Logo Passei Direto
Buscar

Medicina

Outros
Dica do autor: Ao nascer, o recém-nascido pré-termo tardio (33 semanas) merece atenção especial, sobretudo térmica e respiratória. O pulo do gato é simples: se o bebê está vigoroso — respirando, chorando e com bom tônus — não precisa de intervenções invasivas: seca rápida, contato pele a pele e manter temperatura são as medidas mais importantes. O clampeamento do cordão pode ser retardado por 30–60 segundos ou mais em neonatos vigorosos, pois favorece o volume sanguíneo e melhora a transição circulatória. Já em neonatos sem boa vitalidade, a prioridade é garantir via aérea, ventilação efetiva e circulação; o clampeamento imediato só é indicado se for necessário deslocar o bebê para outro local para reanimação e não for possível reanimar com cordão intacto. Importante também: a aspiração rotineira de via aérea não é mais recomendada se o bebê está respirando bem; aspira-se apenas se houver obstrução evidente. Quanto ao manejo térmico, pré-termos têm maior perda de calor — aqueça, seque e coloque em contato pele a pele; para muito prematuros (<32 semanas) usa-se filme plástico/saco sem secar; touca dupla e sacos plásticos são medidas extras para prematuros extremos, não para todos os casos. Fique ligado também na vigilância de infecção quando houve ruptura prolongada de membranas, mas isso não altera as medidas imediatas do recém-nascido vigoroso.
Qual é a conduta correta para o manejo inicial de um recém-nascido pré-termo tardio (33 semanas) que está vigoroso, respirando, chorando e com bom tônus?
A: Clampeamento imediato do cordão para evitar hemorragia intracraniana e enterocolite necrosante.
B: Secar rapidamente, proteger do frio e priorizar contato pele a pele no abdome ou tórax materno.
C: Clampeamento imediato do cordão, uso de touca dupla e saco plástico para manter temperatura acima de 37,5°C.
D: Aspiração rotineira da boca e narinas com sonda traqueal número 6–8 e pressão máxima de 100 mmHg.
E: Intervenções invasivas rotineiras para todos os recém-nascidos vigorosos.
User badge image
Praticando Para o Saber

mês passado

S2 D4
21 pág.

UNIGUAÇU

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

mês passado

Analisando o texto e as alternativas: - O recém-nascido pré-termo tardio (33 semanas) vigoroso, respirando, chorando e com bom tônus, não precisa de intervenções invasivas. - As medidas recomendadas são: secar rapidamente, manter temperatura (proteção contra frio) e contato pele a pele com a mãe. - O clampeamento do cordão pode ser retardado, não imediato. - Aspiração rotineira não é recomendada se o bebê está respirando bem. - Uso de touca dupla e saco plástico é para prematuros extremos (<32 semanas), não para 33 semanas. Portanto, a conduta correta é a alternativa: B: Secar rapidamente, proteger do frio e priorizar contato pele a pele no abdome ou tórax materno.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

S2 D4
21 pág.

UNIGUAÇU

Mais perguntas desse material

Paciente de 35 anos, contente por sua primeira gravidez, começa o pré-natal na unidade básica de saúde (UBS) de seu bairro. Durante a consulta de enfermagem, é identificado, no exame das mamas, um nódulo na mama direita. Quando informada sobre esse achado, a paciente relata que sua mãe teve câncer de mama aos 38 anos.
Diante desse quadro, a conduta médica indicada é
A requisitar biópsia do nódulo mamário guiada por ultrassonografia.
B encaminhar a paciente para o ambulatório de gestação de alto risco.
C solicitar ultrassonografia de mamas e considerar realização de mamografia com proteção abdominal.
D aguardar o final da gestação para realizar investigação do nódulo a partir de ultrassonografia e de mamografia.

Mulher de 45 anos está em acompanhamento no ambulatório de mastologia de um hospital escola devido ao diagnóstico de câncer de mama há 3 anos. Fez tratamento cirúrgico e radioterapia e, no momento, faz uso apenas de tamoxifeno. Tem apresentado fluxos menstruais a cada 15-20 dias, com volume aumentado há 2 meses. Relata que, antes do tratamento do câncer de mama, só menstruava duas vezes por ano ou quando usava pílula contraceptiva. Apresenta um IMC de 28 kg/m², exame especular sem lesões visíveis e sem sangramento ativo e toque vaginal normal. Solicitada ultrassonografia transvaginal, ficou evidenciado endométrio heterogêneo de 15 mm e ovário direito com folículo de 23 mm.
Nesse caso, a conduta médica adequada é
A inserir DIU hormonal.
B suspender o tamoxifeno.
C indicar estudo histológico do endométrio.
D prescrever progestogênio em altas doses.

Uma mulher de 33 anos procura atendimento médico, referindo ter notado há 3 meses, durante autoexame das mamas, nodulação no quadrante súperolateral da mama direita. Não notou aumento de volume ou de tamanho do nódulo durante esse tempo. Relata ter mais facilidade de identificar o nódulo no período que antecede a menstruação e nega outras queixas associadas. É tabagista (10 cigarros/dia), ocorre – 4 vezes por semana –, engravidou uma única vez (parto normal, há dois anos), amamentou por 6 meses, faz uso de DIU de cobre, com boa adaptação. Sua menarca foi aos 11 anos, sexarca aos 18 anos, possui ciclos regulares (5-28), sua última menstruação foi há 15 dias. Relata história familiar de câncer de ovário (tia materna aos 47 anos) e de câncer de mama (sua mãe aos 42 anos). Ao exame físico, observa-se nódulo palpável em quadrante súperolateral da mama direita, com cerca de 3 cm; móvel, com consistência macia e limites definidos; sem outros achados. O ultrassom de mamas e axilas, realizado 20 dias após a consulta, revelou BIRADS 2 — observada lesão anecóica circunscrita, com reforço acústico posterior, sem septações, sem fluxo ao Doppler, em quadrante súperolateral da mama direita, medindo 2 cm em seu maior diâmetro.
Nesse caso, conforme as recomendações do Ministério da Saúde, quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica e a conduta adequada?
A. Fibroadenoma; tranquilizar a paciente e complementar a investigação com ressonância nuclear magnética da mama devido a maior densidade mamária.
B. Cisto de mama; orientar a cessação de tabagismo, prescrever analgésicos, se necessário, e orientar a paciente que se trata de um quadro benigno da mama.
C. Mamas normais; salientar a importância do autoexame das mamas como ferramenta importante no rastreamento de câncer se realizado todo mês antes da menstruação.
D. Adensamento mamário; recomendar cessação de tabagismo, uso de sutiã com suporte adequado e início de rastreamento para câncer de mama, além de solicitar mamografia.

Um pediatra é chamado para atendimento de um recém-nascido (RN) em sala de parto, sendo informado de que a gestante não realizou pré-natal. A criança nasce em apneia. O cordão umbilical foi clampeado imediatamente e o RN é levado à mesa de reanimação. O pediatra realiza os passos iniciais em, no máximo, 30 segundos, mas o RN continua em apneia. Considerando-se o quadro clínico descrito, qual é a conduta adequada nesse momento?
A Oferecer oxigênio inalatório.
B Indicar a entubação traqueal.
C Aplicar estímulo tátil com fricção circular no abdome.
D Iniciar a ventilação com pressão positiva por máscara.

Mais conteúdos dessa disciplina