Direito tributário Resumo G1 e G2
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Direito tributário Resumo G1 e G2


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- finalidade fiscal; já houve guerra fiscal de municípios: diminuir a alíquota para atrair investimentos; caso de Barueri, que colocou uma alíquota de 0,5% e empresas de leasing foram para lá, mas os negócios eram/são fechados em outro lugar, as partes não estavam lá; há uma discussão de desenvolvimento regional (fábricas em diversos Estados): talvez se possa pensar um pouco de extrafiscalidade no icms, mas aqui no ISS não; a EC 37/02 definiu que a alíquota máxima é 5% e a mínima é 2%; 
- imposto real;
- imposto indireto porque comporta repercussão do fato gerador, mas não tem a ver com não cumulatividade porque não é plurifásico;
- imposto residual: porque incide sobre serviços que sobraram;
- imposto sobre circulação de riquezas;
- imposto monofásico; 
- previsão expressa de exigência de LC para várias coisas; 
- lançamento por homologação: necessidade escrituração de todos os serviços: o fisco fiscaliza os livros depois; 
- fato gerador: serviços de qualquer natureza: contradição \u2192 serviços de qualquer natureza definidos em LC: serviço de qualquer natureza = qualquer serviço; 
- Art. 1º da LC \u2192 lista anexa: traz 40 itens principais, e dentro dos itens os subitens, agrupando serviços que tenham alguma relação; pergunta: a lista de serviços é taxativa ou não? Algo fora da lista: exemplos: tatuador não está na lista; mergulhador; modelo/manequim; provedores de acesso à internet (por uma decisão do STJ não deveria poder tributar); 1º corrente: Aurélio Pitanga: serviço de qualquer natureza: para ele nem precisaria da lista, é qualquer serviço; a LC existe apenas e tão somente para ajudar o intérprete a evitar conflito de competência, é exemplificativa; 2ª corrente \u2192 lista taxativa: Souto Maior Borges: doutrina reconhecida \u2192 a lista é taxativa: se não está lista não pode cobrar: tem que estar na lei de forma clara (legalidade estrita); o direito tributário não admite analogia para interpretar ou criar imposto: art. 108, § 1º do CTN; questão da segurança jurídica: mínimo de base para dar segurança ao contribuinte; STF: a lista é taxativa na vertical e exemplificativa na horizontal \u2013 ex: taxativa na vertical: não pode colocar um serviço em nada relacionado com outro que esteja ali; exemplificativa na horizontal: atividades análogas; STF: obrigação e dar não é fato gerador, tem que ser obrigação de fazer; 
- prestação de serviço eventual não incide ISS: tem que ter habitualidade; 
- competência: local da prestação do serviço; Art. 12 Dec-Lei 406/68: devia ser na sede do estabelecimento prestador, exceto construção civil; Art. 3º da LC manteve a regra, apenas ampliou o rol de exceções; STJ: município da efetiva prestação de serviço (Resp 418674/RS): problema prático para as empresas;
- contribuinte do imposto é o prestador do serviço, empresa ou prestador autônomo (pessoa física, com ou sem estabelecimento físico);
- alíquotas: alíquota fixa e a alíquota variável; fixa: história dos autônomos: valor fixo por mês por cabeça; sociedade uniprofissional: continua pagando fixo por cabeça; alíquota variável seria a ad valorem;
- base de cálculo: preço do serviço; no caso dos autônomos não há base de cálculo: valor fixo;
01/11/11
- TAXAS
- CF 145, II
- CTN 77
- o CTN praticamente reproduz a constituição; 
- não pode ser calculado em função do capital das empresas;
- 1ª característica: é um tributo vinculado \u2192 vinculado a uma ação estatal específico; exemplo de tributo não vinculado é o imposto;
- 2ª característica: é um tributo retributivo \u2192 baseado no fato de haver um serviço de um lado e o pagamento de outro; 
- 3ª Tem caráter contraprestacional: uma discussão: só pode ser cobrada se o estado prestar ou colocar à disposição aquele serviço; contraprestração \u2192 alguns autores acabam desenvolvendo linhas de raciocínio que levam para o lado da vantagem (paga e está levando uma vantagem); outros autores criticam a contraprestação como uma vantagem \u2192 está trocando uma coisa para outra, o que não necessariamente é vantagem (por si só não é vantagem); 
- 4ª capacidade contributiva: a constituição fala que os impostos deverão prever; taxa: a capacidade contributiva se aplica também à taxa: exemplo: quando não tem capacidade contributiva o contribuinte não tem que pagar taxa \u2192 princípio do não confisco; o Supremo julgou inconstitucional a taxa judiciária que constitua confisco;
- 5º Imposto é um tributo de competência privativa, já a taxa é um tributo de competência comum (os 3 entes podem cobrar \u2013 Art. 80 do CTN; vai se olhar a competência dos determinados entes para prestar o serviço; exemplo, serviço postal é competência da União Art. 21, X da CF; serviço de táxi: competência do município; segurança pública: estado; 
- Taxa:	exercício regular do poder de polícia: taxa de polícia
Utilização efetiva ou potencial de serviço público específico e divisível prestado ou colocado à disposição do contribuinte;
- Art. 78: poder de polícia \u2192 ligado ao interesse coletivo, e não individual de cada um, é de interesse geral, precisa fiscalizar; 
- dois aspectos fundamentais para ter taxa: 1. Tem que ter uma contraprestação; 2. O poder de polícia tem que ser exercido de forma regular; 
Exemplo: TRU \u2013 taxa pela fiscalização regular, 24hs, sobre o trânsito (a taxa não existe mais); TPI \u2192 taxa pela exibição de publicidade;
 - taxa pela utilização: 3 tipos: serviços ínsitos às soberania estatal \u2192 só o estado pode prestar, são indelegáveis; nós temos o direito de usar ou não: exemplo: emissão de passaporte, taxa judiciária (serviço judiciário); serviços essenciais: taxa de lixo (se não usar prejudica a coletividade); não essencial: não usar não prejudica em nada a coletividade \u2192 por exemplo, utilização de serviço postal; 
- Art. 79 - utilização efetiva ou potencial: de fato está utilizando, ou quando é colocado à disposição; 
- serviço específico e divisível: específico é quando é direcionado a determinado grupo de pessoas; é divisível porque consegue ser destacado de outras unidades estatais;
- II \u2192 uti universi e uti singuli (específico); 
- base de cálculo: art. 145, § 2º: não poderão ter base de cálculo própria de impostos \u2192 todos os impostos denotam manifestação de riqueza, daí que não pode ter base de cálculo própria de imposto;
08/11/11
- Contribuição de melhoria: Art. 145, III CF e 81 e 82 CTN
- contribuição pela melhoria de um lugar; 
- modelos: valorização do imóvel (Betterman tax - Inglaterra) e custo da obra (Beitrag \u2013 Alemanha);
- Art. 81 \u2192 em tese seria só houvesse melhoria;
- a hipótese de incidência é a valorização do imóvel (mais valia imobiliária); se não tive melhoria, apenas a obra pública não é suficiente para ensejar a cobrança; 
- o STF decidiu que não tem que entrar no empreendimento (no fundo de comércio): em havendo a valorização do imóvel o fato gerador se verifica; 
- Dec-Lei 195/67 (legislação importante): Art. 2º do Dec \u2192 será devida a contribuição no caso de valorização em virtude de obras públicas (lista de obras): o rol é taxativo;
- não se pode cogitar de cobrança de obras em andamento;
- Características:
- competência comum \u2192 pode ser instituído pela União, Estados e Município: depende de quem faz a obra;
- tributo vinculado (mesmo critério da taxa); 
- tributo retributivo \u2192 se baseia na relação de troca = custo-benefício;
- finalidade: é para ser um tributo fiscal; 
- não comporta repercussão econômica \u2013 art. 8º do Dec-lei; 
- base de cálculo: art. 82 do CTN;
- rateio do custo da obra: o limite máximo é o custo total obra \u2192 será feita a valorização conforme a valorização de cada imóvel; 
- § 2º vai falar do lançamento; 
- a questão da contribuição e \u201dpioria\u201d seria uma indenização por parte do Estado por uma piora; 
- Empréstimo compulsório Art. 148 da CF e Art. 15 do CTN
- cabimento: primeiro precisa de LC (não pode LO), atender despesa extraordinária (ou seja, deveria ser urgente);
- II: interesse urgente e relevante interesse nacional;
- pode ser vinculado ou não vinculado, dependendo do que dispor a LC;
- empréstimo compulsório sobre a venda de automóvel 0km: viés de imposto; imposto