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Texto de apoio ao curso de Especialização 
Atividade física adaptada e saúde 
Prof. Dr. Luzimar Teixeira 
C o r a n t e s 
História 
Até 1850 todos os corantes alimentícios provinham de três fontes: vegetais comestíveis 
(cenoura = laranja, beterraba = vermelho, pele de uva escura = preta, etc.); extratos de origem 
animal ou vegetal normalmente não consumidos como tais (acido carmínico = vermelho, 
estigma de açafrão = açafrão, etc.); e resultados da transformação de substâncias naturais 
(caramelo = marrom). 
Em 1856, William Henry Perkin sintetizou o primeiro corante, a malva ou malveína. Em 1865, 
Friedrich Engelhorn fundou a BASF (Badische Anilin - & Soda- Fabrik A G) –para produzir 
corantes derivados do alcatrão de hulha. 
No final do século XIX mais de 90 corantes eram utilizados pela indústria alimentícia. Em 
1906, apareceu nos EUA a primeira legislação relativa à utilização na indústria alimentícia. 
Somente 7 foram autorizados. Desde essa época, pesquisas comprovaram que muitos 
corantes sintéticos são tóxicos e podem causar anomalias em recém nascidos, distúrbios 
cardíacos ou cânceres. 
Porque usar corantes? 
De um modo geral, os corantes são sempre considerados como os vilões dos alimentos. De 
um ponto de vista nutricional ou tecnológico, o uso de corantes alimentícios não é geralmente 
necessário, então por que usá-los? 
Ninguém gosta de sorvete de morango branco, suco transparente, balas brancas sem 
indicação de sabor. 
Definição e legislação 
Corante são aditivos alimentares definidos como toda substância que confere, intensifica, ou 
restaura a cor de um alimento. Segundo o Item 1.2 da Portaria SVS/MS 540/97 (BRASIL, 
2002a) aditivo é qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos com o 
objetivo de modificar suas características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais durante a 
sua fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, 
armazenagem, transporte ou manipulação sem o propósito de nutrir. 
Existem três categorias de corantes permitidas na legislação para o uso em alimentos, os 
corantes naturais, o corante caramelo e os artificias. Segundo o artigo 10 do Decreto n°55 
871, de 26 de março de 1967 (BRASIL, 2002b), considera-se corante natural o pigmento ou 
corante inócuo extraído de substancia vegetal ou animal. Corante caramelo é o produto obtido 
a partir da reação de Maillard de açúcares. Já o corante artificial é a substância obtida por 
processo de síntese (com composição química definida). 
Classificação 
De acordo com a resolução n° 44/77 da Comissão Naci onal de Normas e Padrões para 
Alimentos (CNNPA), do Ministério da Saúde (BRASIL, 2002c), os corantes permitidos para 
uso em alimentos e bebidas são classificados da seguinte forma: corante orgânico natural é 
aquele obtido a partir de vegetal ou, eventualmente, de animal, cujo principio do corante tenha 
sido isolado com emprego de processos tecnológicos adequado; corante orgânico artificial 
é aquele obtido por síntese orgânica mediante o emprego de processos tecnológicos 
adequados e não encontrado em produtos naturais; corante sintético idêntico natural é o 
corante cuja estrutura química é semelhante a do principio isolado do corante orgânico 
natural; corante inorgânico ou pigmento é aquele obtido a partir de substancias minerais e 
submetido a processos de elaboração e purificação adequados ao seu emprego em 
alimentos. 
Segundo a legislação vigente, em produtos que contêm corantes deve vir descritos em seu 
rótulo a Classe do aditivo (corante) e o nome por extenso e/ou INS, além disso, os corantes 
artificias devem apresentar no rótulo a indicação "colorido artificialmente". Os corantes 
artificiais permitidos no Brasil são o amarelo crepúsculo, azul brilhante FCF, bordeaux S ou 
amarento, eritrosina, indigotina, ponceau 4R, tartrazina e o vermelho 40 (DAMASCENO, 
1988). 
As razões consideradas como tecnicamente válidas para o uso corantes [9], são as seguintes 
 Restabelecer o aspecto inicial dos gêneros alimentícios cuja cor foi alterada pelos 
processos de transformação, estocagem, embalagem e/ou distribuição e cujo aspecto 
visual encontra-se prejudicado 
 Dar aparência mais atrativa 
 Dar uma cor a alguns gêneros alimentícios que sem eles, não teria nenhuma 
 Identificar aromas normalmente associados a certos ingredientes 
 Manter e reforçar a cor dos alimentos durante armazenamento 
 Padronizar a cor dos alimentos, evitando a sua variação. Porem não deve ser utilizado 
para induzir o consumidor aoerro, engano, confusão. 
Alem de apresentar estes aspectos para o seu uso, é importante ressaltar que há alguns 
corantes que possuem efeitos importantes como: 
 Os carotenóides que são transformados pelo organismo em vit. A; 
 A tartrazina que estabiliza a vitamina C em bebidas ; 
 E os corantes escuros que agem como filtro, protegendo contra a fotodegradação. 
Segundo Toledo [8] os corantes podem ser identificados utilizando cromatografia ascendente 
em papel e cromatografia em placas de sílica gel. 
Naturais X Artificiais 
Os corantes sintéticos apresentam algumas vantagens em relação aos naturais, pois estes 
são sensíveis a luz, ao calor, ao oxigênio ou a ação das bactérias. Consequentemente, não 
são estáveis. Os sintéticos, mais estáveis, têm durabilidade maior e propiciam cores mais 
intensas e muitas vezes são menos onerosos. 
Apesar dessas vantagens, a substituição por corantes naturais (que compreendem desde 
partes comestíveis e sucos de vegetais, animais e insetos até substâncias naturais extraídas 
e purificadas) tem sido gradativa (PIMENTEL, 1995; CARVALHO, 1992). 
Embora também apresentem desvantagens, os corantes naturais têm sido utilizados há anos 
sem evidências de danos à saúde. Alguns apresentam solubilidade em óleo, proporcionam 
matizes suaves e conferem ao produto aspecto natural, o que aumenta a aceitação pelo 
consumidor (Boletim do CEPPA, 2002). 
Comercialmente os tipos de corantes mais largamente empregados pelas indústrias 
alimentícias têm sido os extratos de urucum, carmin de choconilha, curcumina, antociaminas e 
as betalaínas. 
Corantes de Uso Permitido em Alimentos e Bebidas 
1. Corante orgânico natural 
Aquele obtido a partir de vegetal, ou eventualmente, de animal, cujo princípio corante tenha 
sido isolado com o emprego de processo tecnológico adequado [6]. Apresentando grau de 
pureza compatível com o seu emprego para fins alimentares. 
1.1 Açafrão 
Origem: originado do Crocus sativus, planta que cresce na região do Mediterrâneo, Oriente 
Médio e Índia, norte da África, Espanha, Suiça, Grécia, Áustria e França. 
Função: coloração amarela alaranjada. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos, refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
1.2 Acido Carmínico, Carmim, Cochonilha 
Origem: a partir de partes secas do corpo da fêmea do inseto Dactilipius coccus (joaninha), 
que vive em cactos nativos na região do México e são cultivados na América do Sul. O extrato 
conhecido como cochonilha, contém aproximadamente 10% do ácido carmínico que é a 
substância corante. O carmim é obtido da cochonilha (laca alumínica) 
Função: propiciar cor vermelha. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
É solúvel em água, estável ao calor e a luz e apresenta muito brilho. As tonalidades de 
vermelho variam em função do pH. 
Sua IDA é de 0-0,5 (incluiu o carmim amônia ou o equivalente das sais de cálcio, potássio e 
sódio). 
1.3 Antocianinas - INS 163i 
Origem: pigmentos de plantas - Cianidina (vermelho), Delfinidina (azul), Malvidina (púrpura), 
Pelargonidina (marrom avermelhado), Peonidina e Petunidina (vermelho escuro). Estespigmentos antociânicos estão presentes nas células da seiva de muitas flores, frutas, 
sementes e folhas na forma de glicosídeos e são responsáveis pela tonalidade vermelha, azul 
e violeta de muitas frutas e vegetais. 
Função: corantes em alimentos. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
As antocianinas podem ser obtidas a partir das cascas de uva tinta, após o processo de 
fermentação alcoólica e do suco de repolho vermelho (Brasica Oleracea). Elas resultam em 
cores entre o rosa escuro e o vermelho, em produtos com pH inferior a 4. Um pH superior faz 
com que os pigmentos antocianicos tomem uma coloração do tipo púrpura azulada, altamente 
instável, problema comum neste corante e o gosto que ele deixa [5, 11]. 
São instáveis em presença de oxigênio e a elevação da temperatura causa escurecimento. A 
presença de metais modifica a estabilização das antocianinas, por exemplo, os sais de 
estanho estabilizam a cor das conservas de aspargos [5]. 
1.4 Carotenóides 
1.4.1 Alfacaroteno, Betacaroteno e Gamacaroteno 
Origem: São pigmentos encontrados em plantas, especialmente na cenoura, tomates, 
folhagem verde dos vegetais, damasco, em rosas e laranjas, presentes também em produtos 
de origem animal como: ovos, lagostas e pescados diversos. 
Função: propiciar a cor amarelo laranja, pró-vitamina A (betacaroteno). 
O betacaroteno tem ponto de fusão 176 a 182 C, é sensível ao calor, ar, luz e umidade. É 
insolúvel em água e álcool e pouco solúvel em gordura vegetal.[5] IDA não estabelecida. 
1.4.2 Bixina e Norbixina 
Origem: corante vegetal extraído do revestimento da semente de uma espécie de árvore 
tropical Annato (Bixa orellana). 
Função: coloração amarelada. 
1.4.3 Capsantina (capsorubina) 
Origem: extrato natural de páprica (Capscum annum). 
Função: coloração laranja, flavorizante. 
1.4.4 Licopeno 
Origem: extraído do tomate. 
Função: coloração vermelha. 
O ponto de fusão do licopeno é em torno de 172-173C, sendo solúvel em clorofórmio e 
benzeno e praticamente insolúvel em metanol e etanol. [5] 
Produtos típicos dos carotenóides: cereias, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de 
frutas, xaropes para refrescos. 
1.5 Carvão 
Origem: produzido através da queima 
Função: corantes em alimentos. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
1.6 Cacau 
Origem: obtido a partir de sementes de cacau, principalmente Theobroma cacao, árvore 
cultivada na América tropical e na Índia Oriental e em algumas partes da África e Ásia. 
Função: corante e aromatizante. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
1.7 Clorofila 
Origem: a clorofila pura não é fácil de ser extraída, sendo que a clorofila comercialmente 
disponível contém outros pigmentos, ácidos gordurosos e fosfatos, sendo conhecida como 
clorofila técnica. As fontes usuais de obtenção são: alfafa, grama e urtiga. 
Função: coloração verde nos alimentos e uso medicinal. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
É o único corante natural verde permitido, e o pigmento responsável pela cor verde dos 
vegetais folhudos e de algumas frutas. Nos vegetais, a clorofila é isolada nos cloroplastidios e 
forma-se somente em presença de luz. É insolúvel em água, mas mediante tratamento com 
acido pode-se produzir a clorofilina, a qual é solúvel em água. Tanto a clorofila quanto a 
clorofilina não são muito estáveis quando expostas ao calor e a luz. Em tratamento controlado 
com presença de íons de cobre ou zinco, é possível substituir o átomo metálico central de 
magnésio, sendo os compostos cúpricos, ou de zinco, assim obtidos, muito mais estáveis. [5]. 
1.8 Curcumã, Curcumina 
Origem: extraído da raiz de planta nativa da Índia e sul da África (Curcumã e Curcumã longa). 
Função: coloração amarelo alaranjada em todo alimento ou somente na superfície. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
1.9 Hemoglobina 
Origem: fração pigmentada do sangue bovino ou suíno, quando separada do soro. 
Função: coloração vermelha. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
É um composto de estrutura tetrapirolica cíclica no qual o átomo central e o ferro (Fe), 
responsável pela cor da carne. Possui a globina como parte protéica, e o grupo heme e 
composto do sistema anelar da porfirina e de um átomo central de ferro. Na carne fresca e na 
presença de oxigênio, existe um sistema dinâmico onde atuam três pigmentos, a 
oximioglobina, a mioglobina e a metmioglobina. A carne fresca quando cortada apresenta uma 
bela cor vermelha proveniente da oximioglobina. Na parte interna a cor e um vermelho mais 
escuro, pois a mioglobina encontra-se em seu estado de redução. Quando este estado cessa, 
a cor mais amarronzada da metimioglobina aparece. 
1.10 Indigo, Indigo carmin 
Origem: obtido através da síntese química, a partir da extração do pigmento de diversas 
plantas do gênero Indigofera. 
Função: pigmento azul escuro para produtos de panificação, confeitaria, geléias. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
 
1.11 Paprika 
Origem: produzida em grande quantidade na Hungria e também em áreas de clima temperado 
com África, Espanha e trópicos americanos, a partir do pimentão amarelo. 
Função: coloração alaranjada, condimento. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
É um tempero e por isto sua IDA é auto limitante. 
É solúvel em acetona, clorofórmio,metanol, éter e benzeno, seu ponto de fusao é 181C, boa 
estabilidade ao calor e razoável a luz [5]. 
1.10 Riboflavina - INS 101 
Origem: encontrada naturalmente no fígado e nos rins, também vegetais de folhas verdes, 
gema de ovo e leite e uma pequena quantidade é sintetizada por bactérias do intestino 
grosso, sendo também produzida por leveduras. 
