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Dislipidemi� 
 ● colesterol: faz membrana plasmática e vitaminas, hormônios, vit. D, ácidos 
 biliares 
 ● triglicerídeos: energia na forma de ácidos graxos 
 ● fosfolipídeos: compõe membrana plasmática 
 ● lipoproteínas: transportam pelo nosso corpo os lipídios que são hidrofóbicos . 
 Podem ser de alguns tipos: 
 ● apolipoproteínas (Apo) + lipídeos: responsáveis pela solubilização e transporte de 
 lipídeos ( quilomícrons, VLDL, LDL,HDL) 
 1. Após consumo do alimento o TG é transformado em ácido graxo pelas lipases 
 pancreáticas e a NPC1-L1 facilita a absorção intestinal para o sistema linfático ( 
 forma quilomícrons) 
 2. O quilomícron é hidrolizado pela LPL formando remanescentes e ácidos graxos 
 livres 
 Sthephanie Almeida 
 Medicina Funorte - turma 24 
 3. O fígado captura os remanescentes e através da MTP forma o VLDL e manda para 
 circulação 
 4. LPL hidrolisa os triglicerídeos do VLDL, libera ácidos graxos e remanescentes, 
 originando IDL que é removido do plasma e pela ação do HPL forma LDL 
 5. Hdl faz transporte reverso do colesterol para o fígado 
 RICAS EM 
 TRIGLICÉRIDE 
 S 
 ( maiores e menos 
 densas) 
 quilomícrons 
 ( origem 
 intestinal) 
 Apo 48 
 VLDL 
 (lipoprot. de 
 densidade muito 
 baixa) 
 origem hepática 
 Apo 100 
 RICAS EM 
 COLESTEROL 
 LDL HDL 
 Apo AI e AII 
 IDL e 
 LIPOPROTEÍNA 
 ( ligação de LDL e 
 apo) 
 densidade 
 intermed, 
 Classificação : 
 DOENÇA ACÚMULO NO 
 PLASMA 
 CAUSA TRATAMENTO 
 Hipertriglice 
 ridemia 
 quilomícrons e 
 VLDL 
 diminuição da hidrólise do TG 
 por lipoproteínas pela LPL ou 
 aumento da síntese de VLDL 
 fibratos, ômega 3, niacina 
 dieta: perda de peso e redução 
 de lipídios na dieta 
 Hipercoleste 
 rolemia 
 LDL doenças monogênicas, defeito 
 em LDLR ou no gene da 
 APO100 
 estatina, ezetimiba, 
 colestiramina, inib. PCSK9 
 dieta: livre de ácidos graxos 
 trans, reduz consumo de AG 
 saturado e substituir por 
 poli insaturados 
 hipercolesterolemia 
 isolada 
 LDL≥ 160 hipertrigliceridemi 
 a isolada 
 TG ≥ 150 ou 
 ≥ 175 se sem jejum 
 hiperlipidemia 
 mista 
 LDL ≥ 160 + TG ≥ 
 150 ou 175 
 hdl baixo < 40 homem 
 <50 mulher 
 Diagnóstico: deve solicitar os seguintes exames 
 1. Colesterol total 
 2. triglicerídeos 
 Sthephanie Almeida 
 Medicina Funorte - turma 24 
 3. HDL 
 OBS: o LDL é calculado 
 ● se triglicerídeos < 400 ( colesterol total - hdl - ( triglicerídeos/5) 
 ● se triglicerídeos > 400 (não hdl-c = CT - HDL-C) 
 Rastreamento: 
 ● NCEP: fazer exames a cada 5 anos em pacientes com menos de 20 anos de idade 
 em caso de valores normais. 
 ● ACP: fazer exames a partir de 35 ( homem) e 45 ( mulher) 
 Estratificação: 
 Escore de risco global: estima o risco de IAM, AVC, ICC,INS. vascular periférica em 10 
 anos. 
 SEM TRATAMENTO O QUE FAZER? COM 
 TRATAMENTO 
 RISCO 
 MUITO 
 ALTO 
 tem doenças aterosclerótica 
 significativa (com ou sem eventos 
 clínicos OU obstrução de > 50%) 
 fazer prevenção 
 secundária de novo 
 evento 
 medicamentos já em 
 associação 
 com as 
 modificações do 
 estilo de 
 vida 
 Deve fazer correção 
 do CT para o cálculo 
 de ERG. 
 CT x 1,43 
 ALTO RISCO 
 ( ERG >20% 
 em homem e 
 >10% 
 mulher) 
 portadores de aterosclerose 
 subclínica documentada: 
 ● US de carótidas, 
 ● ITB > 0,9, 
 ● CAC> 100, 
 ● placas de aterosc. na 
 angioTC, 
 ● aneurisma de aorta 
 abdominal, 
 ● DRC definida por TGF < 
 60, 
 ● LDL > 190, 
 ● tabagismo, has, sínd. 
 metabólica, DASC, 
 ● DM com LDL 70-189 + 
 Homem > 48 anos e 
 Mulher>54 anos, 
 ● microalbuminúria>30, 
 ● histórico familiar pra DCV 
 prematura 
 prevenção primária 
 medicamentos já em 
 associação 
 com as 
 modificações do 
 estilo de 
 vida 
 INTERMEDI 
 ÁRIO RISCO 
 (ERG entre 
 DM sem fatores adicionais ou 
 doença aterosclerótica subclínica 
 medidas do estilo 
 de vida, e 
 associação de 
 Sthephanie Almeida 
 Medicina Funorte - turma 24 
 5-20% homem 
 e 5-10% 
 mulher) 
 medicamentos, 
 se necessário. O 
 tempo de 
 reavaliação pode ser 
 de 3 a 6 
 meses. 
 BAIXO 
 RISCO 
 (ERG <5%) 
 medidas do estilo 
 de vida, e 
 associação de 
 medicamentos, 
 se necessário. O 
 tempo de 
 reavaliação pode ser 
 de 3 a 6 
 meses. 
 Tratamento: 
 ● ezetimibe 10mg: atua nos NPC1L1. Não usar em doença hepática aguda ( vai inibir 
 absorção intestinal do colesterol por atuar nos receptores NPC1L1 que transportam 
 colesterol. Isso reduz colesterol e estimula síntese de LDLR,causando redução tb 
 de ldl) 
 ● fibratos: atua na PPAR- alfa, aumenta LPL 
 Os fibratos devem ser utilizados com cautela na insuficiência renal. 
 ● estatinas: age na HMG coa redutase ( Atorvastatina 80mg e Rosuvastatina 20mg, 
 Sinvastatina) 
 Os pacientes devem ser monitorados com medidas da CPK (creatino fosfoquinase) e 
 transaminases hepáticas no início do tratamento e a cada mudança de dose da estatina. 
 ● Inibidor da PCSK9 
 ● Niacina: atua na lipase tecidual 
 é contraindicado em pacientes portadores de úlcera péptica e hepatopatias. 
 ● Resinas: atua nos ácidos biliare 
 ● gestante: usar colestiramina 
 ● DRC: não iniciar estatina ou ezetimibe mas se já tomava antes de ser renal crônico 
 deve continuar 
 PREVENÇÃO PRIMÁRIA: 
 ● ALTO RISCO: estatina em dose alta e se não tolerar pode ser de dose 
 moderada 
 Sthephanie Almeida 
 Medicina Funorte - turma 24 
 ● MODERADO RISCO: dieta cardioprotetora, tratar tabagismo, cautela 
 com AINES, considerar estatina se tiver dificuldade de alcançar as metas 
 ● BAIXO RISCO: parar de fumar, boa alimentação, atividade física, tratar 
 HAS, estatina se LDL>160 
 PREVENÇÃO SECUNDÁRIA: 
 ● ALTO RISCO: estatina sempre, exceto se não tolerada. 
 - >75 anos: moderada 
 - < 75 anos: alta 
 HIPERTRIGLICERIDEMIA: 
 ● TG 150-499: mudança do estilo de vida e considerar fibrato se fatores de 
 risco cv alto 
 ● TG > 500: fibrato por risco de pancreatite ( CIPROFIBRATO 100MG VO) 
 ALTA INTENSIDADE 
 ( redução de > 50%) 
 MODERADA 
 INTENSIDADE 
 ( redução de 30- 50%) 
 BAIXA INTENSIDADE 
 ( redução de < 30%) 
 atorvastatina ( 80mg) atorvastatina 10mg Sinvastatina 10mg 
 Sinvastatina 40 + Etizimibe 
 10 mg 
 Rosuvastatina 10mg Provastatin 10 -20mg 
 Sinvastatina 20-40 mg lovastatin 20mg 
 Sthephanie Almeida 
 Medicina Funorte - turma 24 
 Síndrom� Metabólic� 
 definição: conjunto de fatores de risco cardiovascular relacionados à deposição de gordura 
 central e resistência à insulina 
 critérios: 3 ou mais 
 NCEP ATP III IDF OMS 
 CRITÉRIOS 
 PRESENTES P/ A 
 SÍNDROME 
 presença de 3 fatores 
 sem prioridade 
 presença de 
 alteração na circunf. 
 abdominal e mais 2 
 fatores 
 presença de 
 resistência a insulina 
 e outros 2 fatores 
 OBESIDADE cintura: 
 homens: > 102 cm 
 mulheres: > 88 cm 
 de acordo com sexo 
 e etnia 
 homem > 90 cm 
 mulher > 80 cm 
 cintura quadril 
 homem: 0,9 cm 
 mulher: 0,85 cm 
 OU IMC > 30 kg/m² 
 PERFIL 
 GLICÊMICO 
 glicemia jejum > ou 
 = 110 ou faz 
 tratamento 
 glicemia jejum > ou 
 = 100 ou em 
 tratamento 
 HbA1c: 5,7% 
 TOTG: 140 
 GL :100mg/dl 
 PRESSÃO 
 ARTERIAL 
 > ou - 130 x 85 ou 
 em tratamento 
 > ou = 130x85 ou 
 tratamento 
 > ou = 140x 90 ou 
 tratamento 
 PERFIL 
 LIPÍDICO 
 triglicérides > 150 
 ou em tratamento 
 HDL: 
 homem: < 40 
 mulher: < 50 
 triglicérides > 150 
 ou em tratamento 
 HDL: 
 homem: < 40 
 mulher: < 50 
 triglicérides > 150 
 ou em tratamento 
 HDL: 
 homem: < 35 
 mulher: < 40 
 ALBUMINA microalbuminúria > 
 30 
 não é critério: peso, esteatose hepática, LDL 
 Sthephanie Almeida 
 Medicina Funorte - turma 24

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