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A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada em 1º grau na reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), oriunda da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 4 anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem justa causa em 15 de novembro de 2024, o juiz: a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão contratual, em 15 de novembro de 2024, e não do ajuizamento da ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o dia 15 de novembro de 2019. b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de insalubridade, formulado pela reclamada em contestação e reiterado em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria notoriamente insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio da economia processual. c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 de maio de 2025, ela se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por entender que as provas dos autos não os amparavam. e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que a reclamada não juntou aos autos o controle de horário, e que tal fato geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na inicial, o que justificava o indeferimento do pedido de oitiva de testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada na contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a alegação e os documentos juntados pela reclamada demonstrando que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, percebendo gratificação de função no percentual de 40% sobre o seu salário-base. f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), calculado sobre a remuneração do reclamante, por entender que o contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, independentemente de perícia técnica. g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de função, com reflexos, entendendo o magistrado que o reclamante, contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de caixa e de auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse prevista em norma coletiva ou contratual. h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender atrasado o pagamento das verbas rescisórias, muito embora estas tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato de trabalho. i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial atribuída ao vale-alimentação fornecido pela empresa por meio de cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender habitual o seu pagamento. j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, em razão de suposta sobrecarga de trabalho que teria impedido o convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental ou testemunhal do fato produzida na instrução. k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários advocatícios de sucumbência ao patrono do reclamante, no percentual de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência recíproca quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo intrajornada, julgados improcedentes.
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, visto que a decisão foi clara em todos os aspectos, apresente a peça pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não informados.

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Questões resolvidas

A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada em 1º grau na reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), oriunda da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 4 anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem justa causa em 15 de novembro de 2024, o juiz: a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão contratual, em 15 de novembro de 2024, e não do ajuizamento da ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o dia 15 de novembro de 2019. b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de insalubridade, formulado pela reclamada em contestação e reiterado em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria notoriamente insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio da economia processual. c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 de maio de 2025, ela se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por entender que as provas dos autos não os amparavam. e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que a reclamada não juntou aos autos o controle de horário, e que tal fato geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na inicial, o que justificava o indeferimento do pedido de oitiva de testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada na contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a alegação e os documentos juntados pela reclamada demonstrando que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, percebendo gratificação de função no percentual de 40% sobre o seu salário-base. f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), calculado sobre a remuneração do reclamante, por entender que o contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, independentemente de perícia técnica. g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de função, com reflexos, entendendo o magistrado que o reclamante, contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de caixa e de auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse prevista em norma coletiva ou contratual. h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender atrasado o pagamento das verbas rescisórias, muito embora estas tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato de trabalho. i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial atribuída ao vale-alimentação fornecido pela empresa por meio de cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender habitual o seu pagamento. j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, em razão de suposta sobrecarga de trabalho que teria impedido o convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental ou testemunhal do fato produzida na instrução. k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários advocatícios de sucumbência ao patrono do reclamante, no percentual de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência recíproca quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo intrajornada, julgados improcedentes.
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, visto que a decisão foi clara em todos os aspectos, apresente a peça pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não informados.

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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 1 
 
 
 
 
AVISO! 
Esse simulado possui correção em vídeo e correção personalizada, devendo ser enviado no 
prazo máximo do dia 22/09/2026, até às 23h59min, através do painel de simulados na página inicial 
do seu curso. 
Se comprometa com a sua aprovação! 
Com carinho, 
Professores e Equipe Ceisc 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Enunciado 
A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada em 1º grau na reclamação trabalhista movida 
pelo ex-empregado Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), oriunda da 6ª Vara do 
Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 
4 anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem justa causa em 15 de novembro de 2024, 
o juiz: 
a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão contratual, em 15 de novembro de 2024, e 
não do ajuizamento da ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o dia 15 de novembro 
de 2019. 
b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de insalubridade, formulado pela reclamada 
em contestação e reiterado em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria notoriamente 
insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio da economia processual. 
c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 de maio de 2025, ela se fez representar 
por Carlos Menezes, auxiliar administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. 
d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por entender que as provas dos autos não os 
amparavam. 
e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que a reclamada não juntou aos autos o 
controle de horário, e que tal fato geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na inicial, o que 
justificava o indeferimento do pedido de oitiva de testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada 
na contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a alegação e os documentos juntados 
pela reclamada demonstrando que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, percebendo 
gratificação de função no percentual de 40% sobre o seu salário-base. 
f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), calculado sobre a remuneração do reclamante, 
por entender que o contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, independentemente de 
perícia técnica. 
g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de função, com reflexos, entendendo o 
magistrado que o reclamante, contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de caixa e de 
auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse prevista em norma coletiva ou contratual. 
h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender atrasado o pagamento das verbas rescisórias, 
muito embora estas tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato de trabalho. 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
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i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial atribuída ao vale-alimentação fornecido pela 
empresa por meio de cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender habitual o seu 
pagamento. 
j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, em razão de suposta sobrecarga de trabalho 
que teria impedido o convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental ou 
testemunhal do fato produzida na instrução. 
k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários advocatícios de sucumbência ao patrono do 
reclamante, no percentual de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência recíproca 
quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo intrajornada, julgados improcedentes. 
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, visto que a decisão foi clara em todos os 
aspectos, apresente a peça pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não informados. 
As custas foram fixadas em R$ 1.200,00 sobre o valor arbitrado à condenação de R$ 60.000,00. (Valor: 5,00) 
 
Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser utilizados para dar respaldo à 
pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação. Nos casos em que a lei 
exigir liquidação de valores, não será necessário que o examinando a apresente, admitindo-se que o escritório 
possui setor próprio ou contratado especificamente para tal fim. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
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Gabarito comentado 
ESTRUTURA Elaboração de RECURSO ORDINÁRIO interposto pela reclamada, com direcionamento da petição de 
interposição ao juízo de 1º grau (a quo) e destinação das razões recursais ao TRT da 4ª Região, indicando o 
recolhimento das custas processuais e do depósito recursal pela metade, por ser microempresa (ME). 
Por ser a reclamada a sucumbente e ter havido condenação em pecúnia, deve ser mencionado o depósito recursal 
reduzido pela metade, por se tratar de microempresa, e o pagamento das custas, mas não há exigência de indicar 
o valor exato. 
 
PRELIMINAR – DO CERCEAMENTO DE DEFESA 
O examinando deve sustentar que houve cerceamento de defesa em razão do indeferimento da prova pericial para 
aferição da insalubridade, uma vez que a perícia é obrigatória nas demandas que tenham por objeto a 
caracterização de insalubridade ou periculosidade, conforme art. 195, §2º, da CLT, e a garantia constitucional do 
contraditório e da ampla defesa, art. 5º, LV, CF/88, e pelo indeferimento da prova testemunhal, que também viola 
a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa, art. 5º, LV, CF/88. Deve requerer a nulidade da 
sentença nesse ponto e o retorno dos autos à origem para a realização da perícia e oitiva de testemunhas. 
 
DA PRESCRIÇÃO 
O examinando deve sustentarque o prazo prescricional deve ser contado a partir do ajuizamento da ação, e não 
da data da rescisão contratual, conforme Súmula 308, I, do TST, de modo que estariam prescritas apenas as parcelas 
anteriores a 20.01.2020, e não a 15.11.2019, como reconhecido na sentença. 
 
DA REVELIA 
O examinando deve sustentar que não deve ser aplicada a revelia, pois, o preposto não precisa sequer ser 
empregado da parte reclamada, bastando que tenha conhecimento dos fatos, conforme art. 843, §§1º e 3º, da CLT. 
 
DAS HORAS EXTRAS - DO CARGO DE CONFIANÇA 
O examinando deve sustentar, como tese principal, que o reclamante exercia cargo de confiança (gerente), 
percebendo gratificação de função de 40% sobre seu salário base, percentual exigido pelo art. 62, parágrafo único 
da CLT, estando enquadrado na exceção do art. 62, II, da CLT, motivo pelo qual não está sujeito a controle de 
jornada e não faz jus a horas extras, independentemente da ausência de registros de ponto. E, também que a 
ausência de juntada de controle de ponto não gera presunção absoluta, mas sim relativa, conforme a súmula 338, 
I do TST. 
 
DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE 
O examinando deve sustentar que, independentemente da nulidade já suscitada na preliminar, o adicional de 
insalubridade, ainda que devido, deveria ter sido calculado sobre o salário-mínimo, e não sobre a remuneração do 
reclamante, conforme art. 192, caput, da CLT. 
Não há necessidade de impugnar o grau máximo fixado, já que não há elementos técnicos nos autos que permitam 
contestá-lo especificamente, mas, caso o examinando o faça de forma fundamentada, isso não gera desconto. 
 
DO ACÚMULO DE FUNÇÃO 
O examinando deve sustentar que o empregado está obrigado a prestar todo e qualquer serviço compatível com 
sua condição pessoal, ainda que não previsto expressamente no contrato, salvo ajuste em contrário, conforme art. 
456, parágrafo único, da CLT, não havendo, no caso, desvirtuamento de função nem previsão legal ou normativa 
que assegure o pagamento de plus salarial pelo mero exercício cumulativo de tarefas compatíveis com o cargo. 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
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Deve ainda sustentar que cabia ao reclamante o ônus de comprovar o efetivo desempenho de funções estranhas 
ao cargo e o desequilíbrio contratual dele decorrente, nos termos do art. 818, I, da CLT. 
 
DA MULTA DO ART. 477, §8º, DA CLT 
O examinando deve sustentar que o pagamento das verbas rescisórias foi realizado dentro do prazo de 10 (dez) 
dias corridos contados do término do contrato de trabalho, conforme art. 477, §6º, da CLT, não havendo mora apta 
a ensejar a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT. 
 
