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Sobre o fenômeno da espetacularização das cidades, podemos afirmar:
a) Trata-se de aproveitar determinado potencial da cidade para, mediante um projeto urbano de impacto, alterar a dinâmica econômica, reposicionando a cidade como produto no mercado global de investimentos e consumo.
b) É um fenômeno associado ao star system da arquitetura já que grandes projetos, para serem reconhecidos, precisam da grife de um starchitect para ganhar reconhecimento e prestígio.
c) A espetacularização refere-se a grandes projetos urbanos que visam reposicionar uma cidade no circuito de grandes shows e eventos em escala global, como copas do mundo e Olimpíadas.
d) É um fenômeno associado ao conceito de cidade genérica de Rem Koolhaas e descreve o impacto dos grandes equipamentos urbanos, como shoppings, centros culturais, museus e aeroportos nessas generic cities.
e) Ocorre quando intervenções de caráter social, mesmo que em pequenas escalas, apropriam-se de forma oportunista de determinados espaços urbanos e, pela intervenção de algum starchitect, ganham destaque na mídia global.
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Vamos analisar as alternativas com base no conceito de espetacularização das cidades: a) Trata-se de aproveitar determinado potencial da cidade para, mediante um projeto urbano de impacto, alterar a dinâmica econômica, reposicionando a cidade como produto no mercado global de investimentos e consumo. — Esta definição está correta e é a mais completa sobre o fenômeno da espetacularização, que envolve transformar a cidade em um produto para atrair investimentos e consumo global. b) É um fenômeno associado ao star system da arquitetura já que grandes projetos, para serem reconhecidos, precisam da grife de um starchitect para ganhar reconhecimento e prestígio. — Embora o star system seja relacionado, ele é um aspecto, não a definição principal da espetacularização. c) A espetacularização refere-se a grandes projetos urbanos que visam reposicionar uma cidade no circuito de grandes shows e eventos em escala global, como copas do mundo e Olimpíadas. — Isso é um exemplo, mas não a definição geral do fenômeno. d) É um fenômeno associado ao conceito de cidade genérica de Rem Koolhaas e descreve o impacto dos grandes equipamentos urbanos, como shoppings, centros culturais, museus e aeroportos nessas generic cities. — Conceito diferente, relacionado, mas não exatamente a espetacularização. e) Ocorre quando intervenções de caráter social, mesmo que em pequenas escalas, apropriam-se de forma oportunista de determinados espaços urbanos e, pela intervenção de algum starchitect, ganham destaque na mídia global. — Não corresponde à definição principal do fenômeno. Portanto, a alternativa correta é: a) Trata-se de aproveitar determinado potencial da cidade para, mediante um projeto urbano de impacto, alterar a dinâmica econômica, reposicionando a cidade como produto no mercado global de investimentos e consumo.

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Rem Koolhaas, em seu texto sobre a "Cidade Genérica", faz a desconstrução dos ideais de cidade do modernismo e do pós-modernismo. Olha para a cidade do final do século XX e expõe de maneira desencantada suas conclusões.
Dentre as proposições acima, podemos afirmar que são corretas:
I. O discurso urbano do pós-modernismo baseado na história, memória coletiva, identidade, contexto e práticas sociais arraigadas só se aplica aos centros urbanos das cidades históricas, em especial as europeias, algumas do Oriente Médio, mas raríssimas na Ásia e no novo mundo.
II. Fora dos centros históricos, mesmo nas cidades antigas e bem preservadas da Europa, a cidade se construiu segundo um mix de experiências, tentativas e erros baseados em regramentos advindos das várias teorias urbanas que acompanharam a expansão urbana da era industrial.
III. História, contexto e identidade urbana só existem nos centros históricos e se tornaram bens de consumo da grande indústria do turismo mundial. Há história nas cidades genéricas, mas está distribuída de forma esparsa. Sempre ameaçada, requer estratégias de conservação de alto custo financeiro e político.
IV. As cidades genéricas são sempre cidades incompletas, onde a arquitetura tende a seguir padrões e tendências sempre mutáveis, onde a descontinuidade de linguagens e formas urbanas torna o espaço urbano fractal e disjuntivo. Sua velocidade de construção é acelerada. A sua obsolescência também. Substituições de partes não são traumáticas.
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III.
c) I, II e IV.
d) II, III e IV.
e) II e IV.