O dimensionamento de pavimentos pelo método do DNIT considera o Número N, que representa o número de solicitações equivalentes do eixo padrão de 8,2 tf ao longo da vida de projeto, calculado a partir do VMD de caminhões, do Fator de Veículo (FV) e do Fator Climático (FC). Dados de projeto: VMD de caminhões = 800 veículos/dia; FV = 3,5; FC = 1,2; n = 10 anos; CBR do subleito = 8%. Cálculo: N = VMD × FV × FC × 365 × nanos N = 800 × 3,5 × 1,2 × 365 × 10 = 12.264.000 ≈ 1,23 × 107. Fonte: DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES. Manual de Pavimentação. 3. ed. Rio de Janeiro: DNIT, 2006. | NOGAMI, J. S.; VILLIBOR, D. F. Pavimentação de Baixo Custo com Solos Lateríticos. São Paulo: Villibor, 1995. Com base no Número N calculado e nas decisões de dimensionamento, analise as afirmativas: I. O CBR do subleito de 8% é considerado excelente para dimensionamento de pavimentos, dispensando reforço de subleito ou sub-base, independentemente do número N calculado. II. Se o período de projeto fosse dobrado para 20 anos (mantendo os demais parâmetros), o Número N dobraria para ≈ 2,46 × 107, exigindo revisão para cima das espessuras das camadas do pavimento. III. A decisão de aumentar a espessura da camada de base granular em 5 cm pode contribuir para compensar um CBR de subleito ligeiramente inferior ao limite de dimensionamento, pois bases mais espessas redistribuem melhor as tensões verticais sobre o subleito. IV. O valor N = 1,23 × 107 classifica a rodovia como de tráfego médio-pesado na escala DNER; o pavimento deve ser dimensionado com revestimento asfáltico e base granular adequadas para esse número de solicitações, e não com solução de baixo volume de tráfego. É correto o que se afirma em: A. I e III, apenas. B. I e IV, apenas. C. I, II e IV, apenas. D. II, III e IV, apenas. E. I, II, III e IV.