No pronto atendimento você atende dois pacientes com suspeita de Pneumonia durante uma temporada de vírus respiratórios, na qual os vírus mais prevalentes identificados são o SARS-CoV-2 e o Influenza A (H3N2). O Paciente 1, 55 anos, apresenta febre, tosse seca, dispneia progressiva há 7 dias, saturação de oxigênio de 90% e infiltrados bilaterais em “vidro fosco” na tomografia de tórax. O Paciente 2, 60 anos, com síndrome gripal iniciada há 10 dias, após melhora inicial voltou a apresentar febre, tosse produtiva com secreção purulenta, dispneia, saturação de 92% e consolidação lobar à direita na radiografia. Ambos têm Diabetes tipo 2. Qual é a abordagem mais apropriada para diferenciar e tratar essas Pneumonias, enquanto aguarda resultados de RT-PCR? a) Tratar ambos com oseltamivir e antibióticos, pois a apresentação clínica entre os vírus é indistinguível e a coinfecção bacteriana é comum em ambas as condições. b) Para o Paciente 1, iniciar corticoides, considerando Pneumonia Viral por COVID-19, e antibióticos, enquanto não se tem a confirmação diagnóstica; para o Paciente 2, iniciar antibióticos, para Pneumonia Bacteriana secundária pós-influenza. c) Tratar ambos com corticoides e oxigenoterapia, sem antivirais ou antibióticos, pois as Pneumonias são causadas por vírus e já não se espera efeito dos antivirais após o tempo descrito de evolução dos sintomas, nos 2 casos. d) Para o Paciente 1, iniciar oseltamivir e antibióticos devido à possibilidade de coinfecção Influenza + bactérias; para o Paciente 2, usar apenas oseltamivir, pois a consolidação lobar é típica de Influenza grave. e) Devido à gravidade de ambos os pacientes e ao quadro clínico de diagnóstico indistinguível, o tratamento para os 2 casos deve incluir oseltamivir, nirmatrelvir, corticoides e antibioticoterapia de largo espectro.