Logo Passei Direto
Buscar

Enem

Outros
As regras do formato são propositalmente austeras e democráticas: poemas autorais de até três minutos, sem o uso de figurinos, cenários ou acompanhamento musical. Essa nudez cênica coloca todo o peso da apresentação sobre dois pilares fundamentais: a contundência do texto e a força performática do slammer (poeta). A oralidade, frequentemente negligenciada pela tradição gramaticalista das escolas, é aqui alçada à categoria de alta tecnologia ancestral.
De acordo com a autora do texto, a regra que impõe a "nudez cênica" aos participantes das batalhas de poesia tem como consequência direta a
A desvalorização do conteúdo do poema, já que o público não compreende a mensagem.
B centralização do impacto na contundência do texto e na força performática do corpo.
C eliminação da complexidade rítmica e sonora das rimas para acelerar o tempo de apresentação.
D obrigatoriedade de usar acompanhamentos musicais durante os três minutos de fala.
E adequação passiva de todos os poetas periféricos às tradições gramaticalistas escolares.
User badge image
Questões para Estudantes

há 6 horas

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 6 horas

Vamos analisar o enunciado: a "nudez cênica" significa que não há figurinos, cenários ou acompanhamento musical, então o peso da apresentação fica em dois pilares: a contundência do texto e a força performática do slammer. Agora, analisando as alternativas: A) Desvalorização do conteúdo do poema — não faz sentido, pois o texto destaca justamente a importância do texto. B) Centralização do impacto na contundência do texto e na força performática do corpo — está de acordo com o que o texto diz. C) Eliminação da complexidade rítmica e sonora — o texto não menciona isso. D) Obrigatoriedade de usar acompanhamentos musicais — é o contrário do que o texto diz. E) Adequação passiva às tradições gramaticalistas — o texto critica essa tradição, não fala em adequação. Portanto, a alternativa correta é a B.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
A política de integração territorial da região amazônica, materializada em obras de grande escala como a Rodovia Transamazônica, foi justificada pelo Estado brasileiro por meio de uma premissa ideológica específica. No contexto abordado, essa premissa serviu politicamente para
A proteger rigorosamente as fronteiras secas do país contra o avanço de guerrilhas comunistas internacionais financiadas pela Guerra Fria.
B demarcar vastas reservas ecológicas e proteger as riquezas naturais da bacia hidrográfica contra a exploração predatória estrangeira.
C promover uma reforma agrária igualitária que solucionasse os conflitos fundiários seculares existentes no sertão nordestino.
D legitimar a ocupação forçada do território ao invisibilizar a presença histórica de populações tradicionais sob o mito do "vazio demográfico".
E explorar reservas minerais estratégicas utilizando tecnologias limpas recém-adquiridas no processo de alinhamento com os Estados Unidos.

Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
Os mecanismos de censura e o aparato repressivo do Estado, recrudescidos a partir de 1968, provocaram impactos profundos na organização da sociedade civil. O texto sugere que a principal consequência sociológica das ações do regime nesse período foi a
A desmobilização política e a atomização dos indivíduos, instaurando uma cultura do medo que inviabilizou a mediação democrática de conflitos.
B criação de canais participativos modernos que substituíram as antigas organizações estudantis no diálogo direto e pacífico com o governo central.
C transparência total na divulgação de dados sociais, permitindo que a população fiscalizasse as obras de integração nacional em andamento.
D ampliação significativa da autonomia financeira dos sindicatos operários, que passaram a ditar as regras de reajuste salarial sem interferência.
E consolidação de laços de solidariedade comunitária fortalecidos pela confiança irrestrita que os cidadãos depositaram nos órgãos de segurança.

Mais conteúdos dessa disciplina