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Com a constatação de que a relação de consumo é extremamente desigual, imprescindível foi buscar instrumentos jurídicos para tentar reequilibrar os negócios firmados entre consumidor e fornecedor, sendo o reconhecimento da presunção de vulnerabilidade do consumidor o princípio norteador da igualdade material entre os sujeitos do mercado de consumo.
Qual alternativa indica um conceito correto de vulnerabilidade do consumidor?
a. A hierarquia do consumidor frente ao Estado na relação de consumo.
b. O fomento de ações direcionadas à educação financeira e ambiental dos consumidores.
c. A prevenção e tratamento do superendividamento como forma de evitar a exclusão social do consumidor.
d. O estudo constante das modificações do mercado de consumo.
e. O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.
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Desvendando com Questões

há 9 horas

Respostas

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há 9 horas

A questão trata do conceito de vulnerabilidade do consumidor, que é um princípio fundamental no Direito do Consumidor para equilibrar a relação desigual entre consumidor e fornecedor. Analisando as alternativas: a) Fala da hierarquia do consumidor frente ao Estado, o que não é o foco do conceito de vulnerabilidade na relação de consumo. b) Refere-se à educação financeira e ambiental, que são importantes, mas não definem o conceito de vulnerabilidade. c) Trata da prevenção e tratamento do superendividamento, que é uma consequência da vulnerabilidade, mas não o conceito em si. d) Refere-se ao estudo das modificações do mercado, que é importante para o Direito do Consumidor, mas não define vulnerabilidade. e) Reconhece a vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo, que é o conceito correto e base para os instrumentos jurídicos de proteção. Portanto, a alternativa correta é: e) O reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo.

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Mesmo com todo o conhecimento técnico-científico do fornecedor aplicado na pesquisa, criação, produção e fornecimento de seus produtos ou serviços, mesmo diante de toda a tecnologia à disposição dos fornecedores, pode, por qualquer motivo (até mesmo imprevisível), um produto ou serviço apresentar um alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança dos consumidores. Fonte: ALEXANDRIDIS, G.; FIGUEIREDO, S. D. C.; FIGUEIREDO, F. V. Minicódigo Consumidor Anotado. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. E-book.
A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.
II. O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.
III. Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito.
IV. Apesar de ser muito comum identificar na televisão, rádio e na internet os anúncios de recall de um produto, não existe norma que obrigue os fornecedores a fazerem esses anúncios, sendo suficiente que eles contactem os compradores diretamente, via carta com aviso de recebimento ou outro meio que comprove o recebimento da informação pelo consumidor.
a. O fornecedor deverá higienizar os equipamentos e utensílios utilizados no fornecimento de produtos ou serviços, mas não há regra que o obrigue a informar sobre o risco de contaminação.
b. O dever de informação é imposto ao fabricante de produtos industriais, que deve inserir no produto informações sobre os eventuais riscos à saúde ou segurança dos consumidores.
c. O fornecedor de produtos potencialmente nocivos ou perigosos à saúde, por sua natureza que torna óbvia a existência de riscos, não precisa informar de forma ostensiva sobre.
d. O produto nocivo é aquilo que pode provocar algum acidente, já perigoso é aquele produto cujo uso por si só, causa um dano à saúde, como produto químico.
e. O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança não necessitam dar informações sobre isso caso seja de conhecimento comum, como por exemplo, os riscos da explosão no produto fogos de artifícios.

O legislador consumerista instituiu outros consumidores, denominados “consumidores equiparados”, ao lado dos chamados consumidores strictu sensu (destinatário final), por perceber que muitas pessoas podem ser atingidas pelas atividades dos fornecedores. “Essas pessoas, grupos e mesmo profissionais podem intervir nas relações de consumo de outra forma, a ocupar uma posição de vulnerabilidade”. Fonte: ALEXANDRIDIS, G.; FIGUEIREDO, S. D. C.; FIGUEIREDO, F. V. MINICÓDIGO CONSUMIDOR ANOTADO. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. E-book.
A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
A defesa coletiva dos consumidores em juízo pode ser exercida pelo Ministério Público.
As práticas abusivas são condutas ilícitas, independentemente de se encontrar ou não algum consumidor lesado ou que se sinta lesado.
A defesa em juízo de direitos difusos ou coletivos não contempla finalidade indenizatória
O consumidor é uma pessoa individualmente considerada, uma vez que se se tratar de coletividade lesada perde-se a característica de consumidor.
a. O dever de informação possui duas características a serem emanadas no mercado de consumo, quais sejam a adequação e a clareza da informação.
b. É permitido que as informações sobre um produto ou serviço sejam prestadas ao consumidor apenas após a realização de cadastro e pagamento de uma taxa, por questões de sigilo.
c. O direito do consumidor à informação adequada e clara tem previsão restrita e não tem imediata relação com outros direitos e deveres do consumidor.
d. Para que o dever de informação seja aplicado efetivamente, basta que o fornecedor exponha informações.
e. A informação deve ser útil, podendo ser inserida junto às informações desnecessárias, redundantes e prolixas, sem óbices.

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