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Numa execução trabalhista, o juiz homologou os cálculos do exequente, declarando devido o valor de R$ 30.000,00. Instado a pagar voluntariamente a dívida, o executado quedou-se inerte e, após requerimento do exequente, o juiz acionou o convênio com o Banco Central para bloqueio do numerário nos ativos financeiros da empresa. A ferramenta de bloqueio conseguiu, após várias tentativas, capturar R$ 20.000,00 das contas do executado.
A) Diante o bloqueio realizado, é possível que a empresa interponha embargos à execução para tentar reaver os valores? Justifique sua resposta. (Valor: 0,60)

B) Analise se em sede de embargos à execução é possível a tentativa de alteração do mérito do julgamento? (Valor: 0,65)
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Exercícios Para o Conhecimento

há 11 horas

Respostas

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há 11 horas

A) Sim, a empresa pode interpor embargos à execução para tentar reaver os valores bloqueados, desde que alegue alguma ilegalidade ou excesso na constrição dos valores, como penhora incorreta, valores indevidamente bloqueados ou pagamento já realizado. Os embargos à execução são o meio adequado para discutir questões relativas à execução, inclusive sobre o bloqueio de valores. B) Não, em sede de embargos à execução não é possível discutir o mérito da condenação, ou seja, não se pode alterar o julgamento que fixou o valor devido. Os embargos à execução têm natureza de defesa específica contra a execução, cabendo discutir apenas questões relacionadas à execução em si, como excesso de execução, nulidades, penhora incorreta, entre outras, mas não o mérito da causa originária.

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A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada em 1º grau na reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), oriunda da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 4 anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem justa causa em 15 de novembro de 2024, o juiz: a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão contratual, em 15 de novembro de 2024, e não do ajuizamento da ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o dia 15 de novembro de 2019. b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de insalubridade, formulado pela reclamada em contestação e reiterado em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria notoriamente insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio da economia processual. c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 de maio de 2025, ela se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por entender que as provas dos autos não os amparavam. e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que a reclamada não juntou aos autos o controle de horário, e que tal fato geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na inicial, o que justificava o indeferimento do pedido de oitiva de testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada na contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a alegação e os documentos juntados pela reclamada demonstrando que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, percebendo gratificação de função no percentual de 40% sobre o seu salário-base. f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), calculado sobre a remuneração do reclamante, por entender que o contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, independentemente de perícia técnica. g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de função, com reflexos, entendendo o magistrado que o reclamante, contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de caixa e de auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse prevista em norma coletiva ou contratual. h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender atrasado o pagamento das verbas rescisórias, muito embora estas tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato de trabalho. i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial atribuída ao vale-alimentação fornecido pela empresa por meio de cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender habitual o seu pagamento. j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, em razão de suposta sobrecarga de trabalho que teria impedido o convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental ou testemunhal do fato produzida na instrução. k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários advocatícios de sucumbência ao patrono do reclamante, no percentual de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência recíproca quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo intrajornada, julgados improcedentes.
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, visto que a decisão foi clara em todos os aspectos, apresente a peça pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não informados.

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