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O que é fungibilidade prevista no art. 85 do CC? Bens imóveis podem ser fungíveis? Um bem móvel pode se tornar infungível? Explique e exemplifique .


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

A fungibilidade é a possibilidade de ser substituído por um outro bem de mesma espécie, qualidade e quantidade.

Bem fungível é aquele perfeitamente substituível sem prejuízos, como ocorre com o dinheiro ou com uma blusa comprada em uma loja, por exemplo.

Bem infungível é aquele insubstituível, em razão de alguma caracterítica sua, como é o caso de uma obra de arte pintada por importante artista (e.g. Quadro de Leonardo da Vinci).

A fungibilidade costuma recair sobre bens móveis, mas pode recair também sobre bens imóveis, como em exemplo trazido por Carlos Eduardo Chagas: "Como por exemplo, no ajuste entre sócios de um loteamento, sobre eventual partilha em caso de desfazimento da sociedade. Hipótese em que, o sócio que se retira da sociedade, receberá certa quantidade de lotes."

Da mesma forma, um bem fungível pode se tornar infungível por vontade da parte. Exemplificando, um anel de ouro, comum e feito em escala é fungível quando exposto na loja, mas se comprada para se tornar a aliança que possuirá valor sentimental e único, então se tornará infungível por vontade da parte.

A fungibilidade é a possibilidade de ser substituído por um outro bem de mesma espécie, qualidade e quantidade.

Bem fungível é aquele perfeitamente substituível sem prejuízos, como ocorre com o dinheiro ou com uma blusa comprada em uma loja, por exemplo.

Bem infungível é aquele insubstituível, em razão de alguma caracterítica sua, como é o caso de uma obra de arte pintada por importante artista (e.g. Quadro de Leonardo da Vinci).

A fungibilidade costuma recair sobre bens móveis, mas pode recair também sobre bens imóveis, como em exemplo trazido por Carlos Eduardo Chagas: "Como por exemplo, no ajuste entre sócios de um loteamento, sobre eventual partilha em caso de desfazimento da sociedade. Hipótese em que, o sócio que se retira da sociedade, receberá certa quantidade de lotes."

Da mesma forma, um bem fungível pode se tornar infungível por vontade da parte. Exemplificando, um anel de ouro, comum e feito em escala é fungível quando exposto na loja, mas se comprada para se tornar a aliança que possuirá valor sentimental e único, então se tornará infungível por vontade da parte.

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Luan Bezerra Soares

Há mais de um mês

1. Bens Fungíveis e Infungiveis: Fungibilidade é o atributo dos bens que podem ser substituídos por outros que lhe sejam equivalentes. Nos termos do que dispõe o art. 85 do Código Cívil, serão equivalentes entre si os bens que forem da mesma espécie, qualidade e quantidade. É exatamente o que ocorre com o dinheiro, soja, carne, etc. Note-se que o legislador foi expresso ao afirmar que apenas os bens móveis podem ser fungíveis, sendo até mesmo o intuitivo que não se pode conferir essa qualidade aos bens imóveis. 2. Infungibilidade decorrente da vontade das partes: Ao afirmar que um bem será fungível quando puder ser substituído por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade, o legislador não afirmou que isso apenas pode decorrer da própria natureza do bem. Com isso, a doutrina passou a aceitar que certos bens, fungíveis por sua natureza, possam ser considerados como Infungiveis pelas partes de um negócio jurídico. Como regra geral, apenas a entrega do objeto da prestação libera o devedor da obrigação, podendo o credor recusar-se a receber a prestação libera do devedor da obrigação, podendo o credor recusar-se a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa (CC, art.313). Assim, se no âmbito de um determinado contrato as partes estipularem que o devedor tem obrigação de entregar determinadas sacas de café, precisamente individualizadas e perfeitamente identificáveis, não poderá esse devedor se liberar dessa obrigação entregando outras sacas de café, invocando a fungibilidade que decorre da natureza do bem. Isso porque, nesse caso específico, apesar da natureza desse bem conduzir à sua fungibilidade, pela vontade das partes deve-se reconhecer que as sacas de café adquiriram a qualidade de bens Infungiveis.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas