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Texto-base para as questões 16 a 19 Uma rede municipal revisa seu documento curricular da educação infantil após escutas com professoras, famílias e equipes gestoras. O levantamento identificou excesso de atividades apostiladas, relatórios centrados em obediência e execução de tarefas, baixa presença de livros de imagem e narrativas de diferentes matrizes culturais, além de registros pedagógicos pouco úteis para replanejar experiências. Em algumas unidades, as rodas de história são usadas apenas para ensinar comportamentos esperados; em outras, as crianças produzem perguntas, narram memórias familiares, exploram materiais, criam desenhos e participam de conversas literárias, mas essas evidências raramente aparecem na documentação institucional. A equipe técnica da secretaria pretende alinhar o currículo aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, aos campos de experiências, às interações e brincadeiras, sem antecipar práticas escolarizantes dos anos iniciais. Também deseja fortalecer a participação das famílias, a escuta das crianças e a documentação pedagógica como instrumento de avaliação e planejamento. O desafio é construir orientação que não trate a literatura como lição moral, a cultura como data comemorativa ou a infância como preparação para etapas futuras, mas como tempo próprio de investigação, linguagem, vínculo, brincadeira e produção de sentidos. Referências: BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 5/2009. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil; BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018; BRASIL. Portaria Inep nº 331/2025. Brasília: Inep, 2025 (adaptado). O diagnóstico da rede mostra baixa participação das famílias e registros pedagógicos pouco úteis para replanejar experiências. A equipe precisa elaborar uma intervenção viável para os centros de educação infantil, considerando que as professoras já registram fotos e atividades, mas raramente analisam as falas, hipóteses e escolhas das crianças para decidir próximos passos. A ação institucional mais consistente é: a. instituir ciclo de documentação com observação, registros, escuta das crianças, devolutivas às famílias e replanejamento das experiências a partir das evidências produzidas. b. enviar formulário digital semanal às famílias, solicitando avaliação da rotina e sugestões de temas, para orientar o planejamento das professoras conforme demandas da comunidade. c. criar agenda mensal de apresentações das turmas às famílias, com exposição de trabalhos e breve fala da professora, para ampliar visibilidade social das atividades realizadas. d. promover mostra semestral com portfólios e fotos, selecionando os registros mais completos para demonstrar avanços e fortalecer a confiança das famílias na escola. Atividade anterior Seguir para... Seguir para... Próxima atividade
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Viviane Freguetto

semana passada

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