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Os direitos da personalidade podem ser aplicados em favor das Pessoas Jurídicas? Fundamente sua resposta.


2 resposta(s)

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senhor magro Brito

Há mais de um mês

A dignidade da pessoa humana insculpida na CRFB como fundamento da República (art. 1º, III), impõe a elevação do ser humano ao centro de todo sistema jurídico, afinal, o Estado foi criado para o homem e não o contrário, portanto, deve o Estado proporcionar direitos e garantias para que todo e qualquer ser humano viva uma vida digna, nesse sentido, verifica-se que, o ordenamento jurídico vai além, ao tutelar não apenas o direito à vida, mas reconhece e tutela o direito a uma vida digna, ademais, frise-se que, todo ordenamento jurídico busca sua validade na Lex Mater.

Ainda sobre a personalidade jurídica, Cristiano Chaves afirma:

"A personalidade jurídica é o atributo reconhecido a toda pessoa (natural ou jurídica) para que possa atuar no plano jurídico (titularizando as mais diversas relações) e reclamar uma proteção jurídica, mínima, básica, reconhecida pelos direitos da personalidade."

A pessoa jurídica, é, portanto, detentora de personalidade jurídica, por conseguinte, como corolário de sua personalidade, uma capacidade jurídica para relações patrimoniais, no entanto, não é titular de direitos da personalidade, o que não impede que seja alcançada por eles, naquilo que couber e que sua falta de estrutura bioppsicológica lhe permitir. Nesse sentido:

Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

A dignidade da pessoa humana insculpida na CRFB como fundamento da República (art. 1º, III), impõe a elevação do ser humano ao centro de todo sistema jurídico, afinal, o Estado foi criado para o homem e não o contrário, portanto, deve o Estado proporcionar direitos e garantias para que todo e qualquer ser humano viva uma vida digna, nesse sentido, verifica-se que, o ordenamento jurídico vai além, ao tutelar não apenas o direito à vida, mas reconhece e tutela o direito a uma vida digna, ademais, frise-se que, todo ordenamento jurídico busca sua validade na Lex Mater.

Ainda sobre a personalidade jurídica, Cristiano Chaves afirma:

"A personalidade jurídica é o atributo reconhecido a toda pessoa (natural ou jurídica) para que possa atuar no plano jurídico (titularizando as mais diversas relações) e reclamar uma proteção jurídica, mínima, básica, reconhecida pelos direitos da personalidade."

A pessoa jurídica, é, portanto, detentora de personalidade jurídica, por conseguinte, como corolário de sua personalidade, uma capacidade jurídica para relações patrimoniais, no entanto, não é titular de direitos da personalidade, o que não impede que seja alcançada por eles, naquilo que couber e que sua falta de estrutura bioppsicológica lhe permitir. Nesse sentido:

Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

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Júnior Oliveira

Há mais de um mês

Sim, o Código Civil, em seu art. 52, prevê expressamente essa possibilidade:

Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade.

Portanto, há direitos da personalidade que são sim tambem das pessoas jurídicas, como ocorre em relação ao direito à integralidade da honra, à privacidade moral, ao nome etc.

 Assim como ocorre com as pessoas naturais em relação ao nome e à figura, às pessoas jurídicas é garantido o resguardo à sua honra, materializado na fama da empresa. Por exemplo: imagine que um jornal afirme levianamente que MARIA cometera um homicídio. Evidemente MARIA poderá processar o jornal para retratação e pagamento de indenização por danos morais. Agora, da mesma forma, se esse jornal afirmar que a sociedade empresária ARROZ BRASIL S.A. cometera um crime ambiental, essa empresa tambem terá seu nome e sua imagem manchados, podendo, igualmente, requerer compensação em virtude dos danos causados.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes