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ESTUDO_DIRIGIDO_Seguranca_Internacional (1)

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Segurança Internacional – Estudo Dirigido 
 
 
Material de disciplina 
VILLA, Rafael Duarte. Segurança Internacional: Leituras Contemporâneas. Curitiba: Intersaberes. 2020. 
Videoaulas da profa. Dr. Caroline Cordeiro 1 a 6 
Rotas de Aprendizagem 1 a 6 
 
Neste breve resumo, destacamos a importa ncia para seus estudos de alguns temas diretamente relacionados ao 
contexto trabalhado nesta disciplina. Os temas sugeridos abrangem o conteu do programa tico da sua disciplina 
nesta fase e lhe proporcionara o maior fixaça o de tais assuntos, consequentemente, melhor preparo para o 
sistema avaliativo adotado pelo Grupo Uninter. Esse e apenas um material complementar, que juntamente com a 
Rota de Aprendizagem completa (livro-base, videoaulas e material vinculado) das aulas compo em o referencial 
teo rico que ira embasar o seu aprendizado. Utilize-os da melhor maneira possí vel. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
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do Centro Universita rio, bem como responder ações judiciais no âmbito cível e criminal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
 
 
Tema: Segurança Internacional e as suas abordagens tradicionais............................................................................... 4 
Tema: Abordagens Ampliadoras e Aprofundadoras da Segurança Internacional ........................................................ 7 
Tema: Estudos da Paz e Operaço es da Paz da ONU ....................................................................................................... 10 
Tema: Conflitos Internacionais e Novas Ameaças ......................................................................................................... 15 
 
 
 
 
 
 
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Tema: Segurança Internacional e as suas abordagens tradicionais 
“O Realismo Cla ssico prevaleceu sobre as demais perspectivas ate meados de 1970. Nessa 
de cada, houve uma reaça o face a s concepço es teo ricas tradicionais, por na o mais refletirem o 
cena rio internacional. O perí odo de distensa o entre Estados Unidos e Unia o Sovie tica, que se 
seguiu a Crise dos Mí sseis (1962); o te rmino da Guerra Fria sem a eclosa o de um conflito direto; 
o repu dio, nos Estados Unidos, da Guerra do Vietna ; e a crise do petro leo de 1973, em que paí ses 
fracos impuseram seus interesses polí ticos e econo micos a paí ses fortes, evidenciaram as 
limitaço es das perspectivas cla ssicas para interpretar o sistema internacional contempora neo. 
Ale m disso, a crescente releva ncia dos assuntos econo micos contestava a centralidade do papel 
do Estado nas relaço es internacionais. Empresas transnacionais, organizaço es internacionais e 
organizaço es na o governamentais (ONGs) despontaram como fatores de influe ncia na arena 
internacional, ensejando crí ticas a doutrina realista. Nesse contexto, Kenneth Waltz procurou 
resgatar o realismo diante das crí ticas que proliferavam. Sua obra Theory of International 
Politics (1979) representou um ponto de inflexa o no desenvolvimento de modelos para ana lise 
das relaço es internacionais. Ela marcou o surgimento do Neorrealismo ou Realismo Estrutural, 
vertente teo rica que buscou aprimorar e refinar o Realismo Cla ssico”. Fonte: PERES, H. F. O 
debate entre Neorrealismo e Neoliberalismo. Intersaberes (Facinter), v. 4, p. 69-88, 2009. De 
acordo com o livro base da disciplina, “Para ale m de qualquer diverge ncia entre realismo 
cla ssico e o neorrealismo ambas perspectivas coincidem em tre s pontos: a polí tica internacional 
e estado-ce ntrica, resumida no seu mais importante ator, o estado; segundo, a polí tica 
internacional tem uma natureza conflituosa, a paz na o seria mais que um breve intervalo e 
recesso para a retomada do conflito; e terceiro, a principal objetivo de todo estado e o poder e 
a segurança, e o primeiro e o melhor meio para atingir a segunda”. 
 
Fonte: VILLA, Rafael Duarte. Segurança Internacional. Curitiba: InterSaberes, 2020 (Capí tulo 1 
- A visa o tradicional realista de segurança internacional). 
 
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“Dentre o conjunto de conceitos utilizados pelo pensamento tradicionalista de segurança 
internacional destaca-se o de dilema de segurança produzido por John Herz (1950) como 
essencial para entender a lo gica pessimista do pensamento realista. Nas palavras de Herz, o 
drama dos Estados ao procurar garantir sua segurança, mesmo que de forma defensiva, e que 
qualquer movimento nesse sentido e percebido como ameaçador a segurança e a integridade 
fí sica e territorial dos outros Estados”. Fonte: VILLA, Rafael Duarte. Segurança Internacional. 
Curitiba: InterSaberes, 2020 (Capí tulo 1 – O dilema da segurança). Esse tema foi exemplificado 
no livro base da disciplina, uma vez que “alguns autores descrevem a lo gica do dilema de 
segurança da seguinte maneira: um estado A procura adquirir garantir sua segurança e para 
isso adquire armas. Os demais Estados, receosos das verdadeiras intenço es de A, se sentem 
ameaçados e da mesma forma procuraram armar-se. Essa reaça o convence o Estado A de que 
estava certo quanto a seu movimento inicial e a contrarreaça o consistiria em aumentar sua 
capacidade armada, o que seria seguido, logicamente, por um aumento da capacidade 
armamentista do resto dos Estados, originando-se um espiral armamentista ou corrida 
armamentista sem final e sem Estado vencedor em perspectiva (Nogueira; Messari, 2005, p. 36; 
 
 
 
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ver tambe m Glaser, 1997)”. “ O dilema da segurança retrata, portanto, a tra gica situaça o em que 
Estados preocupados com sua pro pria sobrevive ncia buscam constantemente adquirir meios 
para garanti-la, incrementando suas capacidades. Isso, no entanto, aumenta a insegurança dos 
demais, temerosos de que os incrementos adicionais dos outros sejam utilizados 
ofensivamente, e tratam por seu turno de aumentar suas capacidades para fazer frente a ameaça 
potencial. Instaura-se um cí rculo vicioso que acaba por aumentar a insegurança e desconfiança 
gerais” (p. 3)” (Adaptado). 
 
Fonte: VILLA, Rafael Duarte. Segurança Internacional. Curitiba: InterSaberes, 2020 (Capí tulo 1 - 
O dilema de segurança). 
 
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“A disciplina de Relaço es Internacionais tem o seu iní cio vinculado aos estudos dos conflitos 
mundiais. Surge com o objetivo de compreender porque os Estados entram em guerra, quais 
sa o as articulaço es polí ticas que levam a esse extremo. Para entender esse feno meno, iniciam-
se os estudos das Relaço es Internacionais com a teoria Liberal que, em seguida, foi questionada 
pela chamada teoria Realista. Por ter em sua origem o anseio de entender os conflitos mundiais, 
a teoria realista e de suma importa ncia para a compreensa o da evoluça o do conceito de 
segurança internacional, dentro das Relaço es Internacionais. E possí vel verificar que a teoria 
realista teve dois principais autores, o Hans Morgenthau e o Edward Carr. Ambos os autores 
assumem um aspecto crí tico, colocam sua e nfase na aceitaça o dos fatos e na ana lise das 
conseque ncias e causas. Sustentam que o papel do pensamento e estudar a seque ncia de 
eventos que passaram e, com isso, na o podem influenciar ou alterar”. Fonte: Rota de 
Aprendizagem 1 (Realismo). De acordo com a rota de aprendizagem 1, “Hans Morgenthau se 
propo e a apresentar uma teoria que tenha aplicabilidade empí rica, que consiga
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