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A partir de 2024, uma determinada sociedade empresária passou a oferecer aos seus empregados, gratuitamente, plano de saúde em grupo como forma de fidelizar a sua mão de obra e para que o empregado se sinta valorizado. O plano oferece uma boa rede credenciada e internação, se necessária, em enfermaria. Tanto o empregado quanto os seus dependentes são beneficiários. Todos os empregados se interessaram pelo plano e assinaram o documento respectivo de adesão. Após a sociedade lhe procura para sanar algumas dúvidas.
A) Analise se é possível que o plano possa futuramente ser considerado como salário utilidade? (Valor: 0,60)

B) Caso a empresa passe por um período turbulento, é possível a retirada do plano de saúde? Justifique sua resposta. (Valor: 0,65)
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Exercícios Para o Conhecimento

há 11 horas

Respostas

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há 11 horas

Vamos responder de forma direta e objetiva: A) O plano de saúde oferecido gratuitamente pode ser considerado salário-utilidade se for habitual, permanente e representar uma vantagem econômica para o empregado, ou seja, se for uma forma de remuneração indireta. No entanto, segundo a jurisprudência e a doutrina, planos de saúde oferecidos como benefício social, sem caráter salarial, geralmente não são considerados salário-utilidade, desde que não haja conversão em dinheiro ou compensação salarial. Portanto, não é possível que o plano seja considerado salário-utilidade, pois é um benefício social oferecido para fidelização e valorização, sem contraprestação direta. B) Quanto à retirada do plano de saúde em período turbulento da empresa, a regra geral é que benefícios concedidos unilateralmente pela empresa podem ser alterados ou retirados, desde que respeitados os direitos adquiridos e o princípio da boa-fé. Porém, se o benefício foi incorporado ao contrato de trabalho ou previsto em acordo coletivo, sua retirada pode ser vedada. No caso apresentado, como o plano foi oferecido gratuitamente e todos aderiram, mas não há informação de previsão contratual ou coletiva, a empresa pode retirar o plano, desde que comunique previamente e respeite a boa-fé e os direitos adquiridos. Resumo: A) Não, o plano não é salário-utilidade. B) Sim, a empresa pode retirar o plano, respeitando comunicação e boa-fé.

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A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada em 1º grau na reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), oriunda da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 4 anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem justa causa em 15 de novembro de 2024, o juiz: a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão contratual, em 15 de novembro de 2024, e não do ajuizamento da ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o dia 15 de novembro de 2019. b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de insalubridade, formulado pela reclamada em contestação e reiterado em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria notoriamente insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio da economia processual. c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 de maio de 2025, ela se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por entender que as provas dos autos não os amparavam. e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que a reclamada não juntou aos autos o controle de horário, e que tal fato geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na inicial, o que justificava o indeferimento do pedido de oitiva de testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada na contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a alegação e os documentos juntados pela reclamada demonstrando que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, percebendo gratificação de função no percentual de 40% sobre o seu salário-base. f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), calculado sobre a remuneração do reclamante, por entender que o contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, independentemente de perícia técnica. g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de função, com reflexos, entendendo o magistrado que o reclamante, contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de caixa e de auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse prevista em norma coletiva ou contratual. h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender atrasado o pagamento das verbas rescisórias, muito embora estas tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato de trabalho. i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial atribuída ao vale-alimentação fornecido pela empresa por meio de cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender habitual o seu pagamento. j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, em razão de suposta sobrecarga de trabalho que teria impedido o convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental ou testemunhal do fato produzida na instrução. k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários advocatícios de sucumbência ao patrono do reclamante, no percentual de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência recíproca quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo intrajornada, julgados improcedentes.
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, visto que a decisão foi clara em todos os aspectos, apresente a peça pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não informados.

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