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Além do aspecto estético, a apropriação do espaço público pelo slam possui um caráter político inegável. Em cidades desenhadas pela lógica da exclusão e do trânsito apressado, reunir dezenas ou centenas de pessoas em uma roda no meio de uma praça, sob a luz de um poste, para ouvir poesia é uma fratura no sistema utilitário do capital. A rua deixa de ser apenas o lugar de passagem para o trabalho e volta a ser um lugar de permanência, encontro e reconhecimento mútuo.
A ocupação das praças pelo movimento do *slam* é caracterizada no texto como uma "fratura no sistema utilitário do capital" porque
A transforma a rua em um espaço de permanência e reconhecimento mútuo.
B gera lucro financeiro imediato para as organizações governamentais locais.
C impede de forma definitiva a circulação noturna dos trabalhadores urbanos.
D substitui integralmente as políticas públicas de segurança oferecidas pelo Estado nas favelas.
E privatiza o espaço público, exigindo a cobrança de ingressos para assistir à poesia.
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Exercícios Para o Conhecimento

há 6 horas

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há 6 horas

Vamos analisar o texto e as alternativas: O texto fala que o slam, ao ocupar o espaço público (rua, praça), transforma esse espaço que normalmente é usado para passagem rápida em um lugar de permanência, encontro e reconhecimento mútuo. Isso é uma "fratura no sistema utilitário do capital", pois o capital geralmente valoriza o uso do espaço para produção e lucro, não para convivência e cultura. Analisando as alternativas: A) Transforma a rua em um espaço de permanência e reconhecimento mútuo. — Está de acordo com o texto e o sentido da "fratura no sistema utilitário do capital". B) Gera lucro financeiro imediato para as organizações governamentais locais. — O texto não menciona lucro financeiro, e o slam é mais um movimento cultural e político. C) Impede de forma definitiva a circulação noturna dos trabalhadores urbanos. — O texto não fala em impedir circulação, mas em ocupar o espaço para outro uso. D) Substitui integralmente as políticas públicas de segurança oferecidas pelo Estado nas favelas. — Não há essa informação no texto. E) Privatiza o espaço público, exigindo a cobrança de ingressos para assistir à poesia. — O texto fala de apropriação do espaço público, mas não de privatização ou cobrança. Portanto, a alternativa correta é: A) Transforma a rua em um espaço de permanência e reconhecimento mútuo.

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Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
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A proteger rigorosamente as fronteiras secas do país contra o avanço de guerrilhas comunistas internacionais financiadas pela Guerra Fria.
B demarcar vastas reservas ecológicas e proteger as riquezas naturais da bacia hidrográfica contra a exploração predatória estrangeira.
C promover uma reforma agrária igualitária que solucionasse os conflitos fundiários seculares existentes no sertão nordestino.
D legitimar a ocupação forçada do território ao invisibilizar a presença histórica de populações tradicionais sob o mito do "vazio demográfico".
E explorar reservas minerais estratégicas utilizando tecnologias limpas recém-adquiridas no processo de alinhamento com os Estados Unidos.

Sociologicamente, a aplicação dessa doutrina após a outorga do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 1968, gerou a paralisia quase total da sociedade civil organizada. A censura prévia à imprensa, às artes e às universidades impediu a circulação do pensamento crítico e camuflou os índices reais de miséria e corrupção. Os sindicatos sofreram intervenção direta do Ministério do Trabalho, e o movimento estudantil foi empurrado para a clandestinidade. O resultado não foi a paz social, mas a pacificação pelo terror, operacionalizada pelos porões do DOI-CODI. Ao extirpar os canais democráticos de mediação de conflitos, o regime autoritário atomizou os indivíduos, quebrando os laços de solidariedade comunitária e incutindo na população a cultura do medo, da desconfiança mútua e do silêncio como únicas vias de autopreservação, transformando a denúncia e o engajamento político em sinônimos de perigo letal e banimento social. O legado desse período reverbera até os dias atuais, especialmente no campo da memória institucional. A transição brasileira para a democracia foi desenhada "lenta, gradual e segura" pelos próprios militares, culminando em uma Lei de Anistia que equalizou politicamente os opositores do regime e os agentes de Estado responsáveis pela repressão. Ao contrário de nações vizinhas, o Brasil não promoveu um acerto de contas imediato com o seu passado autocrático. O adiamento do estabelecimento de uma justiça de transição plena permitiu que resquícios autoritários, como a criminalização dos movimentos populares, sobrevivessem incólumes no tecido contemporâneo. Repensar a ditadura não é um exercício sobre arquivos empoeirados, mas uma exigência inadiável para compreender as fraturas que limitam a cidadania no país.
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