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Luiz Henrique foi contratado para trabalhar em uma empresa no ramo da construção civil. Seu empregador descumpriu inúmeros direitos trabalhistas, e, notadamente, deixou de pagar as verbas rescisórias. No período, Luiz Henrique prestou serviços em um contrato de subempreitada, já que seu empregador fora contratado pelo empreiteiro principal para realizar determinada obra de reforma. Diante desse cenário, Luiz Henrique contratou você, como advogado(a), para ajuizar uma reclamação trabalhista.
A) Analise contra quem deverá ser ajuizada a ação trabalhista? (Valor: 0,60)

B) Em decorrência do não pagamento das verbas rescisórias, é possível o pedido de alguma(s) multa(s)? Justifique sua resposta. (Valor: 0,65)
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Exercícios Para o Conhecimento

há 11 horas

Respostas

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há 11 horas

A) Contra quem ajuizar a ação trabalhista? Luiz Henrique prestou serviços para uma empresa contratada pelo empreiteiro principal, em regime de subempreitada. No Direito do Trabalho, é possível a responsabilização subsidiária do tomador de serviços (empreiteiro principal) pelos débitos trabalhistas, caso o empregador direto não pague as verbas devidas. Portanto, a reclamação trabalhista deve ser ajuizada contra o empregador direto (empresa contratada) e pode incluir o tomador de serviços (empreiteiro principal) como responsável subsidiário. B) Pedido de multa(s) pelo não pagamento das verbas rescisórias Sim, é possível pedir multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias, conforme o artigo 477, §8º da CLT, que prevê multa equivalente ao salário do empregado em caso de atraso no pagamento das verbas rescisórias. Além disso, pode-se requerer a multa do artigo 467 da CLT, que determina o pagamento imediato das verbas incontroversas na rescisão, sob pena de multa de 50% sobre o valor devido. Resumo: A) A ação deve ser ajuizada contra o empregador direto e pode incluir o empreiteiro principal como responsável subsidiário. B) É possível pedir multa pelo atraso no pagamento das verbas rescisórias (art. 477, §8º CLT) e multa de 50% sobre as verbas incontroversas não pagas na audiência (art. 467 CLT).

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A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada em 1º grau na reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), oriunda da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 4 anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem justa causa em 15 de novembro de 2024, o juiz: a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão contratual, em 15 de novembro de 2024, e não do ajuizamento da ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o dia 15 de novembro de 2019. b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de insalubridade, formulado pela reclamada em contestação e reiterado em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria notoriamente insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio da economia processual. c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 de maio de 2025, ela se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por entender que as provas dos autos não os amparavam. e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que a reclamada não juntou aos autos o controle de horário, e que tal fato geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na inicial, o que justificava o indeferimento do pedido de oitiva de testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada na contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a alegação e os documentos juntados pela reclamada demonstrando que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, percebendo gratificação de função no percentual de 40% sobre o seu salário-base. f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), calculado sobre a remuneração do reclamante, por entender que o contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, independentemente de perícia técnica. g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de função, com reflexos, entendendo o magistrado que o reclamante, contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de caixa e de auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse prevista em norma coletiva ou contratual. h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender atrasado o pagamento das verbas rescisórias, muito embora estas tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato de trabalho. i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial atribuída ao vale-alimentação fornecido pela empresa por meio de cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender habitual o seu pagamento. j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, em razão de suposta sobrecarga de trabalho que teria impedido o convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental ou testemunhal do fato produzida na instrução. k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários advocatícios de sucumbência ao patrono do reclamante, no percentual de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência recíproca quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo intrajornada, julgados improcedentes.
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, visto que a decisão foi clara em todos os aspectos, apresente a peça pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não informados.

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