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Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
Os mecanismos de censura e o aparato repressivo do Estado, recrudescidos a partir de 1968, provocaram impactos profundos na organização da sociedade civil. O texto sugere que a principal consequência sociológica das ações do regime nesse período foi a
A desmobilização política e a atomização dos indivíduos, instaurando uma cultura do medo que inviabilizou a mediação democrática de conflitos.
B criação de canais participativos modernos que substituíram as antigas organizações estudantis no diálogo direto e pacífico com o governo central.
C transparência total na divulgação de dados sociais, permitindo que a população fiscalizasse as obras de integração nacional em andamento.
D ampliação significativa da autonomia financeira dos sindicatos operários, que passaram a ditar as regras de reajuste salarial sem interferência.
E consolidação de laços de solidariedade comunitária fortalecidos pela confiança irrestrita que os cidadãos depositaram nos órgãos de segurança.
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há 6 horas

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há 6 horas

Analisando o texto, fica claro que o regime autoritário após o AI-5 promoveu: - Paralisia da sociedade civil organizada; - Censura prévia que impediu o pensamento crítico; - Intervenção nos sindicatos e repressão ao movimento estudantil; - Quebra dos laços de solidariedade comunitária; - Cultura do medo, desconfiança e silêncio; - Extinção dos canais democráticos de mediação de conflitos. Portanto, a principal consequência sociológica foi a desmobilização política e a atomização dos indivíduos, instaurando uma cultura do medo que inviabilizou a mediação democrática de conflitos. Assim, a alternativa correta é: A) desmobilização política e a atomização dos indivíduos, instaurando uma cultura do medo que inviabilizou a mediação democrática de conflitos.

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Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
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