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Avaliando o seguinte enunciado: O mal é uma força natural.  A prática da maldade já está prevista em nosso destino.  Essas eram as questões que atormentavam Santo Agostinho, afinal, se tudo que existe é criação divina, como se explicar a existência do mal sem atribuir a Deus a sua existência?  Neste sentido, o arcabouço teórico de Santo Agostinho esboçado em sua obra "O Livre-Arbítrio a questão do mal", foi respondido e edificado com o intuito principal de combater as heresias de duas doutrinas correntes ao seu pensamento: o maniqueísmo e o pelagianismo.
Com base no texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I___ O mal faz parte de nossa existência como elemento necessário à conversão determinando todas as nossas escolhas e isso faz parte da vontade de Deus.

PORQUE

II___ A maldade é um elemento da condição humana mediante a vivência dos impulsos e das paixões que são latentes a sua própria natureza.

Acerca das asserções, assinale a opção correta.
I___ O mal faz parte de nossa existência como elemento necessário à conversão determinando todas as nossas escolhas e isso faz parte da vontade de Deus.
II___ A maldade é um elemento da condição humana mediante a vivência dos impulsos e das paixões que são latentes a sua própria natureza.
A. As asserções I e II são proposições falsas.
B. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
C. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
D. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
E. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
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há 6 horas

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há 6 horas

Vamos analisar as asserções com base no pensamento de Santo Agostinho: I - "O mal faz parte de nossa existência como elemento necessário à conversão determinando todas as nossas escolhas e isso faz parte da vontade de Deus." Santo Agostinho não considera o mal como parte da vontade de Deus ou algo necessário em si, mas sim como uma privação do bem (privatio boni). O mal não é uma força positiva ou necessária, mas uma ausência ou distorção do bem. Portanto, a asserção I é falsa. II - "A maldade é um elemento da condição humana mediante a vivência dos impulsos e das paixões que são latentes a sua própria natureza." Essa asserção está mais alinhada com a visão agostiniana, que entende que o mal está ligado à condição humana, às paixões e à inclinação para o pecado. Portanto, a asserção II é verdadeira. Como a asserção I é falsa e a II verdadeira, a alternativa correta é: C. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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O paradigma da medicina consiste na dualidade de salvar vidas e diminuir o sofrimento humano. Mas, aquilo que é causa a favor pode ter dois pontos extremos, a saber: pode-se recuperar a vida ou permitir retirá-la deste mundo. A eutanásia enquanto no plano epistemológico a raiz grega eu-thanatos significa "boa morte", no plano ético e prático é a supressão piedosa da vida do paciente. Neste sentido esta ação torna-se extremamente necessitada de uma reflexão profunda sobre sua legitimação ou não sobre o paciente.
Mediante a isto avalie as questões demarcado sua condição de verdade ou falsidade:

( ) A eutanásia não pode ser aceita em nenhum caso, pois a vida do paciente deve ser uma decisão familiar, mesmo que seja de sua vontade.

( ) A eutanásia é um procedimento que visa a dignidade da vida enquanto vida.

( ) Retirando as questões culturais que podem ser relativas, se olharmos a eutanásia por um lado humanista e voltado a subjetividade ela torna-se ética.

( ) A Eutanásia em todos os casos fere a condição de liberdade humana.

Mediante a avaliação das questões acima, qual das opções abaixo se configura como verdadeira?
A eutanásia não pode ser aceita em nenhum caso, pois a vida do paciente deve ser uma decisão familiar, mesmo que seja de sua vontade.
A eutanásia é um procedimento que visa a dignidade da vida enquanto vida.
Retirando as questões culturais que podem ser relativas, se olharmos a eutanásia por um lado humanista e voltado a subjetividade ela torna-se ética.
A Eutanásia em todos os casos fere a condição de liberdade humana.
A. V,V,V,V
B. F,F,F,V
C. V,F,V,F
D. V,F,F,V
E. F,V,V,F

As ações terroristas cada vez mais se propagam pelo mundo, havendo ataques em várias cidades, em todos os continentes. Nesse contexto, analise a seguinte notícia: No dia 10 de março de 2005, o Presidente de Governo da Espanha José Luis Rodriguez Zapatero em conferência sobre o terrorismo, ocorrida em Madri para lembrar os atentados do dia 11 de março de 2004, "assinalou que os espanhóis encheram as ruas em sinal de dor e solidariedade e dois dias depois encheram as urnas, mostrando assim o único caminho para derrotar o terrorismo: a democracia. Também proclamou que não existe álibi para o assassinato indiscriminado. Zapatero afirmou que não há política, nem ideologia, resistência ou luta no terror, só há o vazio da futilidade, a infâmia e a barbárie. Também defendeu a comunidade islâmica, lembrando que não se deve vincular esse fenômeno com nenhuma civilização, cultura ou religião. Por esse motivo apostou na criação pelas Nações Unidas de uma aliança de civilizações para que não se continue ignorando a pobreza extrema, a exclusão social ou os Estados falidos, que constituem, segundo ele, um terreno fértil para o terrorismo". (MANCEBO, Isabel. Madri fecha conferência sobre terrorismo e relembra os mortos de 11-M. (Adaptado). A principal razão, indicada pelo governante espanhol, para que haja tais iniciativas do terror está explicitada na seguinte afirmação:
A. O desejo de vingança desencadeia atos de barbárie dos terroristas.
B. O choque de civilizações aprofunda os abismos culturais entre os países.
C. A intolerância gera medo e insegurança criando condições para o terrorismo.
D. A desigualdade social existente em alguns países alimenta o terrorismo.
E. A democracia permite que as organizações terroristas se desenvolvam.

A ação ética é legitimada a partir de algumas vertentes que buscam definir o campo e motivações das ações. No texto tivemos conhecimento da ética teleológica e da ética deontológica. O quadro abaixo oferece uma síntese destas duas éticas.
Assim sendo, podemos afirmar sobre estas éticas que:
a. A ética deontológica é mais aplicável, pois de fato devemos sempre agir pelo dever, fora disso não nos constituímos como pessoas éticas.
b. A ética deontológica estipula o dever moral visando instituir uma máxima universal que legitima o valor da ação moral.
c. O que vale nas ações são os fins e por isso a ética teleológica é mais aplicável, pois devemos cumprir a finalidade de cada ação mesmo que isso seja mau para a sociedade.
d. A ética deontológica estipula como premissa a dimensão do agir pelo dever visando à obrigação moral tirando do homem a liberdade.
e. As éticas teleológicas e deontológicas só são legítimas se forem unificadas, pois não podemos agir simplesmente determinada por uma delas.

Hoje é corriqueiro se falar da necessidade do resgate da ética na política, já que a prática está ausente de valores que a guiem. A política torna-se lugar do império do poder capital que institui manobras que favoreçam a dominação e a desigualdade. Tal proposição exprime bem o mal-estar de muitos com os caminhos dela na modernidade. Com a profissionalização e a burocratização da vida política na modernidade perdeu-se a perspectiva dos valores éticos para a transformação positiva da vida social.
A partir das informações do texto conclui-se que:
A. A política não está ligada a instância do poder capital, pois na atualidade estas duas instâncias não se completam.
B. A ética na política é um assunto ausente dos debates porque causa danos a ação moral.
C. A política torna-se corrupta por tentar construir ideais legitimados no dever ao próximo.
D. A esfera política é por natureza desconstituída da ética e, por isso, não se deve cobrar justiça social e, muito menos, honestidade nas ações políticas.
E. Para uma boa ação política é necessário a reflexão sobre a intenção dos agentes políticos.

A ética enquanto ciência da moral tem sua origem na Grécia com o nascimento da própria filosofia. A ética é teórica e questionadora, mas torna-se moralizante quando tem o intuito de impor normativas. A ideia de bem é algo partilhado dentro do corpo social. O cultivo da virtude na ação, condicionada pela razão e do conhecimento do que é o bem, em busca da felicidade de toda a pólis, é a essência da conduta do que ChauÍ nomeia de sujeito ético-moral.
Considerando a questão apresentada, avalie as seguintes asserções e as relações propostas por elas: I. O sujeito ético torna-se um ser moral e contribui de forma efetiva na construção da cidade justa quando estipula como meta a ação virtuosa em detrimento do benefício do seu grupo de convivência. II. A problemática da cidadania é construída a partir de grupos que decidem por agir de forma ética em função de alcançar o todo social, haja vista a ideia de pólis para o grego não alcançar a vivência harmoniosa de toda cidade. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
I. O sujeito ético torna-se um ser moral e contribui de forma efetiva na construção da cidade justa quando estipula como meta a ação virtuosa em detrimento do benefício do seu grupo de convivência.
II. A problemática da cidadania é construída a partir de grupos que decidem por agir de forma ética em função de alcançar o todo social, haja vista a ideia de pólis para o grego não alcançar a vivência harmoniosa de toda cidade.
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa da I.
b. As asserções I e II são proposições falsas.
c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
d. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
e. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