DO VALE-ALIMENTAÇÃO 
O examinando deve sustentar que os valores pagos a título de auxílio-alimentação não integram a remuneração do 
empregado, independentemente da habitualidade, conforme art. 457, §2º, da CLT, não havendo, portanto, reflexos 
em férias, 13º salário e FGTS. 
 
DO DANO EXISTENCIAL 
O examinando deve sustentar que o ônus da prova do fato constitutivo do direito é do reclamante, nos termos do 
art. 818, I, da CLT, e que o dano existencial não se presume, exigindo a comprovação robusta e concreta do efetivo 
comprometimento do projeto de vida do trabalhador ou de suas relações familiares e sociais, não bastando a mera 
alegação de sobrecarga de trabalho, conforme arts. 186 e 927 do Código Civil, inexistindo nos autos qualquer prova 
quanto ao alegado prejuízo à vida de relação do reclamante. 
 
DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA 
O examinando deve sustentar que, havendo sucumbência recíproca do reclamante quanto aos pedidos 
improcedentes, ele também deve ser condenado ao pagamento de honorários de sucumbência em favor dos 
procuradores da reclamada, na devida proporção, conforme art. 791-A, §3º, da CLT. 
Pode ser postulada a redução do percentual fixado (de 15% para patamar inferior), mas isso não foi elencado para 
fins de pontuação. 
 
ENCERRAMENTO 
Requerendo o conhecimento (ou admissão) do recurso e, no mérito, o seu provimento, para que seja acolhida a 
preliminar de cerceamento de defesa e, no mais, sejam os pedidos julgados improcedentes (ou reformada a 
sentença nos termos expostos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
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ENUNCIADO: 
A empresa Flor de Lis Confecções e Acessórios (ME) foi condenada 
em 1º grau na reclamação trabalhista movida pelo ex-empregado 
Marcos Aurélio Pereira (Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006), 
oriunda da 6ª Vara do Trabalho de Porto Alegre - RS. Na sentença, 
depois de reconhecido que o reclamante trabalhou na empresa por 4 
anos e 8 meses, admitido em 10 de março de 2020 e dispensado sem 
justa causa em 15 de novembro de 2024, o juiz: 
a) Reconheceu a prescrição quinquenal a contar da data da rescisão 
contratual, em 15 de novembro de 2024, e não do ajuizamento da 
ação, em 20 de janeiro de 2025, fixando como marco prescricional o 
dia 15 de novembro de 2019. 
b) Indeferiu o pedido de produção de prova pericial para aferição de 
insalubridade, formulado pela reclamada em contestação e reiterado 
em audiência, sob o fundamento de que o ambiente de trabalho seria 
notoriamente insalubre, dispensando a perícia técnica pelo princípio 
da economia processual. 
c) Declarou a revelia da reclamada, pois, na audiência realizada em 5 
de maio de 2025, ela se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar 
administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de 
gerência. 
d) Indeferiu os pedidos de pagamento de horas de sobreaviso, por 
entender que as provas dos autos não os amparavam. 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
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PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
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e) Deferiu o pagamento de horas extras, entendendo o magistrado que 
a reclamada não juntou aos autos o controle de horário, e que tal fato 
geraria presunção absoluta de veracidade da jornada descrita na 
inicial, o que justificava o indeferimento do pedido de oitiva de 
testemunhas patronais, realizado pelo advogado da reclamada na 
contestação e reiterado em audiência. O magistrado desconsiderou a 
alegação e os documentos juntados pela reclamada demonstrando 
que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de confiança, 
percebendogratificação de função no percentual de 40% sobre o seu 
salário-base. 
f) Deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo (40%), 
calculado sobre a remuneração do reclamante, por entender que o 
contato com produtos de limpeza seria evidentemente insalubre, 
independentemente de perícia técnica. 
g) Deferiu o pedido de pagamento de plus salarial por acúmulo de 
função, com reflexos, entendendo o magistrado que o reclamante, 
contratado como gerente, exercia cumulativamente as funções de 
caixa e de auxiliar de estoque, sem que tal cumulação estivesse 
prevista em norma coletiva ou contratual. 
h) Aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender 
atrasado o pagamento das verbas rescisórias, muito embora estas 
tenham sido quitadas 9 (nove) dias corridos após o término do contrato 
de trabalho. 
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podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
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i) Deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial 
atribuída ao vale-alimentação fornecido pela empresa por meio de 
cartão magnético, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por 
entender habitual o seu pagamento. 
j) Deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, 
em razão de suposta sobrecarga de trabalho que teria impedido o 
convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer 
prova documental ou testemunhal do fato produzida na instrução. 
k) Condenou a reclamada ao pagamento integral dos honorários 
advocatícios de sucumbência ao patrono do reclamante, no percentual 
de 15% sobre o valor da condenação, sem determinar a sucumbência 
recíproca quanto aos pedidos de horas de sobreaviso e de intervalo 
intrajornada, julgados improcedentes. 
Diante do que foi exposto, não cabendo Embargos de Declaração, 
visto que a decisão foi clara em todos os aspectos, apresente a peça 
pertinente aos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos não 
informados. As custas foram fixadas em R$ 1.200,00 sobre o valor 
arbitrado à condenação de R$ 60.000,00. 
 
 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
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PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 9 
 
 
Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO 
 ESTRUTURA 0 
1. Elaborar um RECURSO ORDINÁRIO interposto pela reclamada, 
com direcionamento do recurso ao juízo de 1º grau e destinação das 
razões recursais ao TRT (0,10), com fundamento no art. 895, I da CLT 
(0,10); 
0,00/0,10/0,20 
 
 
2. Indicar o recolhimento das custas processuais e do depósito 
recursal pela metade, por ser microempresa (ME) (0,10); 0,00/0,10 
 
PRELIMINAR CERCEAMENTO DE DEFESA 
3. Sustentar que houve cerceamento de defesa em razão do 
indeferimento da prova pericial para aferição da insalubridade, uma 
vez que a perícia é obrigatória nas demandas que tenham por objeto 
a caracterização de insalubridade ou periculosidade (0,10), 
conforme art. 195, §2º, da CLT (0,10). 
0,00/0,10/0,20 
 
4. Mencionar a garantia constitucional do contraditório e da ampla 
defesa (0,10), art. 5º, LV, CF/88 (0,10); 0,00/0,10/0,20 
 
5. Mencionar o indeferimento da prova testemunhal, que também 
viola a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa 
(0,20), art. 5º, LV, CF/88 (0,10); 
0,00/0,20/0,30 
 
6. Requerer a nulidade da sentença nesse ponto e o retorno dos 
autos à origem para a realização da perícia e oitiva de testemunhas 
(0,20); 
0,00/0,20 
 
PRESCRIÇÃO 
7. O examinando deve sustentar que o prazo prescricional deve ser 
contado a partir do ajuizamento da ação, e não da data da rescisão 
contratual (0,10), conforme Súmula 308, I, do TST (0,10), de modo 
que estariam prescritas apenas as parcelas anteriores a 20.01.2020, 
e não a 15.11.2019, como reconhecido na sentença (0,10); 
0,00/0,10/0,20/0,30 
 
REVELIA 
8. Sustentar que não deve ser aplicada à revelia, pois, o preposto 
não precisa sequer ser empregado da parte reclamada, bastando 
que tenha conhecimento dos fatos (0,20), conforme art. 843, §§1º e 
3º, da CLT (0,10); 
0,00/0,20/0,30 
 
HORAS EXTRAS - DO CARGO DE CONFIANÇA 
9. Sustentar que o reclamante exercia cargo de confiança (gerente), 
percebendo gratificação de função de 40% sobre seu salário base, 
percentual exigido pelo art. 62, parágrafo único da CLT (0,10), 
estando enquadrado na exceção do art. 62, II, da CLT (0,10), motivo 
pelo qual não está sujeito a controle de jornada e não faz jus a horas 
extras, independentemente da ausência de registros de ponto (0,10) 
0,00/0,10/0,20/0,30 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
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10. Mencionar que a ausência de juntada de controle de ponto não 
gera presunção absoluta, mas sim relativa (0,20), conforme a súmula 
338, I do TST (0,10); 
0,00/0,20/0,30 
 
ADICIONAL DE INSALUBRIDADE 
11. Sustentar que, independentemente da nulidade já suscitada na 
preliminar, o adicional de insalubridade, ainda que devido, deveria 
ter sido calculado sobre o salário-mínimo, e não sobre a 
remuneração do reclamante (0,20), conforme art. 192, caput, da CLT 
(0,10); 
0,00/0,20/0,30 
 
ACÚMULO DE FUNÇÃO 
12. Sustentar que o empregado está obrigado a prestar todo e 
qualquer serviço compatível com sua condição pessoal, ainda que 
não previsto expressamente no contrato, salvo ajuste em contrário 
(0,10), conforme art. 456, parágrafo único, da CLT (0,10), não 
havendo, no caso, desvirtuamento de função nem previsão legal ou 
normativa que assegure o pagamento de plus salarial pelo mero 
exercício cumulativo de tarefas compatíveiscom o cargo (0,10); 
0,00/0,10/0,20/0,30 
 
13. Sustentar que cabia ao reclamante provar o desempenho de 
funções estranhas ao cargo e o desequilíbrio contratual decorrente 
(0,20), nos termos do art. 818, I, da CLT (0,10); 
0,00/0,20/0,30 
 
MULTA DO ART. 477, §8º, DA CLT 
14. Sustentar que o pagamento das verbas rescisórias foi realizado 
dentro do prazo de 10 (dez) dias corridos contados do término do 
contrato de trabalho (0,10), conforme art. 477, §6º, da CLT (0,10), 
não havendo mora apta a ensejar a multa prevista no art. 477, §8º, 
da CLT (0,10); 
0,00/0,10/0,20/0,30 
 
VALE-ALIMENTAÇÃO 
15. O examinando deve sustentar que os valores pagos a título de 
auxílio-alimentação não integram a remuneração do empregado, 
independentemente da habitualidade (0,10), conforme art. 457, §2º, 
da CLT (0,10), não havendo, portanto, reflexos em férias, 13º salário 
e FGTS (0,10); 
0,00/0,10/0,20/0,30 
 
DANO EXISTENCIAL 
16. Sustentar que o ônus da prova do fato constitutivo do direito é 
do reclamante (0,10), nos termos do art. 818, I, da CLT (0,10), e que 
o dano existencial não se presume, exigindo a comprovação robusta 
e concreta do efetivo comprometimento do projeto de vida do 
trabalhador ou de suas relações familiares e sociais, não bastando a 
mera alegação de sobrecarga de trabalho (0,10), conforme arts. 186 
e 927 do Código Civil (0,10), inexistindo nos autos qualquer prova 
quanto ao alegado prejuízo à vida de relação do reclamante (0,10); 
0,00/0,10/0,20/0,30/
0,40/0,50 
 
HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
Padrão de resposta simulado 
Prova prático-profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 11 
 
 
17. Sustentar que, havendo sucumbência recíproca do reclamante 
quanto aos pedidos improcedentes, ele também deve ser 
condenado ao pagamento de honorários de sucumbência em favor 
dos procuradores da reclamada, na devida proporção (0,20), 
conforme art. 791-A, §3º, da CLT (0,10); 
0,00/0,20/0,30 
 
ENCERRAMENTO/PEDIDOS 
18. Requerendo o conhecimento (ou admissão) do recurso e, no 
mérito, o seu provimento (0,10), para que seja acolhida a preliminar 
de cerceamento de defesa (0,10) e, no mais, sejam os pedidos julgados 
improcedentes (ou reformada a sentença nos termos expostos) (0,10). 
0,00/0,10/0,20/0,30 
 
TOTAL 5,00 
 
 
 
AO JUÍZO DA 6ª VARA DO TRABALHO DE PORTO ALEGRE – RS 
 
Processo nº 00458-31.2025.5.04.0006 
 
FLOR DE LIS CONFECÇÕES E ACESSÓRIOS (ME), já qualificada nos autos 
do processo em epígrafe, em que contende com MARCOS AURÉLIO PEREIRA, 
igualmente qualificado, vem, perante esse juízo, por intermédio de seu advogado, 
inconformada com a sentença prolatada, interpor 
 
RECURSO ORDINÁRIO, com fundamento no art. 895, I, da CLT. 
 
Informa que estão presentes os pressupostos de admissibilidade, sendo o 
recurso tempestivo, pois interposto no prazo de 8 (oito) dias, conforme art. 895, I, da 
CLT, e tendo efetuado o recolhimento das custas processuais no valor de R$ 1.200,00 e 
do depósito recursal correspondente à metade do teto legal, conforme a previsão do art. 
899, §9º, da CLT, por se tratar de microempresa. 
 Diante do exposto, requer o recebimento do presente recurso, a intimação 
da parte adversa para apresentar contrarrazões, e após a remessa ao Tribunal Regional. 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local..., data... 
Advogado... OAB... 
 
 
Razões do Recurso Ordinário 
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA ... REGIÃO 
Recorrente: FLOR DE LIS CONFECÇÕES E ACESSÓRIOS LTDA (ME) 
Recorrido: MARCOS AURÉLIO PEREIRA 
Processo de origem: 00458-31.2025.5.04.0006 
Objeto: Razões do Recurso Ordinário 
 Eminentes Julgadores, 
 
 
Nos autos do processo citado, foi prolatada sentença, mas esta merece reforma 
nos seguintes pontos, pelas razões que passa a expor: 
 
PRELIMINAR – DO CERCEAMENTO DE DEFESA: 
Durante a instrução processual, foi indeferida a prova pericial e testemunhal para 
aferição de insalubridade para a prova de horas extras não realizadas. Ocorre que a 
perícia técnica é obrigatória nas demandas que tenham por objeto a caracterização de 
insalubridade, conforme art. 195, §2º, da CLT, e o indeferimento das provas testemunhal 
e pericial de configura cerceamento de defesa, em afronta ao art. 5º, LV, da CF/88. 
 Diante do exposto, requer seja declarada a nulidade da sentença no ponto 
e determinado o retorno dos autos à origem para a produção da prova pericial e 
testemunhal. 
 
DA PRELIMINAR DE REVELIA: 
O magistrado declarou à revelia da reclamada, sob o fundamento de que, na 
audiência realizada em 05.05.2025, esta se fez representar por Carlos Menezes, auxiliar 
administrativo da empresa, sem vínculo societário ou cargo de gerência. Porém, o 
preposto não precisa sequer ser empregado da parte reclamada, sócio ou gerente, 
bastando que tenha conhecimento dos fatos, conforme art. 843, §§1º e 3º, da 
CLT. Diante do exposto, requer a reforma da decisão para que seja afastada a aplicação 
da revelia. 
 
DA PRESCRIÇÃO: 
 O magistrado reconheceu a prescrição quinquenal a contar do término do 
contrato de trabalho, em 15.11.2024, de modo que as parcelas anteriores a 15.11.2019 
estariam prescritas. Porém, a prescrição é contada a partir do ajuizamento da ação, e 
não do término do contrato, conforme Súmula 308, I, do TST. Assim, requer a reforma 
da decisão para que a prescrição seja contada a partir do ajuizamento da ação, em 
20.01.2025, reconhecendo-se prescritas apenas as parcelas anteriores a 20.01.2020. 
 
 
 
 
DAS HORAS EXTRAS - DO EXERCÍCIO DE CARGO DE CONFIANÇA: 
O magistrado deferiu o pagamento de horas extras, entendendo que a ausência 
de juntada do controle de ponto pela reclamada geraria presunção absoluta de 
veracidade da jornada descrita na inicial, o que justificaria o indeferimento da oitiva de 
testemunhas patronais. Ocorre que o reclamante exercia a função de gerente, cargo de 
confiança dotado de fidúcia especial, percebendo gratificação de função no importe de 
40% (quarenta por cento) sobre o seu salário-base, enquadrando-se no art. 62, parágrafo 
único, da CLT. Estando o reclamante enquadrado na exceção prevista no art. 62, II, da 
CLT, encontra-se excluído do capítulo relativo à duração do trabalho, não estando sujeito 
a controle de jornada e, por consequência, não fazendo jus ao pagamento de horas 
extras, independentemente da existência ou não de registros de ponto nos autos, os 
quais somente gerariam, em hipótese meramente argumentativa presunção relativa, nos 
termos da Súm. 338 , I do TST. Assim, requer a reforma da decisão, julgando-se 
improcedente o pedido de horas extras. 
 
DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE: 
O magistrado deferiu o adicional de insalubridade em grau máximo, calculado 
sobre a remuneração do reclamante. Porém, ainda que devido, o adicional de 
insalubridade deveria incidir sobre o salário-mínimo, e não sobre a remuneração do 
reclamante, conforme o art. 192, caput, da CLT. 
 Assim, requer a reforma da decisão para que o adicional, se mantido, seja 
calculado sobre o salário-mínimo vigente. 
DO ACÚMULO DE FUNÇÃO: 
O magistrado deferiu o pedido de pagamento de plus salarial em razão de 
suposto acúmulo de função, ao fundamento de que o reclamante teria exercido, 
cumulativamente, atribuições estranhas àquelas para as quais fora contratado. Ocorre 
que o empregado está obrigadoa prestar todo e qualquer serviço compatível com sua 
condição pessoal, ainda que não expressamente previsto no contrato, salvo se dele 
resultar ajuste em contrário, nos termos do art. 456, parágrafo único, da CLT. 
No caso, as tarefas eventualmente desempenhadas eram compatíveis com sua 
 
 
condição pessoal e com a função para a qual foi contratado, Ademais, cabia ao 
reclamante o ônus de comprovar de forma cabal o desempenho de funções estranhas 
ao seu cargo e a efetiva sobrecarga de trabalho dela decorrente, nos termos do art. 818, 
I, da CLT. 
Assim, requer a reforma da decisão para julgar improcedente o pedido de 
equiparação salarial. 
 
DA MULTA DO ART. 477, §8º, DA CLT: 
O magistrado aplicou a multa prevista no art. 477, §8º, da CLT, por entender 
atrasado o pagamento das verbas rescisórias. Contudo, o pagamento foi efetuado 9 
(nove) dias corridos após o término do contrato, dentro, portanto, do prazo de 10 (dez) 
dias previsto no art. 477, §6º, da CLT. Diante do exposto, requer a reforma da decisão 
para afastar a multa aplicada. 
 
DO VALE-ALIMENTAÇÃO: 
O magistrado deferiu diferenças salariais decorrentes da natureza salarial 
atribuída ao vale-alimentação, com reflexos em férias, 13º salário e FGTS, por entender 
habitual o seu pagamento. Contudo, a lei garante que os valores pagos a título de auxílio-
alimentação não integram a remuneração do empregado, por ter natureza indenizatória, 
independentemente da habitualidade, conforme art. 457, §2º, da CLT. Diante do 
exposto, requer a reforma da decisão para julgar improcedente o pedido de diferenças e 
reflexos. 
 
DO DANO EXISTENCIAL: 
O magistrado deferiu indenização por dano existencial no valor de R$ 8.000,00, 
sob o fundamento de que a suposta sobrecarga de trabalho teria comprometido o 
convívio familiar e social do reclamante, sem que houvesse qualquer prova documental 
ou testemunhal produzida na instrução nesse sentido. Ocorre que o ônus da prova do 
fato constitutivo do direito é do reclamante, nos termos do art. 818, I, da CLT, e o dano 
existencial não se presume, exigindo a demonstração robusta e concreta do efetivo, o 
 
 
que afasta a configuração do dano indenizável, nos termos dos arts. 186 e 927 do Código 
Civil e art. 223-B e art. 223-C da CLT. Assim, requer a reforma da decisão para julgar 
improcedente o pedido de indenização por dano existencial. 
 
DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA: 
Por fim, o magistrado condenou a reclamada ao pagamento integral dos 
honorários de sucumbência ao advogado do reclamante, no percentual de 15% sobre o 
valor da condenação, sem observar a sucumbência recíproca. Contudo, nos termos do 
art. 791-A, §3º, da CLT, havendo sucumbência recíproca, a parte reclamante também 
deve ser condenada ao pagamento de honorários de sucumbência em favor dos 
procuradores da reclamada. Ademais, como demonstrado, haverá sucumbência total do 
reclamante. Diante do exposto, requer a condenação do reclamante ao pagamento de 
honorários de sucumbência em favor dos patronos da reclamada, na devida proporção. 
 
 
DOS PEDIDOS: 
Diante do exposto, requer o conhecimento e provimento do recurso, acolhendo-
se a preliminar de cerceamento de defesa arguida, bem como a de afastamento da 
revelia, a prejudicial de prescrição, e, no mérito, seja reformada a sentença, nos termos 
da fundamentação supra. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local..., data... 
Advogado... OAB... 
 
 
 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 11 
 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 1 
 
Enunciado 
 
Luiz Henrique foi contratado para trabalhar em uma empresa no ramo da construção civil. Seu empregador descumpriu 
inúmeros direitos trabalhistas, e, notadamente, deixou de pagar as verbas rescisórias. No período, Luiz Henrique 
prestou serviços em um contrato de subempreitada, já que seu empregador fora contratado pelo empreiteiro principal 
para realizar determinada obra de reforma. Diante desse cenário, Luiz Henrique contratou você, como advogado(a), 
para ajuizar uma reclamação trabalhista. 
A) Analise contra quem deverá ser ajuizada a ação trabalhista?(Valor: 0,60) 
B) Em decorrência do não pagamento das verbas rescisórias, é possível o pedido de alguma(s) multa(s)? Justifique 
sua resposta. (Valor: 0,65) 
 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
 Gabarito comentado 
 
A) Deverá ser ajuizada a ação tanto contra o seu empregador que é o subempreiteiro, quanto o tomador dos serviços 
que é o empreiteiro principal nos termos do art. 455 da CLT ou caput do art. 455 da CLT. 
 
B) Tendo em vista o não pagamento das verbas rescisórias no prazo cabe o pedido da multa do §8º do art. 477 da CLT, 
bem como, diante das verbas serem incontroversas, cabe o pedido para pagamento na primeira audiência sob pena 
de aplicação da multa do art. 467 da CLT. 
 
 Distribuição de pontos 
 
ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO 
A. Deverá ser ajuizada a ação tanto contra o seu empregador que é o 
subempreiteiro, quanto o tomador dos serviços que é o empreiteiro 
principal (0,50), nos termos do art. 455 da CLT ou caput do art. 455 da CLT 
(0,10) 
0,00/0,50/0,60 
 
B. Tendo em vista o não pagamento das verbas rescisórias no prazo cabe o 
pedido da multa (0,20) do §8º do art. 477 da CLT (0,10), bem como, diante 
das verbas serem incontroversas, cabe o pedido para pagamento na 
primeira audiência sob pena de aplicação da multa (0,25) do art. 467 da CLT 
(0,10). 
 
0,00/0,55/0,65 
 
 TOTAL: 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 12 
“ 
 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.”” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 2 
 
Enunciado 
 
A partir de 2024, uma determinada sociedade empresária passou a oferecer aos seus empregados, gratuitamente, 
plano de saúde em grupo como forma de fidelizar a sua mão de obra e para que o empregado se sinta valorizado. O 
plano oferece uma boa rede credenciada e internação, se necessária, em enfermaria. Tanto o empregado quanto os 
seus dependentes são beneficiários. Todos os empregados se interessaram pelo plano e assinaram o documento 
respectivo de adesão. Após a sociedade lhe procura para sanar algumas dúvidas. 
A) Analise se é possível que o plano possa futuramente ser considerado como salário utilidade? (Valor: 0,60) 
B) Caso a empresa passe por um período turbulento, é possível a retirada do plano de saúde? Justifique sua 
resposta. (Valor: 0,65) 
 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
Gabarito comentado 
 
A) Não será possível, em razão de previsão legal no art. 458 §2, IV da CLT ou art. 458 §5 da CLT, onde o plano de saúde 
não é considerado salário utilidade. 
 
