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Do ponto de vista linguístico, os slams são verdadeiros laboratórios de variação e riqueza idiomática. Os poetas recusam a ditadura da norma-padrão como única forma válida de erudição. A gíria da favela, as contrações da fala urbana e a sintaxe do hip-hop são organizadas com rimas internas riquíssimas, aliterações e ritmos sincopados que fariam inveja aos poetas concretistas. Esse movimento destrói a falácia estrutural de que a juventude periférica "não lê" ou "não sabe escrever".
A argumentação construída no terceiro parágrafo tem o objetivo de desconstruir a ideia de que a juventude periférica "não sabe escrever". No texto, essa defesa se sustenta na constatação de que os poetas
A utilizam exclusivamente a norma-padrão erudita para provar o seu valor intelectual.
B abandonam as gírias da favela para que as rimas atinjam as classes mais altas.
C articulam a linguagem urbana e as gírias com alta complexidade rítmica e de aliterações.
D decoram poemas consagrados de autores modernistas e concretistas para declamar.
E rejeitam a comunicação oral, priorizando a entrega das folhas de rascunho ao público.
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Aprendendo com Exercícios

há 6 horas

Respostas

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há 6 horas

Vamos analisar as alternativas com base no trecho apresentado: - A) Incorreta. O texto diz que os poetas recusam a ditadura da norma-padrão, ou seja, não usam exclusivamente a norma-padrão erudita. - B) Incorreta. O texto valoriza o uso da gíria da favela, não o abandono dela. - C) Correta. O texto destaca que os poetas articulam a linguagem urbana e as gírias com rimas internas, aliterações e ritmos complexos. - D) Incorreta. Não há menção a decorar poemas consagrados. - E) Incorreta. O texto valoriza a comunicação oral, não a rejeita. Portanto, a alternativa correta é: C) articulam a linguagem urbana e as gírias com alta complexidade rítmica e de aliterações.

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Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
A política de integração territorial da região amazônica, materializada em obras de grande escala como a Rodovia Transamazônica, foi justificada pelo Estado brasileiro por meio de uma premissa ideológica específica. No contexto abordado, essa premissa serviu politicamente para
A proteger rigorosamente as fronteiras secas do país contra o avanço de guerrilhas comunistas internacionais financiadas pela Guerra Fria.
B demarcar vastas reservas ecológicas e proteger as riquezas naturais da bacia hidrográfica contra a exploração predatória estrangeira.
C promover uma reforma agrária igualitária que solucionasse os conflitos fundiários seculares existentes no sertão nordestino.
D legitimar a ocupação forçada do território ao invisibilizar a presença histórica de populações tradicionais sob o mito do "vazio demográfico".
E explorar reservas minerais estratégicas utilizando tecnologias limpas recém-adquiridas no processo de alinhamento com os Estados Unidos.

Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
Os mecanismos de censura e o aparato repressivo do Estado, recrudescidos a partir de 1968, provocaram impactos profundos na organização da sociedade civil. O texto sugere que a principal consequência sociológica das ações do regime nesse período foi a
A desmobilização política e a atomização dos indivíduos, instaurando uma cultura do medo que inviabilizou a mediação democrática de conflitos.
B criação de canais participativos modernos que substituíram as antigas organizações estudantis no diálogo direto e pacífico com o governo central.
C transparência total na divulgação de dados sociais, permitindo que a população fiscalizasse as obras de integração nacional em andamento.
D ampliação significativa da autonomia financeira dos sindicatos operários, que passaram a ditar as regras de reajuste salarial sem interferência.
E consolidação de laços de solidariedade comunitária fortalecidos pela confiança irrestrita que os cidadãos depositaram nos órgãos de segurança.

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