A maior rede de estudos do Brasil

Nobres, Alguem concorda comigo na inconstitucionalidade da lei 9.307/96?

A lei 9.307/97, que institui a arbitragem, diz em seu art 18 que a senteça de juiz arbitral faz coisa julgada, não cabendo portanto, quaisquer recursos junto ao Judiciário.

No entanto, a constituição federal em seu Artº 5, inciso XXXV, "a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito", consagrando o principio da Inafastabilidade.

O argumento ultilizado por aqueles que defendem a constitucionalidade da lei em questão é o do principio da declaração de vontade, expresso no Art 1º do CC.

Na minha opinião, a insconstitucionalidade da lei, passa despercebida, para que ela consiga alcançar o objetivo a que ela de destina, que é, minimizando os conflitos (e não promovendo a justiça), diminuir o volume de processos no poder judiciario brasileiro. Portanto, uma decisão politica e que esconde uma série de mazelas de nosso sistema judicial.

Peço para que comentemos sobre o assunto

Mediação

FASNE


6 resposta(s)

User badge image

Neyl Santos

Há mais de um mês

Lyra, agradeço a resposta, mas permita-me discordar de alguns pontos:

1. Entendo não tiro os meritos do movimento que tem sido feito em todo o mundo por vias extrajudiciais de resolução de conflitos;

2. Acho as alternativas de resolução de conflitos (num bom português rs) não hoje um mal necessário;

3. A decisão de juiz arbitral no Brasil, faz coisa julgada, não cabendo portanto, qualquer recurso ao poder judiciário;

4. Isto é uma medida necessária, para que a lei cumpra o papel dela esperada, caso contrario, a arbitragem viraria apenas mais um grau de jurisdição;

5. No entanto, o juiz arbitral tem mais poder de decisão de que um juiz singular;

6. Quando se fala da aplicabilidade no meio empresárial, eu tenho lá minhas duvidas quanto aos verdadeiros motivos;

7. No Brasil, o poder judiciário adotou a teoria da inafastabilidade, onde qualquer pessoa pode recorrer ao judiciário.

8. Estamos diante de uma situação onde uma decisão extrajudicial, não será objeto de aprecisão do poder judiciário.

9. Aceitaria até o argumento por você não ultilizado em dizer que é a opção das partes pela arbitragem (e não a obrigatoriedade em determinados casos), que a torna legal;

10. É falacioso o fim de seu discurso.

Lyra, agradeço a resposta, mas permita-me discordar de alguns pontos:

1. Entendo não tiro os meritos do movimento que tem sido feito em todo o mundo por vias extrajudiciais de resolução de conflitos;

2. Acho as alternativas de resolução de conflitos (num bom português rs) não hoje um mal necessário;

3. A decisão de juiz arbitral no Brasil, faz coisa julgada, não cabendo portanto, qualquer recurso ao poder judiciário;

4. Isto é uma medida necessária, para que a lei cumpra o papel dela esperada, caso contrario, a arbitragem viraria apenas mais um grau de jurisdição;

5. No entanto, o juiz arbitral tem mais poder de decisão de que um juiz singular;

6. Quando se fala da aplicabilidade no meio empresárial, eu tenho lá minhas duvidas quanto aos verdadeiros motivos;

7. No Brasil, o poder judiciário adotou a teoria da inafastabilidade, onde qualquer pessoa pode recorrer ao judiciário.

8. Estamos diante de uma situação onde uma decisão extrajudicial, não será objeto de aprecisão do poder judiciário.

9. Aceitaria até o argumento por você não ultilizado em dizer que é a opção das partes pela arbitragem (e não a obrigatoriedade em determinados casos), que a torna legal;

10. É falacioso o fim de seu discurso.

User badge image

Lyra

Há mais de um mês

não é uma decisão política que esconde uma série de mazelas de nosso sistema judicial. Na verdade a arbitragem, bem como todas as outras ADR (alternative dispute resolution) são uma realidade de todo o mundo ocidental. A arbitragem tem muitas vatanges, sobretudo no direito empresarial. Nos conflitos societários é muito mais adequado submeter o conflito ao arbitro especialista do que a um juiz. O juiz tem muito conhecimento, mas pode ser que ele não seja um expert em conflitos societários. E não há violação ao art 5o da CF88 - a inafastabildiade da jurisdição está mantida, uma vez que nulidades da arbitragem podem ser levadas ao judiciário. Estude mais sobre os limites dos direitos fundamentais, caso contrário você fará leitura extremas de tudo que está no art 5o....executar o imóvel por dívida de iptu ou condomonio é inconstitucional por violar direito à propriedade? pq existe açoes afirmativas para mulheres se homens e mulheres são iguais perante a lei?

User badge image

André Luis Albino de Moraes Marques

Há mais de um mês

"Na minha opinião, a insconstitucionalidade da lei, passa despercebida, para que ela consiga alcançar o objetivo a que ela de destina, que é, minimizando os conflitos (e não promovendo a justiça)"

Muito difícil de acreditar que ambas as partes recorrem a arbitragem para minimzar os conflitos, sabendo que não seria o justo. Seu ponto de vista não faz sentido porque, lesariam a sí próprios buscando minimizar o litígio, e nenhum litigante no mundo intencionalmente se prejudicaria buscando meio-direito.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes