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SM, 78 anos, físico, antecedente de HAS e episódio prévio de hemorragia subaracnóidea há 10 anos, informa que há 6 meses vem apresentando alteração de marcha caracterizada por uma base de sustentação alargada, com os artelhos desviados lateralmente, postura ligeiramente fletida, aumento do balanço do tronco durante a marcha e diminuição da altura e comprimento dos passos. Há lentidão e hesitação ao iniciar a marcha com os pés parecendo grudados ao chão. Nesse período, também passou a apresentar incontinência urinária. A esposa relata que tem percebido paciente com déficit de atenção, alterações de comportamento e de personalidade e disfunção executiva manifestada por diminuição do processamento de informações complexas, e dificuldade para manipular novos conhecimentos. paciente traz exames laboratoriais normais, recentes, incluindo hemograma, eletrólitos, função renal e tireoidiana, enzimas hepáticas, glicemia e hemoglobina glicada, dosagem de vitaminas B12 e ácido fólico, lipidograma, VDRL e anti-HIV. A RM de crânio mostrou atrofia global leve e escala de atrofia mesial temporal (MTA) de 1; microangiopatia periventricular Fazekas 1, além de aumento dos ventrículos, acompanhado de arredondamento dos cornos frontais e alargamento dos cornos temporais.
Assinale, dentre as alternativas abaixo, a hipótese diagnóstica adequada para caso clínico acima.
A) Depressão.
B) Doença de Alzheimer.
C) Doença de Biswanger.
D) Hidrocefalia de pressão normal.
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Desafios Para o Conhecimento

há 4 semanas

Respostas

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há 4 semanas

Analisando o caso: - Paciente idoso com alteração progressiva da marcha (base alargada, passos curtos, hesitação, sensação de pés grudados). - Incontinência urinária. - Déficit cognitivo com alterações de comportamento, personalidade e função executiva. - Exames laboratoriais normais. - RM com atrofia leve, microangiopatia leve e aumento dos ventrículos com arredondamento dos cornos frontais e alargamento dos cornos temporais. Esses sinais (tríade clássica: marcha alterada, incontinência urinária e demência) associados ao aumento dos ventrículos com pouca atrofia cortical sugerem Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN). Portanto, a alternativa correta é: D) Hidrocefalia de pressão normal.

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Homem, 78 anos, com queixa de dor à deambulação bilateral, porém mais intensa em membro inferior esquerdo há 20 anos. Há 4 horas apresentou dor súbita em pé direito, frialdade e parestesia. É portador de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo ativo. Ao exame físico: bom estado geral, corado e hidratado. Ritmo cardíaco regular, sem sopros, PA: 180 X 100 mmHg e frequência cardíaca de 67 bpm. Exame físico vascular: presença de pulsos femorais bilaterais, porém ausência de pulsos poplíteos ou mais distais bilateralmente. pé direito está frio, com perda sensitiva, porém sem fraqueza muscular e sinal doppler arterial ausente neste pé. Apresenta ainda cianose não fixa de pododáctilos em pé direito. Não há lesões tróficas.
Qual diagnóstico e a melhor conduta?
A) Obstrução arterial crônica agudizada. Deve-se iniciar anticoagulação e, se não houver melhora em 24 horas, está indicada exploração arterial.
B) Obstrução arterial crônica com isquemia crítica. Paciente deve ser internado e solicitado inicialmente um ultrassom arterial que auxiliará na estratégia cirúrgica.
C) Obstrução arterial aguda de provável origem trombótica em paciente com doença arterial crônica subjacente. Deve ser iniciado antiagregação e anticoagulação imediatas e realizado um exame de imagem inicialmente.
D) Doença arterial obstrutiva periférica com claudicação limitante e embolia aguda sobrejacente em membro mais sadio. Está indicado trombólise e exploração cirúrgica para realização de tromboembolectomia à Fogarty.

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