Ed
há 2 meses
No caso descrito, a jurisprudência reconhece que a imputação de omissão relevante (art. 13, § 2º, do Código Penal) a um agente de segurança pública deve considerar a situação concreta, especialmente quando há risco extremo e desproporcional para a própria vida do agente. 1. O dever de agir do agente público, como garante, não é absoluto e encontra limite na preservação da sua própria integridade física. 2. Se a intervenção for tecnicamente ou fisicamente inviável sem que o agente sacrifique deliberadamente sua vida, não há culpabilidade por omissão. 3. Nessa hipótese, aplica-se a exclusão da culpabilidade pela inexigibilidade de conduta diversa, resultando na absolvição do agente. Portanto, a jurisprudência mantém a absolvição quando a omissão decorre da impossibilidade real de agir sem risco extremo, afastando a responsabilidade penal do agente.
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