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Bruna Argolo HISTOLOGIA HEPA TICA: VISÃO GERAL DO FÍGADO: • Segundo maior órgão do corpo, depois do tegumento. • Maior glândula do corpo – glândula mista (função endócrina e exócrina). • Aporte sanguíneo: arterial e venoso. COMPONENTES HISTOLÓGICOS: • Cápsula e septos. • Lóbulos hepáticos: clássico, portal, ácino – unidades funcionais. - Clássico: sangue flui da periferia para a veia central. - Portal: os hepatócitos que lançam sua bili em um ducto biliar interlobular. - Ácino (Rappaport): baseia-se no fluxo do sangue da artéria que “supri” o lóbulo. • Espaço porta (tríade porta): ramos da artéria hepática, ramos da veia porta, ductos biliares, vasos linfáticos e espaço periportal (espaço de Mall). • Capilares sinusoides. • Espaço de Disse. • Canalículos biliares: Formados pela parede dos hepatócitos (região apical); dos canalículos passa para os canais de Hering, onde começam a aparecer as células próprias dos ductos (colangiócitos cúbicos); dos canais de Hering surgem os dúctulos biliares, constituídos apenas pelos colangiócitos cúbicos, e por fim tem-se os ductos biliares intra-hepáticos, que são formados por colangiócitos cúbicos e colunares. • Hepatócito: É responsável pela produção da sua secreção exócrina, a bile, e por seus numerosos produtos endócrinos. Além disso, os hepatócitos convertem substâncias nocivas em materiais não tóxicos, que são secretados na bile. O hepatócito tem uma membrana apical (voltada para as regiões de secreção de bile – canalículos biliares) e uma membrana basal (voltada pro vaso sanguíneo). • Células de Ito: Também conhecidas como células estreladas. É responsável por fazer o armazenamento de substâncias lipofílicas, como, por exemplo, vitamina A e vitamina D. Outra função dessa célula é induzir a produção de tecido conjuntivo dentro do fígado em processos patológicos (inflamações), como fibrose e cirrose; essas células de Ito são estimuladas por interleucinas em inflamações, e se diferenciam em células miofibloblasticas e começam a produzir colágeno e realizam contração para que o tecido forme características de cicatriz. No caso da “morte” de células hepáticas, se a recuperação não for funcional, a célula de Ito irá fazer uma “cicatriz”, o que diminui o parênquima do fígado e aumenta o estroma. • Células de Kupffer: É o “macrófago sinusoidal” (estão presentes na membrana dos sinusoides juntamente com as células endoteliais). São essas células que fazem o englobamento das substâncias toxicas, filtrando o sangue antes que ele passe para a circulação sistêmica, e realizam a hemocaterese. Exceto na área nua, o fígado está totalmente envolvido pelo peritônio, que forma um epitélio pavimentoso simples cobrindo a cápsula de tecido conjuntivo denso não modelado (cápsula de Glisson) desta glândula. A cápsula de Glisson está ligada de modo frouxo a toda a circunferência do fígado exceto na porta hepática, onde ela penetra no fígado formando um conduto para os vasos sanguíneos e linfáticos e para os dutos biliares. O fígado tem irrigação sanguínea dupla, pois recebe sangue oxigenado da artéria hepática (trás de 20% a 30% do sangue arterial rico em O2- responsável pela oxigenação dos hepatócitos), e sangue rico em Bruna Argolo nutrientes através da veia porta (trás 70% a 80% do sangue vindo do sistema digestivo, rico em nutrientes, toxinas e CO2). Estes vasos penetram no fígado através da porta hepática. O sangue sai do fígado pelo aspecto posterior do órgão através das veias hepáticas, que desembocam na veia cava inferior. A bile deixa o fígado pela porta hepática e é levada para a vesícula biliar, onde é concentrada e armazenada. Como o fígado ocupa uma posição central no metabolismo, todos os nutrientes (com exceção dos quilomícrons) absorvidos pelo trato alimentar são transportados diretamente para o fígado através da veia porta. Além disso, sangue rico em ferro, proveniente do baço, é dirigido, através da veia porta, para o fígado onde é processado. Grande parte do material nutritivo que chega ao fígado é convertido pelos hepatócitos em produtos armazenados, tais como o glicogênio, que é liberado como glicose quando necessário para o corpo. Os espaços porta contêm ramos pequenos da artéria hepática, tributários relativamente grandes da veia porta, dutos biliares interlobulares (reconhecíveis por seu epitélio cubóide ou cilíndrico simples) e vasos linfáticos. Um espaço estreito, o espaço de Mall, separa o tecido conjuntivo do espaço porta dos primeiros hepatócitos do lóbulo hepático. Acredita-se que é dele que parte o sistema linfático que sai do fígado.