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O que é desconsideração da pessoa jurídica?


3 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Trata-se de instituto do Código Civil que prevê a possibilidade de desconsiderar, temporaria e pontualmente, de forma excepcional, a existência da Pessoa Jurídica para acessar os bens de seus sócios e satisfazer os débitos contraídos, desde que preenchidos os requisitos legais.

O principal efeito é o rompimento da blindagem patrimonial, com possibilidade de alcançar os bens dos sócios.

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso."

O Código Civil adotou a teoria maior, sendo necessário o desvio de finalidade ou a confusão patrimonial.

Desvio de finalidade ocorre por realização de atividades estranhas ao objeto contratual, por exercício de atividade ilícita e por utilização da pessoa jurídica para enriquecer os sócios em detrimento da pessoa jurídica.

A confusão patrimonial ocorre quando o patrimônio da pessoa jurídica é utilizado para pagar dívidas do sócio e vice-versa. Se o interessado não respeita a blindagem, por que o Estado-juiz deve fazê-lo?

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. 

§ 1º  Para fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização dolosa da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza.   

§ 2º  Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por:     

I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa;     

II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto o de valor proporcionalmente insignificante; e

III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.    "

Já a teoria menor foi adotada para o Direito do Trabalho, do Consumidor e Ambiental. Basta comprovar o inadimplemento para que possa ser rompida a blindagem patrimonial do devedor.

Trata-se de instituto do Código Civil que prevê a possibilidade de desconsiderar, temporaria e pontualmente, de forma excepcional, a existência da Pessoa Jurídica para acessar os bens de seus sócios e satisfazer os débitos contraídos, desde que preenchidos os requisitos legais.

O principal efeito é o rompimento da blindagem patrimonial, com possibilidade de alcançar os bens dos sócios.

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso."

O Código Civil adotou a teoria maior, sendo necessário o desvio de finalidade ou a confusão patrimonial.

Desvio de finalidade ocorre por realização de atividades estranhas ao objeto contratual, por exercício de atividade ilícita e por utilização da pessoa jurídica para enriquecer os sócios em detrimento da pessoa jurídica.

A confusão patrimonial ocorre quando o patrimônio da pessoa jurídica é utilizado para pagar dívidas do sócio e vice-versa. Se o interessado não respeita a blindagem, por que o Estado-juiz deve fazê-lo?

"Art. 50.  Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. 

§ 1º  Para fins do disposto neste artigo, desvio de finalidade é a utilização dolosa da pessoa jurídica com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza.   

§ 2º  Entende-se por confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, caracterizada por:     

I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou vice-versa;     

II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto o de valor proporcionalmente insignificante; e

III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.    "

Já a teoria menor foi adotada para o Direito do Trabalho, do Consumidor e Ambiental. Basta comprovar o inadimplemento para que possa ser rompida a blindagem patrimonial do devedor.

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beatriz ayade

Há mais de um mês

O art. 50 do Código Civil dá dois requisitos para a desconsideração da personalidade jurídica: abuso de personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou a confusão patrimonial, assim, somente estas situações justificariam a desconsideração, que deve ser reconhecida por decisão judicial.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas