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Nutrição e saúde -No Brasil há grande índice de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis, e isso acontece devido ao estilo de vida inadequada (consumo excessivo de tabaco e bebidas, sedentarismo, alimentação rica em gordura) e o envelhecimento da população -É possível encontrar na população índices elevados de obesos, muitos mórbidos, e consequentemente aumenta as DCNT -Tripla carga de doenças: áreas de vulnerabilidade social 1-Agenda não concluída de infecções, desnutrição (princ. Infantil), e problemas de saúde reprodutiva. 2-O desafio das doenças crônicas e de seus fatores de risco, como tabagismo, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, estresse e alimentação inadequada. 3-E o fato de crescimento de problemas de saúde devido a causas externas e situações de violência, como acidentes e homicídios -Teoricamente doenças infecciosas que tem vacina não era para ocorrer surtos, como febre amarela e sarampo. -Mulher com deficiência nutricional, como ferro, pode impactar negativamente no desenvolvimento do feto, aumenta o risco de morte perinatal e durante o parto *O tratamento dessas doenças é complexo, demanda ações conjuntas de vários profissionais da área de saúde, tendo um custo elevado ao sistema de saúde – gasto na previdência social -A luta na prevenção e melhoria da qualidade de vida da população é urgente, principalmente num país em desenvolvimento como o Brasil em que os recursos são escassos, quando é assim a principal atenção na área de saúde é a promoção da saúde. É melhor prevenir, do que remediar, visto qye é mais barato, ou seja, paciente com doença crônica terá a vida inteira, então o tratamento não para (mais gastos) -Fome oculta: Trata-se de uma ausência nutricional decorrente, em geral, da má absorção ou falta de micronutrientes para o pleno funcionamento do organismo. (come mas sem qualidade) A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro pessoas no mundo tem fome oculta. -Saúde X doença: Modelo Biopsicossocial da Doença “O foco neste modelo não é apenas a doença em si e o tratamento delas, mas todos os aspectos que estariam diretamente relacionados ao fenômeno do adoecer, sejam eles fisiológicos, psicológicos, sociais, ambientais, dentre outros, os quais também devem ser considerados para que o tratamento seja eficaz” (Silva et al. 2011). EX.: Pessoas sem saneamento vão muito ao posto devido a carência, alegando dor de barriga e diarreia por exemplo, o que indica parasitose. Assim fica notório qual o processo que levou ao adoecimento. EX.: perdeu um filho = depressão -É consenso que a dieta e a atividade física são fatores importantes na promoção e manutenção da saúde durante o ciclo da vida; -As características da dieta podem determinar não somente a saúde do indivíduo no momento presente, mas, também, influenciar o desenvolvimento das doenças no futuro. Aula 22/08 -Diante de tudo isso os consultórios estão cheios de pacientes: obesos, hipertensos, diabéticos, deficiência nutricionais. Nesse caso deve manter o balanço energético e peso normal, limitar a ingestão energética procedente de gorduras, substituir as gorduras saturadas por insaturadas e eliminar as gorduras trans (hidrogenadas); aumentar o consumo de frutas, hortaliças, cereais integrais e leguminosas; limitar a ingestão de açúcares livres; limitar a ingestão de sal (sódio) de toda procedência e consumir sal iodado. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Dieta e dietoterapia: -É a ciência que estuda e aplica a dieta com princípio terapêutico, tendo a dieta normal como padrão. -A finalidade básica da dietoterapia é ofertar ao organismo nutrientes adequados: ao tipo de doença, condições físicas, nutricionais e psicológicas do paciente, mantendo ou recuperando o estado nutricional A) Dietas hospitalares: o médico responsável que autoriza. Há muito preconceito. HISTÓRICO DAS DIETAS HOSPITALARES -Hospital criado apenas com o objetivo de proteger a sociedade de um possível contágio - “Casa da Morte”. -Nos hospitais trabalhavam pessoas religiosas ou leigas. -Não havia preocupação com os corpos, mas sim com as almas. -Paciente como ser passivo sem vontade própria. Doentes morriam -Arquitetura hospitalar se assemelhava à de Prisão e à de Zoológico -Todos os hospitais tem um protocolo -Comida com consistência baixa; menos calóricos (prestar atenção pacientes que estão há muito tempo nessa dieta, perda ponderal) -Hospitais começaram a servir a comida em pratos e não em marmita, fazendo com que os pacientes joguem menos comida fora -Dieta laxante: auxilia paciente que não consegue ir ao banheiro -Dieta constipante: auxilia paciente que está com diarreia -Dietas progressivas hospitalares: jejum- dieta liquida restrita (sem resíduos) – dieta liquida completa – dieta pastosa – dieta branda – dieta normal (habitual) -Geralmente é preciso seguir essa ordem em pacientes pós cirurgia bariátrica, pois o estômago precisa acostumar com o volume. -Algumas