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A partir do recorte da pesquisa “Significados do cuidado materno em mães de crianças pequenas” de Barbosa et al (2010), que trata da importância da relação mãe-bebê saudável como condição fundamental para a constituição do psiquismo da criança e para o desenvolvimento da maternagem, Barbosa et al (2010) concluíram que cada mãe atribui significado próprio ao cuidado materno, pois, cada uma delas, a partir de suas histórias e vivências familiares e pessoais, acaba produzindo significados distintos sobre o ser mãe. Esses significados, que nem sempre se apresentam linearmente, são construídos em conformidade com uma sequência temporal e negociados durante o processo de desenvolvimento da maternagem. Assim, os significados desses cuidados não são mais positivos à medida em que as mães vão se tornando mais experientes, mas sim quando se tornam mais maduras. E quando se tornam mais maduras, podem regredir psiquicamente, a ponto de se identificarem com seus bebês, sem perda da própria independência e da capacidade de operarem uma diferenciação de seus bebês, em uma postura de maturidade emocional.
Em relação aos cuidados maternos e sua influência no desenvolvimento emocional, segundo a Teoria do Amadurecimento, é correto afirmar que:
A: a preocupação materna primária deve perdurar durante os primeiros anos de vida da criança.
B: a experiência da maternagem conduz as mães à regressão de maneira que poderá fornecer o holding somente na fase da “ilusão”.
C: a mãe suficientemente boa promove a fase de ilusão do bebê, por ser capaz de se adaptar aos gestos e necessidades do lactente.
D: a mãe suficientemente boa mantém sua adaptação a esse lugar suficientemente bom, o que impede a desilusão do bebê, que lhe causaria grandes sofrimentos.
E: a desilusão deve ser promovida pela mãe, que deve se manter atenta para atendendo o bebê rapidamente, o que o auxiliará a preservar sua onipotência.
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Ensinando Através de Questões

há 19 horas

Respostas

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há 19 horas

A resposta correta é a letra C: "a mãe suficientemente boa promove a fase de ilusão do bebê, por ser capaz de se adaptar aos gestos e necessidades do lactente." Explicação passo a passo: - A Teoria do Amadurecimento, baseada em Winnicott, fala da "mãe suficientemente boa" que se adapta às necessidades do bebê, permitindo que ele viva a fase de ilusão, essencial para o desenvolvimento emocional saudável. - A preocupação materna primária (A) não precisa perdurar por muitos anos, é mais intensa no início. - A regressão materna (B) não ocorre apenas na fase da ilusão, e o holding é um conceito mais amplo. - A mãe suficientemente boa não impede a desilusão (D), pois a desilusão é parte do desenvolvimento saudável do bebê. - A desilusão não deve ser promovida de forma ativa pela mãe (E), mas ocorre naturalmente conforme o bebê cresce. Portanto, a alternativa C está alinhada com a teoria e com o recorte da pesquisa citado.

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A análise não consiste apenas no exercício de uma técnica. É algo que nos tornamos capazes de fazer ao alcançamos um certo estágio na aquisição da técnica básica. Aquilo que passamos a poder fazer é cooperar com o paciente no seguimento de um processo, processo este que em cada paciente possui o próprio ritmo e caminha em seu próprio rumo. Todos os aspectos importantes desse processo se originam no paciente, e não em nós, enquanto analistas. (WINNICOTT, 1955/2000, p. 374) Esse texto remete ao cuidado que Winnicott considera importante de ser tomado por todo analista quando assume o trabalho analítico.
Quando um paciente se encontra regredido, a eficácia da análise winnicottiana dependerá
A) da capacidade de interpretação acurada do analista.
B) da capacidade artística do analista.
C) do manejo técnico do analista, de quem se espera o uso de estratégias lúdicas envolventes.
D) da capacidade de maternagem do analista.
E) do profundo conhecimento técnico e teórico do analista, que lhe garante uma boa compreensão do paciente.

A mãe desenvolve ritmos e padrões de maternagem, adaptando-se ao seu bebê. Procura uma forma confortável e segura de ter um contato de seu corpo com o corpo do bebê. Desenvolve um modo de pegá-lo durante as mamadas, no banho, para dormir e para aliviar suas cólicas. Ela aprende como niná-lo balançando com suavidade e ritmo o seu corpo.
Camila tem 29 anos e faz análise há aproximadamente três anos. Filha de pais separados, pois seu pai abandonou a família para morar com outra mulher quando Camila completou 7 anos. Esse fato é marcante em sua vida, pois por muito tempo idealizou a figura do pai e ainda tinha a esperança de que um dia ele voltasse para casa. A mãe, extremamente autoritária e frustrada pela traição, se tornou ainda mais controladora e amarga. Sempre que possível tenta comandar os passos da filha que, por sua vez, é dependente emocionalmente da mãe e teme ser desaprovada por seus atos, principalmente ser desaprovada pela mãe. Todos seus relacionamentos foram conturbados. Os vários homens com os quais se relacionou apresentavam funcionamento psíquico complicado. Um dia, Camila chega à análise dizendo ao analista que precisa falar, ser escutada, pois tem muito a desabafar. Relata que se encontra com “os pensamentos confusos”, cada hora pensa uma coisa, sente medo, raiva, angústia, intensa ansiedade... Em seguida comenta que se sente culpada por não conseguir progredir na vida sentimental, sente culpa pelos homens somente a desejarem na cama e não a enxerem como companheira.... O analista atende o seu desejo e a escuta até o final da sessão. Assinale a alternativa na qual é mencionado o importante conceito winnicottiano presente no relato acima:
A) Preocupação materna primária.
B) Deprivação.
C) Holding.
D) Handling.
E) Gesto espontâneo.

Clara de 7 anos, em análise há 18 meses, chega mais cedo à sessão e presencia sua analista com outras crianças atendidas em grupo. Já na sala de atendimento, muito brava diz para a analista: Clara: Você não cuida direito das coisas dessa sala, fica aí só atendendo essas crianças e nem vê a confusão que elas fazem... Aí, quando eu chego aqui tenho que colocar tudo no lugar, porque você nem liga pra bagunça que elas fazem... Analista: Você parece muito brava hoje... Clara: Eu não tô brava não, eu só não consigo achar meu brinquedo, que deixei aqui no cantinho. Onde eles colocaram? Você tem que me ajudar, ou vai deixar só pra eles? Analista: Você está sugerindo que eu não lhe cuido direito e deixo suas coisas para que qualquer um delas se aposse... Clara: Você fala muito, quer saber... se eu tivesse alguém eu poderia jogar damas.... Ergue os ombros e fica jogando sozinha.
A respeito da situação acima relatada, assinale a que fenômenos clínicos se referem as reações de Clara durante a sessão:
A) Clara sente inveja das possíveis vivências das outras crianças no setting grupal e projeta esse sentimento na analista sob a forma de contratransferência.
B) Clara se identifica com as crianças e utiliza transferência positiva para demonstrar seu ciúme à analista.
C) Clara inveja as possíveis vivências das outras crianças na sessão grupal e demonstra sua raiva por se sentir preterida por meio de transferência negativa.
D) Enciumada e com sentimentos de desamparo e traição, Clara recorre a seus recursos internos para promover uma reparação.
E) Tomada de voracidade por se sentir excluída, Clara reage com um movimento contratransferencial.

Leia atentamente o poema de Cora Coralina apresentado a seguir: Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Leia as afirmativas apresentadas a seguir e assinale a correta:
A) No poema predominam sentimentos de uma pessoa mais velha e mais experiente que reúne condições para entender que as referências de rivalidade introjetadas favorecem a identificação dos mais velhos com indivíduos jovens.
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