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Aula 3 - Analise organizacional.
Tipos tradicionais de organização.
Introdução: 
O desenho organizacional constitui uma das prioridades da administração, pois define como a organização irá funcionar e como seus recursos serão distribuídos e aplicados. 
O desenho organizacional contribui com quatro maneiras diferentes para a organização, procurando atender aos requisitos fundamentais.
As empresas podem adotar um formato organizacional apropriado para acomodar suas estratégias, suas atividades, produtos, ambiente de tarefa, tecnologia.
Apresentamos três tipos de estrutura organizacional: A organização linear, a organização funcional e a organização linha-staff.
Organização linear:
A organização Linear é a estrutura mais simples e antiga, baseia-se na autoridade linear. Cada administrador tem autoridade única e absoluta sobre seus subordinados. 
Devido a essas linhas de autoridade e responsabilidade, ocorre a cadeia escalar. Recentemente, à medida que as empresas cresceram e o seu ambiente se tornou mutável e competitivo, aumentou a necessidade de órgãos especializados capazes de proporcionar conselhos e inovações mais rápidas e relevantes. 
Essa flexibilidade indispensável à organização competitiva e inovadora é um dos principais fracassos da estrutura linear. Essa estrutura só se adéqua no ambiente estável e rotineiro.
Vamos conhecer um pouco da origem da organização linear?
A estrutura da organização da Igreja serviu de modelo para muitas organizações que, ávidas de  experiências bem sucedidas, passaram a incorporar uma infinidade de princípios e normas administrativas utilizadas na Igreja Católica.
A organização linear, por exemplo, tem suas origens na organização militar dos exércitos da Antiguidade e da época medieval. 
O princípio da unidade de comando, pelo qual cada subordinado só pode ter um superior, fundamental para a função de direção. 
Modelo de uma organização linear:
Esse modelo foi utilizado pelos exércitos do período antigo, pré-medieval; quando em guerra, os exércitos antigos encontravam-se para travar o combate num campo de batalha aberto, com os pelotões dispostos frente a frente, numa formação linear. Essa característica, utilizada praticamente por toda a antiguidade, adentrando a idade média, foi que originou a organização administrativa linear.
Destacamos que esse tipo de formação em linha veio inspirar os estudos de Fayol, sistematizados nos princípios condensados no que denominou “organização linear”. 
Fayol foi um dos maiores defensores da organização linear. O chefe manda e o subordinado obedece, o chefe sabe tudo e o subordinado precisa dele para executar o seu trabalho. 
Autoridade linear ou única
Linhas formais de comunicação
Centralização das decisões
Aspecto piramidal
Vantagens e Desvantagens da estrutura linear:
Vantagens:
Estrutura simples e de fácil compreensão. 
Nítida e clara delimitação das responsabilidades dos órgãos envolvidos. 
Facilidade de implantação (oferece facilidade no estabelecimento do funcionamento, no controle de disciplina). 
Desvantagens:
A estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e à inflexibilidade da organização linear. 
A autoridade linear baseada no comando único e direto pode tornar-se autocrática. 
Organização linear enfatiza e exagera a função de chefia e de comando. 
A unidade de comando torna o chefe um generalista que não pode se especializar em coisa nenhuma. 
À medida que a empresa cresce, a organização linear conduz inevitavelmente ao congestionamento das linhas formais da comunicação.
Organização funcional:
A organização funcional aplica o princípio funcional ou princípio da especialização das funções. O staff ou assessoria funcional, também assim chamado, decorre desse princípio, que distingue, separa e também especializa.
Sabe-se que, na Antiguidade, o staff era constituído de chefes homéricos (que aconselhavam os reis da Grécia) e do conselho dos sábios (que assessoravam os reis anglo-saxões). Os conselheiros não tomavam decisões e orientavam os reis da época com suas ideias, pareceres e orientação. Contudo o Staff só ingressou nas organizações no final do século XIX.
Frederick Taylor foi um dos defensores da organização funcional ao defrontar-se com o excessivo e variado volume de atribuições concentradas nos mestres de produção de uma siderúrgica americana que adotava a organização linear. 
Achava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência por meio da estrutura funcional.
Caractarísticas da organização funcional:
Autoridade funcional ou dividida, que é relativa e baseada na especialização. 
Linhas diretas de comunicação; as comunicações entre os órgãos ou cargos existentes na organização são efetuadas diretamente, sem necessidade de intermediação. 
Existentes na organização são efetuadas diretamente, sem necessidade de intermediação. 
Descentralização das decisões; as decisões são delegadas aos órgãos ou cargos especializados que possuam conhecimento necessário para melhor implementá-las.
Ênfase na especialização; baseia-se no primado da especialização de todos os órgãos ou cargos, em todos os níveis de organização.
“O importante não é a hierarquia de autoridade, mas a convergência das especialidades e conhecimentos” Chiavenato.
Vantagens e desvantagens da estrutura funcional:
Vantagens: 
Proporcionam o máximo de especialização nos diversos órgãos ou cargos.
Permite a melhor supervisão técnica possível. 
Desenvolve comunicação direta.
Separa as funções de planejamento e de controle das funções de execução.
Desvantagens:
Diluição e consequente perda de autoridade de comando. 
Subordinação múltipla.
Tendência à ocorrência entre os especialistas.
Tendência à tensão e conflito dentro da organização. 
Confusão quanto aos objetivos.
Organização linha-staff:
A linha-staff ganhou força com o crescimento e complexidade das tarefas das empresas; a estrutura linear mostrou-se insuficiente para proporcionar eficiência e eficácia. As unidades e posições de linha passaram a se concentrar no alcance dos objetivos principais da empresa e a delegar autoridade sobre serviços especializados e atribuições inferiores a outras unidades e posições da empresa. Assim, as unidades e posições de linha se livraram de uma série de atividades e tarefas para se dedicarem exclusivamente aos objetivos básicos da empresa, como criar estratégias, produzir, vender entre outros. 
As demais unidades e posições da empresa que receberam aqueles encargos passaram a denominar-se assessoria (staff), sendo eles responsáveis pela prestação de serviços especializados e de consultoria técnica, influenciando indiretamente o trabalho dos órgãos de linha por meio de sugestões, recomendações, consultoria, planejamento, controle, levantamentos, relatórios. Assim, os órgãos de staff assessoram os órgãos de linha por meio de sua especialização técnica. Enquanto os especialistas de staff se aprofundam em um determinado campo de atividades, os gerentes de linha tornam-se os detentores da hierarquia da organização.
DICA - Os órgãos de linha possuem autoridade para decidir e executar as atividades principais, enquanto o staff têm autoridade de assessoria, planejamento, controle, consultoria e recomendação.
Vamos conhecer um pouco da origem da linha-staff?
As origens da organização de linha-staff remotam à antiguidade. Dale e Urwick, dois autores clássicos, fazem referência ao antigo exercito de faraó egípcio Tumés que, por volta do ano de 1500 a.c, já possuía uma assessoria parecida com um serviço de inteligência, com rudimentos de um sistema administrativo. Mooney já encontrou um modelo de Staff em organizações militares antigas.  
Critérios de distinção entre linha e staff.
A distinção entre órgãos de linha e órgãos de staff pode ser feita por dois critérios:
Relacionamento com os objetos da organização: As funções de linha estão ligadas aos objetivos básicos da organização, enquanto as atividades de Staff estão ligadas a eles indiretamente. Se o objetivo principal da organização