidade uterina vazia, endométrio espessado (14 mm), massa anexial direita heterogênea de 3,5 cm, moderado volume de líquido livre com ecos internos em fundo de saco e cavidade abdominal.
Considerando o diagnóstico diferencial entre abortamento, gravidez ectópica e mola hidatiforme, avalie o quadro e assinale a que apresenta o diagnóstico mais provável e a conduta correta, priorizando a redução da morbimortalidade materna.
a. Abortamento incompleto com sangramento ativo, indicando uterino por aspiração manual intrauterina após estabilização clínica inicial.
b. Gravidez molar inicial associada a sangramento do primeiro trimestre, sendo indicada evacuação uterina e seguimento seriado do ß-hCG pós-procedimento.
c. Gravidez ectópica rota com hemoperitônio, devendo realizar imediatamente ressuscitação volêmica e intervenção cirúrgica emergencial.
d. Gestação de localização indeterminada hemodinamicamente instável, repetir o ß-hCG e ultrassonografia após estabilização antes da definição terapêutica.

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