Durante uma pesquisa sobre o cotidiano de ex-escravizados na Primeira República, você encontra os registros orais de uma senhora centenaria, colhidos por uma ONG nos anos 1980. Ela narra com lucidez sua infância em uma antiga fazenda de cafe e afirma: "Naquele tempo, a sinha era brava, mas eu gostava dela. Eu gostava da casa grande." O conteúdo da entrevista contraria sua hipótese inicial de violência sistemática e insatisfação generalizada entre ex-escravizados. Ao compartilhar esse material com colegas, você ouve comentários como: - "Isso e sindrome de Estocolmo" - "Ela romantiza o opressor, nao serve como fonte" - "Não devemos dar voz a esse tipo de relato, confunde os alunos" Fonte: adaptado de: BLOCH, Marc. Apologia da Historia ou o Ofício do Historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. Como historiador(a), qual deve ser sua postura diante da fonte? A) Substituir a fonte por documentos escritos de intelectuais da epoca, considerados mais confiaveis. B) Editar a fala da entrevistada, removendo trechos elogiosos à casa-grande para evitar ambiguidade. C) Usar o relato apenas como exemplo de alienação e autoengano, deixando claro seu "erro" de percepção. D) Apresentar o relato ao lado de outros testemunhos contrastantes, analisando as
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