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QUESTÃO 01 TEXTO DE REFERÊNCIA (Questões 01 e 02) “A leitora há de querer saber quem era a moça. Não Direi. Prometi não dizer, mas a curiosidade feminina é tão grande que ela há de ir buscar o nome no fim do livro. Pois sim; poupe o trabalho. A moça era a D. Conceição, a mesma Conceição da casa de D. Camila. Tinha dezoito anos, era bonita, mas não o sabia, ou se o sabia, não o demonstrava. Quem a visse pela primeira vez diria que era uma criatura insignificante e sem encantos; mas, se a olhasse com atenção, descobria nela uma beleza suave, misteriosa, que não se impunha, mas que penetrava e dominava. Era a flor da modéstia e da resignação. Não tinha ambições, não alimentava sonhos de grandeza; vivia para os seus, sem ruído, sem vaidade, como as violetas na sombra.” (ASSIS, Machado de. A mão e a luva. São Paulo: Martin Claret, 2012 – adaptado) Uma equipe de professores de Língua Portuguesa do Ensino Médio utiliza o trecho de A mão e a luva para fundamentar um módulo do componente curricular Projeto de Vida. A atividade busca problematizar a construção da identidade, a autoimagem e a pressão social sobre as escolhas e expectativas relativas ao futuro dos jovens na contemporaneidade. Para conectar a caracterização da personagem D. Conceição às discussões sobre autoconhecimento e autoimagem no âmbito do Projeto de Vida, a proposta pedagógica mais adequada para ser desenvolvida com os estudantes consiste em: A) orientar os alunos a classificar os comportamentos dos colegas em introvertidos ou extrovertidos, definindo os perfis psicológicos ideais para o mercado de trabalho. B) propor uma roda de conversa em que os estudantes reflitam sobre como as expectativas externas e os padrões sociais impactam a percepção que têm de si mesmos e de suas potencialidades. C) incentivar os estudantes a adotar a resignação e a modéstia de D. Conceição como postura padrão obrigatória para evitar conflitos no ambiente escolar. D) aplicar um questionário padronizado para diagnosticar a falta de ambição dos estudantes e direcioná-los compulsoriamente a carreiras de menor competitividade.
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Paola Moreira

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

Analisando as alternativas em relação ao objetivo pedagógico de problematizar a construção da identidade, autoimagem e pressão social: A) Classificar colegas em introvertidos ou extrovertidos e definir perfis ideais para o mercado de trabalho não promove reflexão crítica sobre identidade e pressão social, além de ser reducionista. B) Propor uma roda de conversa para refletir sobre expectativas externas e padrões sociais que impactam a percepção de si mesmos e suas potencialidades está alinhado com o objetivo de autoconhecimento e discussão crítica. C) Incentivar a resignação e modéstia como postura obrigatória não é adequado, pois não promove autonomia nem reflexão crítica. D) Aplicar questionário para diagnosticar falta de ambição e direcionar compulsoriamente a carreiras menos competitivas é inadequado e contrário ao desenvolvimento pessoal. Portanto, a alternativa correta é: B) propor uma roda de conversa em que os estudantes reflitam sobre como as expectativas externas e os padrões sociais impactam a percepção que têm de si mesmos e de suas potencialidades.

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