B) Não será possível a retirada,visto que será considerada uma alteração ilícita do contrato de trabalho nos termos do 
caput do art. 468 da CLT. 
 
Distribuição de pontos 
 ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO 
 A Não será possível, pois o plano de saúde não é considerado salário 
utilidade (0,50), nos termos do art. 458 §2, IV da CLT ou art. 458 §5 da CLT 
(0,10) . 
0,00/0,50/0,60 
B. Não será possível a retirada, visto que será considerada uma alteração 
ilícita do contrato de trabalho (0,55), nos termos do caput do art. 468 da 
CLT (0,10). 
0,00/0,55/0,65 
TOTAL: 
ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
Página 13 
“ 
 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.”” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 3 
 
Enunciado 
 
Numa execução trabalhista, o juiz homologou os cálculos do exequente, declarando devido o valor de R$ 30.000,00. 
Instado a pagar voluntariamente a dívida, o executado quedou-se inerte e, após requerimento do exequente, o juiz 
acionou o convênio com o Banco Central para bloqueio do numerário nos ativos financeiros da empresa. A 
ferramenta de bloqueio conseguiu, após várias tentativas, capturar R$ 20.000,00 das contas do executado. 
A) Diante o bloqueio realizado, é possível que a empresa interponha embargos à execução para tentar reaver 
os valores? Justifique sua resposta.(Valor: 0,60) 
B) Analise se em sede de embargos à execução é possível a tentativa de alteração do mérito do julgamento? 
(Valor: 0,65) 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
Gabarito comentado 
 
A) Não será possível, visto que o juízo não está integralmente garantido nos termos do caput do art. 884 da CLT. 
 
B) Não é possível alterar o julgado na execução, face ao disposto no art. 884, §1º da CLT, visto que somente é possível 
discutir a forma da elaboração dos cálculos de liquidação. 
 
Distribuição de pontos 
 
 ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO 
A. Não será possível, visto que o juízo não está integralmente garantido 
(0,50) nos termos do caput do art. 884 da CLT (0,10) 0,00/0,50/0,60 
B. Não é possível alterar o julgado na execução visto que somente é 
possível discutir a forma da elaboração dos cálculos de liquidação (0,55), 
face ao disposto no art. 884, §1º da CLT (0,10). 
0,00/0,55/0,65 
TOTAL: 
 
Padrão de Resposta Simulado 
Prova Prático-Profissional – 47º Exame de Ordem Unificado 
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ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL 
47º EXAME DE ORDEM UNIFICADO 
SIMULADO 3 
 
 
 
PROVA PRÁTICO-PROFISSIONAL 
 
 
ÁREA: DIREITO DO TRABALHO 
“O gabarito preliminar da prova prático-profissional corresponde apenas a uma expectativa de resposta, 
podendo ser alterado até a divulgação do padrão de respostas definitivo.” 
“Qualquer semelhança nominal e/ou situacional presente nos enunciados das questões é mera coincidência.” 
**Esse documento é uma simulação que usa os mesmos padrões da prova prático-profissional aplicada pela 
Fundação Getúlio Vargas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PADRÃO DE RESPOSTA – QUESTÃO 4 
 
Enunciado 
 
Ana Paula ajuizou reclamação trabalhista contra a Sociedade Empresária Jogos Infantis Ltda., na qual atuou como 
caixa durante 7 meses. A reclamada foi citada e apresentou defesa sem sigilo no sistema Pje, com os documentos 
correspondentes, 5 dias antes da audiência. No dia da audiência, feito o pregão, a juíza tentou a conciliação entre 
as partes, sem sucesso. Então, recebeu formalmente a defesa e deu vista à advogada da autora. Após analisar a 
contestação em mesa, a advogada de Ana pediu a palavra pela ordem e requereu a desistência da reclamação 
trabalhista, com o que não concordou o advogado da reclamada. 
A) Referente a desistência da ação, qual deverá ser a atitude do juízo?. (Valor: 0,60) 
B) Em se tratando de audiência do rito ordinária, quantas testemunhas poderão ser ouvidas no máximo para 
cada parte na audiência de instrução? Justifique sua resposta. (Valor: 0,65) 
 
Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. 
 
 
Gabarito comentado 
 
A) O juiz, face a recusa da reclamada, não poderá acatar o pedido da reclamante nos termos do art. 841 §3º da 
CLT. 
B) Cada parte poderá ouvir no máximo 3 testemunhas, nos termos do art. 821 da CLT. 
Distribuição de pontos 
 
 ITEM PONTUAÇÃO PONTUAÇÃO ALUNO 
A. O juiz, face a recusa da reclamada, não poderá acatar o pedido da 
reclamante (0,50), nos termos do art. 841 §3º da CLT (0,10). 0,00/0,50/0,60 
B. Cada parte poderá ouvir no máximo 3 testemunhas (0,55), nos termos 
do art. 821 da CLT (0,10). 
0,00/0,50/0,60 
TOTAL:

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