A partir da realidade apresentada no mito da caverna de Platão, visualizamos a estrutura de seu pensamento e sua divisão entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Esta realidade que pensamos ser real, se configura na ideia platônica como sombra. Um dos indivíduos se liberta da caverna e passa a conhecer a verdadeira realidade das coisas. Quando retorna, tenta convencer de que todas aquelas realidades visualizadas eram sombras, mas seus companheiros não acreditaram nele.
Portanto, partindo desse mito, como podemos relacioná-lo com a ética?
A. No sentido de ser a ética uma reflexão que busca os fundamentos da ação moral;
B. No sentido do homem ético ser capaz de compreender somente a realidade das coisas sensíveis;
C. No sentido da ética ser uma reflexão moral, mas não poder nos conduzir a real verdade das coisas;
D. No sentido do homem ético estar preso ao mundo suprassensível;
E. No sentido de ser a ética uma ciência que habita o mundo fora da realidade dos homens;

Essa fragmentação interna espelha nossa visão do mundo 'exterior', que é encarado como sendo constituído de uma imensa quantidade de objetos e fatos isolados. O ambiente natural é tratado como se consistisse em partes separadas a serem exploradas por diferentes grupos de interesses. (...) Essa crença tem nos alienado da natureza e dos demais seres humanos, gerando uma distribuição absurdamente injusta de recursos naturais e dando origem à desordem econômica e política, a uma onda crescente de violência (espontânea e institucionalizada) e a um meio ambiente feio e poluído, no qual a vida não raro se torna física e mentalmente insalubre (CAPRA, 1999, p. 25-26).
Com esta fala Capra deseja expôr o paradigma do mundo tecnológico que avançou cientificamente em função - assim se diz - da vida humana. A relação do avanço tecnológico e meio ambiente ainda necessita de uma reflexão mais profunda que ofereça uma síntese entre ciência e natureza. Assim sendo, seria correto afirmar que:
A. O uso da natureza exercido pelo grande capital torna-se legítimo, pois é grande gerador de empregos.
B. A natureza é um instrumento a ser usado em qualquer situação e em qualquer momento para trazer o bem-estar à humanidade.
C. O entendimento da natureza como uma fonte inesgotável de recursos é uma visão produtiva.
D. A natureza tem a finalidade de servir ao homem e seu avanço histórico.
E. Tomar a natureza como meio de realização das paixões humanas causa um estranhamento entre ecossistema e tecnologia.

O tempo é uma das condições para o pensar. Mas o processo jornalístico é submetido ao frenesi da velocidade do mercado de notícias que marginaliza ou elimina a reflexão, gerando uma espécie de anti-intelectualismo. O intelectual, quando chamado a intervir, se submete à lógica da vinculação da informação. Tipos de intelectuais, mas conciliadores, que não chocam a audiência, são preferidos através de suas análises superficiais de acordo com a superficialidade das notícias. Há uma sociedade consumidora de notícias. Esta sociedade depende destas notícias - já elaboradas e norteadas a ideais - para compreender o que se passa em sua volta. Neste sentido, tal contexto favorece a superficialidade.
Leia as alternativas abaixo considerando esta reflexão. Considerando (V) verdadeiro e (F) falso, assinale a alternativa que contém a sequência correta.
I___ A notícia vinculada à lógica da audiência exerce uma informação desvinculada da realidade, mas ainda permanece com sua função ética.
II___ A notícia exerce um papel de esclarecimento social e a audiência busca a aceitação das massas, por isso estas devem estar vinculadas.
III___ O papel do intelectual seria afastar dos relatos noticiários.
IV___ A notícia exerce um papel fundamental para o crescimento pessoal e por esta ocasião deve garantir ao indivíduo a liberdade.
V___ A notícia deve estar fora da lógica midiática pós-contemporânea de universalidade da consciência.
A. V,V,F,F,F
B. F,V,V,V,F
C. V,F,F,F,F
D. F,V,F,V,F
E. F,F,F,V,V

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