pessoas precisam passar por estes tipos de dieta, como pacientes que realizaram cirurgia bariátrica. As modificações podem ser feitas da seguinte forma: A) Alteração da consistência dos alimentos; B) Aumento ou diminiuição do valor energético; C) Aumento ou redução dos tipos de nutrientes; D) Ajustes na proporção e no equilíbrio dos nutrientes; E) Omissão dos alimentos específicos; F) Rearranjo no número e na frequência das refeições (para não dar a sensação de estar cheio o dia todo e refluxo, ou mesmo para o paciente não sentir fome). *deve se preocupar com valor econômico do alimento ou tratamento em geral, pois nem todos os pacientes possuem a mesma disponibilidade econômica. Disfagia: uma dieta pastosa é melhor para proteger a via aérea, além de facilitar a deglutição. Geralmente acontece em pacientes idosos e pacientes neurosequelados e geralmente quem consegue definir isso é um fonoaudiólogo. Distribuição de alimentos hospitalares: • Serviço de Nutrição e Dietética (SND) • Horários de administração de Dietas Via Oral • 6h, 9h, 12h, 15h, 17h, 21h • Identificação do paciente • Dietas padronizadas As dietas são divididas em seis refeições, que são: • Desjejum (café da manhã); • Colação; • Almoço; • Lanche; Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce • Jantar; • Ceia. Nem sempre o paciente segue todas essas refeições. Dieta normal (geral ou livre): Consistência normal e quantidade suficiente de energia, macro e micronutrientes. Indicação: Pacientes com ausência de alterações metabólicas importantes ou que não necessitam de modificações dietéticas específicas. → Valor calórico: 2.000 – 2.200 kcal/ dia Dieta branda: Dieta com valor nutricional similar a dieta normal. Caracteriza-se pela atenuação da textura através do processo de cocção das fibras das verduras/ legumes/ frutas e tecido conectivo das carnes. Finalidade de facilitar o processo digestivo: mastigação/ deglutição/digestão e absorção. → Valor calórico: 1.800- 2.200 kcal/dia *geralmente alimentos que tem a consistência mais macia. *um paciente que possui a dieta normal, pode comer normalmente uma dieta branda, porém nem sempre um paciente que tenha uma dieta branda vai se sentir bem com uma dieta normal. Dieta pastosa: Proporcionarepouso digestivo. Textura menos sólida, alimentos na forma de arroz pache, purês, cremes, papas e carnes subdividas (moída, triturada ou desfiadas) e suflês. Indicado para: pacientes com dificuldade de mastigação, pacientes idosos, doenças neurológicas, insuficiência cardíaca e respiratória moderada. → Valor calórico: 1.800 -2.200 kcal/dia Dieta líquida completa: Conhecida como semilíquida. Constituído por alimentos semissólidos, cujos pedaços encontram em emulsão ou suspensão. Permite repouso digestivo, porém apresenta valor nutricional reduzido. RECOMENDA-SE AVALIAR USO DE SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL. → Valor calórico: 1.300-1.500 kcal/dia. Dieta líquida pastosa homogênea: Consistência líquida. Possibilidade de utilizar espessante nas preparações. Indicada para pacientes com mínimo esforço digestivo e pouco resíduo (fibra), pós-op. de fratura de mandíbula, estreitamento esofágico e intolerância a alimento sólidos. Melhor consistência para proteção de via aérea. *Para pacientes com disfagia, ingerir água e outras coisas líquidas é muito difícil. A pastosa é melhor e mais segura. → Valor nutricional reduzido=> 750 a 1.500 kcal/dia → Avaliar uso de suplemento nutricional ou nutrição enteral para evitar desnutrição. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Espessantes artificiais: • Néctar • Mel • Pudim *geralmente definido pelo fonoaudiólogo Dieta líquida restrita: Conhecida como cristalina ou líquidos claros. Finalidade de hidratação e mínima formação de resíduos (bolo fecal) → máximo repouso intestinal. Transição da PARENTERAL VIA ORAL. → Pós-op. cirurgias do cólon, pós-operatório imediato de algumas cirurgias (com anastomose), transição da parenteral para via oral, pancreatite, preparatório de colonoscopia. → Valor calórico: 375 a 600 kcal/dia Alimentos indicados: água, água de coco, suco de fruta coado (caju e melão), caldo de legumes/verduras/carnes coado, gelatinas, bebidas isotônicas e picolé à base de suco de frutas. Suplemento nutricional específico para líquida restrita. Dieta zero: Conhecida como jejum. Caracteriza-se pela ausência da ingestão de alimentos por via oral. Indicação: pré ou pós op., preparo de exames, pancreatite, instabilidade homodinâmica. Monitorar o tempo de jejum por via oral, para introdução de terapia nutricional. → Valor calórico: 0 kcal (via oral). Hipocalórica x hipercalórica: Hipocalórica: Redução do valor calórico e da quantidade de alimentos oferecidos. Indicada para redução de peso e em pós- operatório de cirurgia bariátrica. Pequenos volumes e baixa consistência => baixa caloria. Hipercalórica: Oposta a dieta hipocalórica, possui aumento do valor calórico e da quantidade de alimentos. Indicada para recuperação e ganho de peso nos estados catabólicos de doenças infecciosas, desnutrição, queimaduras, câncer e HIV/AIDS. Hipoproteica x hiperproteica: Hipoproteica: destina-se, principalmente, aos portadores de doenças renais, com restrição de proteínas de origem animal. Hiperproteica: com acréscimo de proteínas, principalmente de origem animal. Indicada nos casos infecciosos, desnutrição, queimaduras, renal dialítico, câncer, HIV/AIDS ou situações em que seja desejável o aumento do aporte proteico. Dieta hipolipídica: Isenta de adição de gorduras e restrita em alimentos ricos em lipídios como manteiga, óleo, azeite, oleaginosas, embutidos, frituras, carnes gordurosas, leite e derivados em sua versão integral. Não importa a qualidade da gordura. É indicada nos casos de doenças hepáticas, pancreáticas e da vesícula biliar. EVITAR ESTÍMULO A PRODUÇÃO/LIBERAÇÃO DE ENZIMAS DIGESTÓRIAS. Dieta hipossódica: Pobre em sódio – 2g/dia. Palatabilidade da dieta. A dieta é preparada sem acréscimo de sal, somente com temperos naturais, e o sal em quantidade controlada é adicionado na refeição pronta. Devem ser evitados os alimentos embutidos, enlatados, conservas, carnes secas, temperos e molhos industrializados. Indicada nos casos de hipertensão, edema, doenças renais e doenças cardíacas. Dieta hipocalêmica: Conhecida também como dieta pobre em potássio, em que alimentos ricos em potássio são restritos ou realiza-se a cocção para minimizar a quantidade desse nutriente. Indicada nos casos de distúrbios na excreção de potássio (doença renal crônica, diabetes descompensada, doença cardíaca descompensada). COCÇÃO=> RETIRA PARTE DO POTÁSSIO DOS ALIMENTOS. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Dieta laxativa ou laxante: Alimentos formadores de resíduos intestinais. Alimentos ricos em fibras insolúveis e solúveis como cereais integrais, farelo de trigo, hortaliças cruas e frutas com casca, uma vez que essas não são digeridas. Suplementação: mix de fibras ou módulos de simbióticos (regulação intestinal). Aumento do volume fecal e estimulando o peristaltismo intestinal. Dieta para diabéticos: Restrição de carboidratos simples. Inclusão de carboidratos complexos. Sendo isenta de açúcar livre ou adição de alimentos que possuam açúcar. Menos arroz (metade da porção para os normais) e mais salada crua. Exercícios: 1.R.G.T, sexo masculino, 65 anos, foi admitido no hospital com sinais de palidez, queixa de dificuldade e dor para engolir alimentos sólidos e perda de 10 kg do seu peso em dois meses. Nega diabetes e hipertensão, relata ser tabagista há 38 anos e ex-etilista há 1 ano. Após realizar alguns exames, ele foi diagnosticado com câncer de esôfago e encaminhado para o setor de internação, onde realizará o tratamento. QUE CONSISTÊNCIA DE DIETA VOCÊ INDICARIA COMO MAIS ADEQUADO PARA ESSE PACIENTE? 2.(CONSULPLAN, 2019) O cuidado no ambiente hospitalar é cada vez mais discutido e atualizado para melhorias. Para uma melhor implementação do cuidado nutricional, as unidades de alimentação e nutrição hospitalar são organizadas em duas subunidades: uma responsável pelo planejamento, produção e distribuição das refeições e outra pelo atendimento clínico nutricional. Dentre várias outras coisas, existem mapas de dieta para a padronização, que incluem as mudanças nas consistências, dietas especiais, modificadas, etc. Em relação às dietas modificadas em relação a sua consistência, marque a alternativa que apresenta a opção menos evoluída para a mais evoluída. a) Líquida, pastosa, pastosa liquidificada, branda e geral. b) Líquida restrita, líquida completa, pastosa, pastosa liquidificada, branda e geral. c) Líquida, líquida pastosa, pastosa, pastosa liquidificada, branda e geral. d) Líquida restrita, líquida completa, pastosa liquidificada, pastosa, branda e geral. AULA 25/08 AVALIAÇÃO NUTRICIONAL É a abordagem para a definição do estado nutricional por meio das histórias médica, alimentar e medicamentosa,do exame físico, das medidas antropométricas e dos exames bioquímicos. Inclui ainda a organização e a análise das informações por um profissional habilitado. ESTADO NUTRICIONAL Reflete o equilíbrio entre a ingestão e a demanda (necessidade) de nutrientes de um indivíduo. A demanda de nutrientes cobre as necessidades básicas do corpo, mesmo para períodos de crescimento e de desenvolvimento, como infância, adolescência e gestação. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL Esta área evoluiu da simples avaliação do peso e da ingestão alimentar para investigações profundas, incluindo fatores inter-relacionados, teste laboratoriais sofisticados e análises complexas da composição corporal. Um único método de avaliação não reflete, precisamente, o estado nutricional e metabólico dos indivíduos. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Métodos para avaliar o estado nutricional: MÉTODOS OBJETIVOS/ MÉTODOS SUBJETIVOS Antropometria / Semiologia Nutricional/ exame físico Composição corporal / Avaliação subjetiva global (ASG) Parâmetros bioquímicos / Mini Avaliação Nutricional (MAN) Bioimpedância/ DEXA / Nutrition Risk Screening (NRS-2002) MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL Os métodos de avaliar o estado nutricional podem ser diretos ou indiretos. Diretos: diagnóstico nutricional direto / Diretamente ligado ao estado nutricional. Indiretos: fatores de risco à que a população está exposta (pode-se predizer o risco). MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL Os métodos de avaliar o estado nutricional podem ser diretos ou indiretos. DIRETOS / INDIRETOS Antropometria / Dietéticos Composição corporal / Socioeconômicos Parâmetros bioquímicos / Indicadores de saúde (mortalidade infantil) Exames Clínicos (TC de Crânio) / Pesquisas Nacionais (VIGITEL) AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA O termo antropometria tem sua origem do grego: anthropo, que significa homem, e metron, medida. A antropometria envolve a obtenção de medidas físicas de um indivíduo para relacioná-las com um padrão que reflita o seu crescimento e desenvolvimento. Essas medidas físicas compõem a avaliação nutricional. Pela antropometria, é possível, estudar a composição corporal humana e os seus diversos constituintes; Normalmente a massa corporal total é expressa em porcentagens de gordura e massa magra especificar quais desses componentes estão relacionados com os processos de saúde, doença e qualidade de vida do indivíduo. -Avaliação das dimensões físicas e da composição global do corpo humano. Ex: peso e altura Os resultados são comparados com valores de referência, obtidos de grande número de indivíduos. IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL ** 1. Meio de caracterizar populações ou segmentos específicos de uma população; 2. Instrumento para estudar características peculiares sexuais e raciais; 3. Forma de descrever a maturação e envelhecimento normal e anormal; 4. Base para indicação de dietas e parecer nutricional; 5. Fornecer embasamento para a administração de drogas e outras terapias; 6. Auxiliar na identificação primária de distúrbios metabólicos; 7. Como um dos instrumentos para classificação da aptidão física; 8. Guia para atletas e treinadores. ESCOLHA DOS INSTRUMENTOS E TÉCNICA Considerar o melhor método para o que se deseja detectar. Levar em consideração o custo. Nível de habilidade do avaliador. Tempo disponível. Receptividade da população em estudo. Riscos para a saúde dos avaliados. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce AVALIAÇÃO CLÍNICA Individual e populacional EXERCÍCIO Classificar quanto ao tipo de método utilizado (direto x indireto): a)A alimentação da população brasileira vem aumentando em calorias provenientes de bebidas artificiais, embutidos e industrializados. Indireto avaliação do consumo alimentar b) A mortalidade infantil por diarreia em determinada zona rural do Nordeste é quatro vezes maior que na zona urbana do mesmo município. Indireto estudos demográficos Classificar quanto ao tipo de método utilizado: c) O paciente F.T.G apresenta IMC de 32kg/m2 , sendo classificado como obeso. Direto: exames antropométricos. d) Cerca de 40% das crianças avaliadas apresentaram hemoglobina menor que 10mg/dL, apresentando-se anêmicas. Direto: exames bioquímicos. ESTADO NUTRICIONAL Pode ter três tipos de manifestação orgânica: 1. Adequação Nutricional (Eutrofia): equilíbrio entre o consumo em relação às necessidades nutricionais. 2. Carência Nutricional: manifestações produzidas pela insuficiência quantitativa e/ou qualitativa do consumo de nutrientes em relação às necessidades nutricionais deficiência de ferro, Vit D. 3. Distúrbio Nutricional: manifestações produzidas pelo excesso e/ou desequilíbrio de consumo de nutrientes em relação às necessidades nutricionais obesidade x magreza. Qual o método de escolha a ser usado na avaliação do estado nutricional em serviços de saúde? Para a vigilância do estado nutricional é preconizado o método antropométrico. A antropometria é um método de investigação em nutrição baseado na medição das variações físicas e na composição corporal global. É aplicável em todas as fases do ciclo de vida e permite a classificação de indivíduos e grupos segundo o seu estado nutricional. Tem como vantagens ser barato, simples, de fácil aplicação e padronização, além de pouco invasivo. Possibilita que os diagnósticos individuais sejam agrupados e analisados de modo a fornecer o diagnóstico de coletivo, permitindo conhecer o perfil nutricional de um grupo. A antropometria, além de ser universalmente aceita, é apontada como sendo o melhor parâmetro para avaliar o estado nutricional de grupos populacionais. Dados de identificação: - Data de nascimento (idade) - Sexo Dados antropométricos: - Peso - Altura Com estes dados, pode-se calcular os índices antropométricos ou nutricionais mais utilizados, lembrando que cada uma das fases do ciclo de vida possui referências e pontos de corte diferenciados. O que é índice e ponto de corte? O índice é o resultado da razão entre 2 ou mais medidas/variáveis, o qual isoladamente, não fornece um diagnóstico. A importância do índice é a possibilidade de interpretar e agrupar medidas. Exemplo: Peso em relação a idade, Estatura em relação a idade, IMC em relação a idade. Para ser feito um diagnóstico antropométrico, é necessária a comparação dos valores encontrados na avaliação com os valores de referência ditos como “normais”, para identificar se existe alteração ou não. Os limites de normalidade são chamados de pontos de corte. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Os pontos de corte são, portanto, limites estabelecidos (inferiores e superiores) que delimitam, com clareza, o intervalo de normalidade. O que é padrão ou população de referência? É uma população cujas medidas foram aferidas em indivíduos sadios, vivendoem condições socioeconômicas, culturais e ambientais satisfatórias, tornando-se uma referência para comparações com outros grupos. Com a distribuição gráfica das medidas de peso e altura de indivíduos normais, são construídas curvas de referência. PESO É a soma de todas os componentes corporais e reflete o equilíbrio proteicoenergético do indivíduo. Peso atual: é o encontrado no momento da avaliação. Peso usual ou habitual: é utilizado como referência na avaliação de mudanças recentes de peso e em casos de impossibilidade de aferir o peso atual. Peso ideal: calculado pelo índice de massa corporal e pela estatura. PI= IMC médio x (altura)² VAMOS CALCULAR O PESO IDEAL? Valores médios de IMC segundo a OMS: Homens: 22,0 Kg/m2 Mulheres: 20,8 Kg/m2 Faixa de Normalidade de IMC segundo a OMS (1995; 1998): Homens e mulheres: 18,5 a 24,9 Kg/m2 EXEMPLO PESO IDEAL: ESTIMATIVA DE PELO IMC Valor médio de IMC (OMS) para homens: 22,0 Dados: Sexo: masculino Idade: 32 anos Altura: 1,71m. Peso ideal = IMC médio x altura² PI = 22 x (1,71)² PI = 64,33 Kg MUDANÇA DE PESO A mudança de peso (ou perda de peso) involuntária constitui importante informação para avaliar a gravidade do problema de saúde, visto que a perda de peso tem alta correlação com mortalidade. A perda de peso maior que 10% do peso usual está relacionada com imunodeficiência e risco cirúrgico. AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA TÉCNICAS DE MEDIÇÃO: PESO A balança é o instrumento utilizado para medir a massa corporal total do indivíduo. TÉCNICAS DE MEDIÇÃO: MASSA COPRORAL / PESO A balança é um dos equipamentos utilizados que mais produz erro por falta de manutenção. Um bom avaliador confere regularmente Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce seus equipamentos de medição, principalmente antes de iniciar as avaliações. TÉCNICAS DE MEDIÇÃO: MASSA CORPORAL / PESO Alguns cuidados são fundamentais para a precisão das medidas e a padronização dos dados, como: A pessoa deve ser pesada com o mínimo de roupa possível e sem sapatos. Solicitar que retire todos os ornamentos e objetos dos bolsos, principalmente chaves, cintos, celulares, óculos etc. De preferência, realizar a pesagem antes de grandes refeições. A pessoa deve estar sem calçados (sapato, chinelo, tênis). Quando se tratar de balança eletrônica, posicionar o indivíduo a ser medido no centro da base da balança, mantê-lo parado e realizar a leitura diretamente do visor. As balanças mecânicas devem estar travadas antes de sua utilização; Posicionar o indivíduo a ser medido no centro da base da balança; Destravar a balança somente após o indivíduo estar posicionado. ESTATURA ALTURA: é considerada indicadora das condições de vida de uma população, uma vez que seu déficit pode refletir inadequações nutricionais de caráter crônico. Utilidade: - Usada em associação com o peso para compor o IMC - Cálculo do peso ideal - Cálculo das necessidades energéticas PROTOCOLO DE AFERIÇÃO Solicite que o indivíduo: 1. Retire os sapatos. 2. Retire "roupas pesadas" (casacos, jaquetas, blusas grossas). 3. Remova enfeites e prendedores de cabelo (fivelas, tiaras, lenços, presilhas, laço, faixa, etc). 4. Desfaça qualquer tipo de penteado (rabo- de-cavalo, coque, trança etc). AULA 08/09 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) Indicador que incorpora medidas simples e expressa de algum modo as reservas energéticas do indivíduo Quételet (1830): Peso (kg) / altura (m2) Índice de Massa Corporal (IMC) utiliza o peso e a estatura como critério diagnóstico; Útil tanto em nível individual como populacional; IMC um dos métodos utilizados para avaliar o estado nutricional; Risco Relativo de mortalidade curvas em forma de “U” ou de “J” invertido; Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce IMC SE CORRELACIONA: Gordura corporal r = 0,90; Prega cutânea subescapular(PCSe) r =0,70; Prega cutânea tricipital (PCT) r > 0,60; % de gordura corporal r > 0,70; Circunferência abdominal (CC) r = 0,80. IMC: alta correlação com peso corporal e parâmetros de gordura. IMC EM IDOSOS: Em idosos, porém, seu emprego apresenta controvérsias em função do decréscimo de estatura, acúmulo de tecido adiposo, redução da massa corporal magra e diminuição da quantidade de água no organismo. Assim, vem sendo muito discutido o uso do IMC e dos limites de normalidade adotados para análise de desnutrição, sobrepeso e obesidade em idosos. Existem duas referências para a classificação do IMC: a primeira foi estipulada pela OMS e a outra, proposta por Lipschitz. Há críticas sobre o uso dos mesmos pontos de corte para classificar obesidade em adultos e idosos, pois mudanças na composição corporal, associadas ao processo de envelhecimento, devem ser consideradas. Os pontos de corte propostos por Lipschitz levam em consideração as mudanças na composição corporal que ocorrem com o envelhecimento quando comparados com os indivíduos adultos. Ainda não há consenso quanto ao ponto de corte de IMC mais adequado para avaliar o estado nutricional de idosos, e não há no Brasil algum estudo de base populacional que avalie a adequação do IMC como marcador de adiposidade em idosos. IMC: LIMITAÇÕES IMC não possibilita determinar a composição corporal e não expressa a distribuição de gordura corporal; É importante na determinação do risco de muitas doenças. Pessoas com elevada quantidade de massa muscular podem apresentar elevado IMC, mesmo que a gordura corporal não seja excessiva. O uso dos padrões do IMC de adultos para os idosos não é consensual, principalmente porque os pontos de corte podem ser inapropriados, pelas mudanças da composição corporal associadas ao envelhecimento. Os métodos antropométricos precisam ser validados para os idosos. As diferenças entre jovens e idosos em relação ao peso e a outras variáveis antropométricas são devidas, em parte à influência do tamanho corpóreo, ao conteúdo de gordura e efeitos fisiológicos da idade, como perda de peso, osteoporose, mudança na distribuição da adiposidade subcutânea e alterações da elasticidade e tônus da pele. O uso dos padrões do IMC de adultos para os idosos não é consensual, principalmente porque os pontos de corte podem ser inapropriados, pelas mudanças da composição corporal associadas ao envelhecimento. Os métodos antropométricos precisam ser validados para os idosos. As diferenças entre jovens e idosos em relação ao peso e a outras variáveis antropométricas são devidas, em parte à influência do tamanho corpóreo, ao conteúdo de gordura e efeitos fisiológicos da idade, como perda de peso, osteoporose, mudança Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce na distribuição da adiposidade subcutânea e alterações da elasticidade e tônus da pele. A redistribuição de gordura das extremidades para áreas viscerais impede uma estimativa adequada da composição corporal quando modelosantropométricos baseados em adultos jovens são aplicados aos idosos. A substituição do tecido muscular por gordura intramuscular não é refletida em medidas antropométricas e pode subestimar a gordura corpórea em idosos, entretanto, indica percentual de gordura corporal muito mais alto para idosos do que para jovens. O peso, do qual o IMC é derivado, é a mais importante medida antropométrica, contudo, nem sempre é obtido de modo fácil, especialmente pelas dificuldades de mobilidade, presença de doenças e falta de equipamento adequado para sua obtenção em idosos PERÍMETRO DA CINTURA Além do IMC, existem outros métodos de análise da composição corporal, tais como as medidas das dobras cutâneas e as medidas de perímetros de partes específicas do corpo. As medidas de perímetros são indicadas quando o indivíduo apresenta quantidade de gordura corporal excessiva e quando se deseja agrupar informações orientadas ao padrão de distribuição regional de gordura no corpo. PERÍMETROS: AS MEDIDAS DOS PERÍMETROS SÃO INDICADAS QUANDO: O avaliado apresentar quantidade de gordura corporal excessivamente elevada, o que faz as espessuras de dobras cutâneas ultrapassarem o limite recomendável que possa assegurar medidas de boa qualidade ( 40mm); Quando o objetivo é reunir informações direcionadas ao padrão de distribuição regional da gordura corporal Vantagens: •Simplicidade; •Facilidade; •Aceitabilidade. Desvantagens: • Demonstra fragilidade como variável preditora da quantidade de gordura corporal em razão de suas dimensões incluírem outros tecidos e órgãos além do tecido adiposo. Pontos a serem observados: Uso de fita métrica inextensível e não elástica; Realização de medidas seriadas pelo mesmo observador (triplicata); Cuidados para evitar compressão do tecido adiposo subcutâneo no momento da medição; Posicionamento correto da fita. PERÍMETRO DA CINTURA Pontos a serem observados: Cuidados na avaliação de obesos mórbidos. A medida pode não ser tão fidedigna. “Barriga de avental”. (obesos. Umbigo localizado mais em baixo) Indicam risco de doenças cardiovasculares pela alta proporção de gordura localizada na região abdominal; Mais recentemente: apenas o perímetro abdominal (cintura) prediz o risco de doenças associadas com a distribuição abdominal de gordura; Correlaciona-se: IMC, gordura corporal total e com a gordura intraabdominal. CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA: Pontos de corte para CC para homens e mulheres e risco de complicações metabólicas associados com obesidade. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Obesidade abdominal (central) importante fator de risco para diabetes, dislipidemias, hipertensão, doenças cerebrovasculares e cardiovasculares. Gordura abdominal = gordura subcutânea e gordura intra-abdominal (visceral) DIFERENTES PONTOS PARA AFERIÇÃO DO PERÍMETRO DA CINTURA Ponto médio entre a crista ilíaca e a última costela recomendado pela Organização Mundial da Saúde; Menor cintura entre o tórax e o quadril recomendado pelo Anthropometric Standardization Reference Manual; Nível exatamente acima das cristas ilíacas recomendado pelo National Institute of Health; Nível umbilical. RELAÇÃO CINTURA/ESTATURA: RCE Relação cintura estatura (RCE): medida simples que apresenta a vantagem de permitir o uso de um ponto de corte único (RCE maior ou igual: 0,5), aplicável a todos os indivíduos independente do sexo, faixa etária e raça/etnia. A recomendação para se “manter a cintura a menos da metade da estatura” poderia ser utilizada desde a infância até a vida adulta no mundo todo, com mensagens simples e de fácil compreensão pela população (Ashwell & Hsieh, 2005; McCarthy & Ashwell, 2006). CIRCUNFERÊNCIA DO QUADRIL: RCQ A razão cintura-quadril (RCQ) é um índice simples e prático para a identificação da distribuição da gordura, podendo ser usado como índice do nível de adiposidade, mas não independente das concentrações de colesterol e pressão sanguínea. Além disso, independente do nível geral de sobrepeso, a proporção da circunferência cintura-quadril é associada aos níveis diversos de lipídios, lipoproteínas e insulina, sendo por isso considerado como um forte preditor de doença cardíaca coronariana. RCQ= circunferência da cintura / circunferência do quadril (tudo em cm) CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA (CP) A CP tem sido utilizada como preditora da quantidade, função muscular e poderia ser uma alternativa para diagnóstico de sarcopenia, que é caracterizada pela perda de massa e função muscular. Esta medida indica alterações na massa magra que ocorrem com a idade e com o decréscimo na atividade física. É particularmente recomendada na avaliação nutricional de pacientes acamados. Medida mais sensível da perda de massa muscular nos idosos; A medida deverá ser realizada na perna, na sua parte mais protuberante. TÉCNICA PARA AFERIÇÃO: Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce O indivíduo deverá estar deitado ou sentado na mesma posição utilizada para a altura do joelho. A medida deve ser aferida lateralmente, posicionando a fita na circunferência máxima da panturrilha, e a leitura deve ser realizada no milímetro mais próximo. Adequada: ≥ 31 cm para homens e para mulheres. Valores < 31cm indicam perda de massa muscular GORDURA CORPORAL O aumento da gordura corporal total ou visceral traz prejuízos à saúde. Tem sido observado ao longo do tempo que a gordura visceral representa fator de risco mais proeminente que a gordura corporal total, em se tratando de intercorrências metabólicas. Avaliar e detectar alterações na composição corporal o mais precocemente possível pode contribuir na redução de efeitos decorrentes dos problemas de saúde acarretados Existem diversos métodos que podem ser utilizados nesta avaliação, entre eles métodos mais acurados e precisos, entretanto dispendiosos, morosos e de execução complexa. Pode ser utilizado o método de absortometria por dupla emissão de raios-X (DEXA), pesagem hidrostática, ressonância magnética e tomografia computadorizada (TC). TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA Para determinação do tecido adiposo visceral, a tomografia é considerada, classicamente, o método mais eficaz e preciso; entretanto, torna-se inviável em função do seu alto custo e exposição a irradiação. -Avaliação rápida -Necessita radiologista para executar o teste -Esposição à radiação BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA • O aparelho de bioimpedância avalia a condutividade elétrica dos diversos tecidos corporais, estimando assim a composição corporal. • O método é não invasivo, proporcionando uma medida direta da impedância corporal através dos seguintes parâmetros: resistência, reatância, ângulo agudo de fase. • Associados aos dados de idade, sexo, estatura e peso do indivíduo, fornecerão os resultados da composição corporal. • A impedância varia de acordo com o tecido corporal, sendo superior na massa magra, devido à maior concentração de água e eletrólitos nesse tecido. • Tem sido muitoutilizada na prática clínica e tem apresentado menores erros de estimativas da composição corporal do que as equações de pregas cutâneas. • Condução de uma corrente elétrica indolor, de baixa intensidade aplicada por meio de cabos, eletrodos ou superfícies condutoras. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce ULTIMA AULA NECESSIDADES E RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS NECESSIDADES NUTRICIONAIS: São definidas como a menor quantidade de determinado nutriente suficiente para promover a saúde e prevenir carências nutricionais. RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS: As quantidades de energia e de nutrientes que devem conter os alimentos consumidos para satisfazer as necessidades de quase todos os indivíduos de uma população sadia. Variam de acordo com a idade, sexo e estado fisiológico. Qual a Necessidade de Padrões de Recomendações Nutricionais? Objetivos das recomendações: Estabelecer as recomendações individuais de ingestão; Prevenir doenças; Facilitar pesquisas em nutrição e orientação nutricional; Estabelecer normas de segurança. Histórico das Recomendações Nutricionais Após a II Guerra Mundial: OMS (saúde dos povos e condição nutricional) FAO (produção e Distribuição de alimentos) Acesso aos alimentos => requisito indispensável 1940: Estudo das recomendações nutricionais pelo FNB (Food and Nutrition Board). 1943: RDA (Recommended Dietary Allowances). Revisada 11 vezes até 1989. Avaliação e planejamento dos planos alimentares. Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Ingestão Diária Recomendada (DRIS): conceito: A Ingestão Diária Recomendada ou DRIS (sigla em Inglês, Dietary Refence Intakes) são valores que apontam a quantidade estimada de algum nutriente que o indivíduo deve consumir. Elaborada pelo comitê do Food and Nutrition Board do Institute of Medicine (IOM)- Canadá e EUA. As DRIS consideram: 1- Valores de nutrientes com o objetivo de diminuir doenças crônicas não transmissíveis quando dados específicos do nutriente estão disponíveis. Não consideram somente sinais de deficiência. 2- 2- Elas apresentam níveis superiores de ingestão, quando se têm os dados de risco do nutriente para a saúde. 3- Nas DRIS foram incluídos mais estudos para se estabelecer um valor dos componente no alimentos. ADULTOS Para a Organização Mundial da Saúde (2013), compreende a faixa etária da idade adulta dos 20 aos 59 anos. Sendo considerado adulto jovem de 20 a 40 anos, e meia-idade dos 40 ate os 59 anos. A fase adulta constitui um tempo ideal para a promoção de uma saúde positiva e para as mensagens sobre a prevenção de doenças. A fase adulta oferece oportunidades únicas para avaliar o próprio estado de saúde, para atuar positivamente sobre ele e para mudar os fatores negativos que lhes afetam a qualidade de vida. Escolhas quanto ao estilo de vida, incluindo atividades físicas, constroem a base para a saúde e o bem-estar. Adequada nutrição = prevenção de doenças Grande preocupação é com a manutenção do peso => DCNT e qualidade de vida. Deve-se estar atento a: Atividade ocupacional e estilo de vida; Hábitos alimentares Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Taxa de Metabolismo Basal (TMB) É definido como: Consumo de energia pelo organismo em jejum. Em estado de repouso físico e mental. Geralmente ele é determinado pela manhã, após 12 horas de sono e antes do indivíduo fazer qualquer atividade, estando ele acordado. O metabolismo basal representa a perda inevitável de calor devido ao metabolismo celular. Corresponde a cerca de 60 a 75% do gasto energético diário. Se refere à quantidade mínima de energia despendida para manter os processos corpóreos vitais do organismo: respiração, circulação, metabolismo celular, atividade glandular e conservação da temperatura corpórea. Fatores que influenciam a TMB Peso Idade %Gordura Corporal Clima Dieta Febre Ciclo menstrual Gravidez Tabagismo Atividade Física Glândulas Endócrinas Patologias Massa corpórea magra (MCM) ↔ apontada como o principal determinante -> maior consumo de oxigênio. Diferença entre sexos: as mulheres, em geral, tem metabolismo 5 a 10% menor do que os homens, mesmo quando da mesma altura e peso Dieta -> aumento do consumo de oxigênio após a ingestão de alimentos Gasto energético aumenta devido ao processo de digestão, absorção e armazenamento dos nutrientes. Ciclo menstrual -> aumento de ± 10% na TMB de mulheres no período pré-menstrual e durante a menstruação. Gasto energético aumenta devido ao a alterações dos níveis de progesterona que eleva a produção de calor corporal. Idade: Relacionada com redução da MCM, Utilização de energia para deposição de tecidos, ↓ de energia durante o envelhecimento. Estado nutricional: TMB desnutridos Durante o sono: TMB ± 10%. Clima: TMB climas frios Febre: TMB 13% cada grau acima de 37°C Gravidez: o metabolismo basal da gestante ↑ pelo aumento da atividade de órgãos como: coração, pulmões e outros e maior demanda de O2. Alguns pesquisadores sugerem que o aumento seja de 20-28% acima do normal. Atividade Física 2º maior componente do gasto energético ↔ 15 a 30% da necessidade. Componente mais variável do gasto energético. Atividade física é definida como qualquer movimento corporal, produzido por contração muscular, que tenha como resultado maior dispêndio de energia Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce Beatriz Realce