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Qual é a técnica aplicada nesses casos?

O Superior Tribunal de Justiça publicou uma reportagem no seu site sobre os conflitos entre a garantia da honra e da imagem e a liberdade de expressão. O tribunal superior tem julgado inúmeros casos que pedem reflexão sobre quando deve prevalecer o direito de a sociedade ser informada ou o direito de as pessoas terem sua intimidade e honra resguardadas. Qual é a técnica aplicada nesses casos?


1 resposta(s)

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Guilherme

Há mais de um mês

São dois direitos fundamentais, aplicam-se os princípios da razoabilidade e proporcionalidade para dirimir os conflitos.

A questão que se discute é se as garantias à intimidade e à honra se aplicam às figuras públicas, mais especificamente quanto a episódios verídicos vexatórios sobre a honra de determinada pessoa, descritos em biografias não autorizadas, por exemplo.

A interpretação dos Tribunais é radical a favor da honra da figura pública, mesmo quanto a questões de conhecimento notório, como o julgamento da xuxa vs band (http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=448&tmp.texto=109525&tmp.area_anterior=44&tmp.argumento_pesquisa=xuxa).

 

É irônico, pois já vi decisões onde o próprio STJ decide quanto ao dano moral de um homem que perde a mulher e a filha em um desabamento como R$ 96.000,00 por pessoa (http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=448&tmp.texto=104808).

 

Isso prova que a proporcionalidade favorece a quem possui melhores advogados, e a razoabilidade é irrazoável quanto aos danos morais, e os direitos à dignidade da pessoa humana e à honra e intimidade são meros joguetes na mão dos julgadores.

Quanto a figuras públicas, a fim de não se suprimir a liberdade de expressão, qualquer manifestação deve ser livre, sem risco de ações de difamação, injúria ou calúnia, talvez possa ser este o entendimento após o fim da "lei da imprensa", mas ainda há o ranso de censor dos tribunais.

 

São dois direitos fundamentais, aplicam-se os princípios da razoabilidade e proporcionalidade para dirimir os conflitos.

A questão que se discute é se as garantias à intimidade e à honra se aplicam às figuras públicas, mais especificamente quanto a episódios verídicos vexatórios sobre a honra de determinada pessoa, descritos em biografias não autorizadas, por exemplo.

A interpretação dos Tribunais é radical a favor da honra da figura pública, mesmo quanto a questões de conhecimento notório, como o julgamento da xuxa vs band (http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=448&tmp.texto=109525&tmp.area_anterior=44&tmp.argumento_pesquisa=xuxa).

 

É irônico, pois já vi decisões onde o próprio STJ decide quanto ao dano moral de um homem que perde a mulher e a filha em um desabamento como R$ 96.000,00 por pessoa (http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=448&tmp.texto=104808).

 

Isso prova que a proporcionalidade favorece a quem possui melhores advogados, e a razoabilidade é irrazoável quanto aos danos morais, e os direitos à dignidade da pessoa humana e à honra e intimidade são meros joguetes na mão dos julgadores.

Quanto a figuras públicas, a fim de não se suprimir a liberdade de expressão, qualquer manifestação deve ser livre, sem risco de ações de difamação, injúria ou calúnia, talvez possa ser este o entendimento após o fim da "lei da imprensa", mas ainda há o ranso de censor dos tribunais.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes