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A Lei nº 9.296/1996 é o diploma responsável por disciplinar o excepcional instituto da interceptação de comunicações telefônicas.
Segundo a referida lei, ela pode ser realizada:
mesmo que a prova possa ser feita por outros meios disponíveis.
por ato fundamentado de Delegado de Polícia no curso do inquérito policial em caso de crime hediondo ou equiparado.
pelo prazo de quinze dias, que só pode ser prorrogado por igual prazo em caso de indispensabilidade do meio de prova.
pela autoridade policial em caso de prisão em flagrante apenas para acesso de dados de aplicativos como Whatsapp e Facebook, independentemente de ordem judicial.
para apurar crime de ameaça quando esta estiver sendo cometida por meio de ligação telefônica.
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há 2 meses

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há 2 meses

A Lei nº 9.296/1996 disciplina a interceptação de comunicações telefônicas, estabelecendo que: - A interceptação só pode ser realizada mediante ordem judicial fundamentada, não podendo ser feita por ato de delegado ou autoridade policial. - A prova não pode ser obtida por outros meios disponíveis; a interceptação é medida excepcional. - O prazo inicial para a interceptação é de 15 dias, podendo ser prorrogado por igual período, desde que haja justificativa de indispensabilidade. - A interceptação não pode ser realizada pela autoridade policial em caso de prisão em flagrante para acesso a dados de aplicativos como WhatsApp e Facebook sem ordem judicial. - A interceptação pode ser autorizada para apurar crimes graves, mas não é prevista especificamente para crime de ameaça por ligação telefônica, salvo se houver fundamentação judicial. Portanto, as alternativas corretas são: - A interceptação não pode ser realizada mesmo que a prova possa ser feita por outros meios disponíveis (incorreto). - A interceptação não pode ser feita por ato fundamentado de delegado de polícia (incorreto). - O prazo é de 15 dias, prorrogável por igual período em caso de indispensabilidade (correto). - A interceptação pela autoridade policial em prisão em flagrante para acesso a dados de aplicativos sem ordem judicial é ilegal (incorreto). - A interceptação para apurar crime de ameaça depende de autorização judicial e não é automática (parcialmente correto, depende do caso). Resumo: A interceptação telefônica só pode ser realizada por ordem judicial fundamentada, pelo prazo de 15 dias prorrogável, e é medida excepcional quando não houver outros meios para obtenção da prova.

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No curso de inquérito que apurava a prática do crime de corrupção passiva, previsto no Art. 317 do Código Penal, a autoridade policial representou pela interceptação das comunicações telefônicas do ramal de um indiciado. Demonstrada a imprescindibilidade da medida e indícios de autoria, houve autorização do juiz competente para a interceptação pelo prazo de 15 dias. Após a implementação, não houve pedido ou decisão sobre a renovação da escuta. Ocorre que a interceptação não foi interrompida no prazo e, no 16º dia, um diálogo revelou uma informação até então desconhecida da autoridade. Munido dessa informação, o delegado de polícia representou pela realização de buscas em um endereço onde, em cumprimento a mandado judicial, foram apreendidos documentos importantes à apuração do fato. Posteriormente, tais documentos instruíram denúncia ofertada pelo Ministério Público.
Considerando os dados fornecidos pelo enunciado, indique a afirmativa correta.
A - Os documentos devem ser admitidos no processo pois obtidos por fonte absolutamente independente.
B - Os documentos devem ser admitidos no processo, pois derivaram de escuta lícita, decretada por juiz competente.
C - Os documentos não podem ser admitidos no processo, pois, de acordo com a teoria dos frutos da árvore envenenada, derivam de prova obtida por meios ilícitos.
D - Os documentos não podem ser admitidos no processo, pois sua apreensão se deu de forma ilícita, já que apenas o Ministério Público poderia pleitear a busca.
E - Os documentos podem ser admitidos no processo, pois sua obtenção decorreu de descoberta inevitável.

Sabe-se que a interceptação de comunicações telefônicas é, atualmente, prova bastante utilizada em investigação criminal, inclusive, para a própria instrução processual penal.
Sobre o tema, marque a alternativa CORRETA.
Mesmo que estejam presentes os pressupostos que autorizam a interceptação de comunicações telefônicas, é inadmissível que o pedido seja formulado verbalmente, nem que seja excepcionalmente.
A ordem da interceptação de comunicações telefônicas depende da ordem da autoridade policial e, em seguida, para instrução processual, submete ao juiz competente para validação.
Não é permitida a interceptação de comunicações telefônicas quando não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal.
É permitida a interceptação de comunicações telefônicas quando o fato investigado constituir infração penal punida com pena de detenção.
A interceptação de comunicações telefônicas tem, mesmo que seja possível outros meios disponíveis, o objetivo de corroborar com os demais meios de prova.

Os crimes contra o sistema financeiro estão previstos na Lei 7.492/86. Acerca do tema, assinale a opção correta.
o delito de gestão fraudulenta é um crime comum, isto é, pode ser praticado por qualquer pessoa. Ao contrário da gestão fraudulenta, a gestão temerária admite a modalidade culposa. A competência para processar e julgar delitos contra o sistema financeiro será sempre da justiça comum estadual quando praticados por intermédio de instituição financeira de direito privado. Os delitos de gestão fraudulenta e de gestão temerária admitem tentativa. Os crimes contra o sistema financeiro devem ser julgados pela justiça federal, ainda que ausente legislação infraconstitucional nesse sentido, quando praticados em detrimento de bens, serviços ou interesse da União.

A interceptação telefônica representa uma restrição ao sigilo das comunicações e ao direito à privacidade que, como se sabe, não são absolutos.
Sobre as questões probatórias envolvendo a interceptação telefônica, assinale a alternativa correta.
A - Os Tribunais têm admitido o aproveitamento de provas obtidas mediante interceptação telefônica judicialmente autorizada em outro processo.
B - É dispensável a autorização do juiz, havendo fundada suspeita da autoridade policial.
C - O encontro fortuito de prova advindo da interceptação, apesar de ter ocorrido mediante abuso de autoridade policial, não gera a nulidade da prova, dado o interesse público envolvido na elucidação do crime.
D - Somente a autoridade policial pode requerer a interceptação.
E - O Ministério Público possui legitimidade para determinar a interceptação.

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