Função: coloração amarela ou amarelo alaranjada, vitamina B. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
E insolúvel em azeite, éter, clorofórmio, acetona, benzeno e pouco solúvel em etanol, 
ciclohexanol,álcool benzilico. 
 Funciona como vitamina para o homen, participa da respiração celular e da fosforilizacao 
oxidativa. A necessidade diária do homem : 1.5mg (0.55mg/100kcal), porem a utilização 
terapêutica pode chegar a 30mg/dia (jamais se falou em intolerância) 
1.11 Vermelho beterraba (1) 
Origem: obtido a partir da beterraba. 
Função: coloração vermelha em produtos com morango. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucosde frutas, xaropes para 
refrescos. 
A cor das soluções contendo betanina e altamente influenciada pelo pH. A cor e a mais 
estável para pH entre 4,0 e 6,0. A termoestabilidade e maior entre pH 4,0 e 5,0. Tanto a luz 
quanto o ar tem efeito degradativo sobre a betanina e, esse efeito e cumulativo [5,11]. 
1.12 Urucum - 160b 
Origem: extraído do fruto do arbusto conhecido como urucuzeiro (Bixa Orellana), encontrado 
desde a Amazônia até a Bahia, sendo cultivado em outros estados. 
Função: coloração vermelha. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, 
massas, molhos, queijos, recheios, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
Solúvel em clorofórmio, acido acético glacial, em azeites e gorduras (aumenta solubilidade 
com o aumento do grau de instauração) e termoestável até 100 C [5]. 
Esta disponível, comercialmente, nas formas hidrossolúvel e lipossoluvel, dependendo do 
método de extração e dos processos subseqüentes de preparação para chegar a diluições, 
suspensões, misturas, emulsões e pós [10]. 
2. Corante orgânico sintético 
Obtido por síntese orgânica mediante o emprego de processo tecnológico adequado [2]. 
Dividido em dois grupos: 
2.1 Corante artificial 
É o corante orgânico sintético não encontrado em produtos naturais [6]. São substancias 
sintéticas, apresentado poder tintorial, cuja estrutura química não corresponde a dos corantes 
naturais, apresentando características de identidade e pureza apropriada ao seu emprego 
para fins alimentares. 
2.1.1 Amarelo crepusculo FCF - INS- 110 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão e tintas azóicas (derivadas do 
petróleo). 
Função: propiciar cor amarela. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-2,5 mg/kg p.c. 
Este corante é pouco solúvel em etanol e insolúvel em azeites, estável ate 130 C e em meio 
alcalino apresenta coloração vermelha [5]. 
2.1.2 Azul brilhante FCF - INS 133 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão. 
Função: propiciar a cor azul podendo produzir a cor verde em combinação com a tartrazina. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-12,5 mg/kg p.c. 
2.1.3 Bordeaux S ou amaranto – INS 123 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão. 
Função: propiciar cor vermelha. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-0,5 mg/kg p.c. 
Este corante é solúvel em água e pouco em álcool, em meio acido altera a intensidade da cor 
[5]. 
2.1.4 Eritrosina 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão. 
Função: coloração vermelha. Também é usado em radografias. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-0,1 mg/kg p.c. 
A eritrozina possui coloração escura, é solúvel em água e álcool (apresenta coloração 
vermelha), em meio ácido apresenta coloração amarela [5]. 
2.1.5 Indigotina – INS 132 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão. 
Função: coloração azul escuro e agente de diagnóstico (usado para testar se os rins estão em 
funcionamento normal, eliminando urina azul após a injeção intravenosa). 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-5 mg/kg p.c. 
A indigotina é solúvel em água, pouco solvente em etanol e insolúvel na maior parte dos 
solventes orgânicos, apresenta-se sensível a luz e muito sensível a agentes oxidantes [5]. 
2.1.6 Ponceau 4R – INS 124 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão. 
Função: coloração vermelha. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-4 mg/kg p.c. 
2.1.7 Tartrazina – INS 102 
Origem: sintetizado a partir da tinta do alcatrão de carvão. 
Função: coloração amarela. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
IDA: 0-7,5 mg/kg p.c. 
A tartrazina é pouco solúvel em etanol, solúvel em água, porem em meio alcalino apresenta 
coloração vermelha [5]. 
2.1.8 Vermelho 40 – INS 129 
Origem: sintetizado quimicamente. 
Função: coloração vermelha. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, coberturas, sobremesas, 
lácteos aromatizados, massas, molhos, queijos, recheios, revestimentos, refrescos e 
refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para refrescos. 
2.2 Corante orgânico sintético idêntico ao natural 
É o corante orgânico sintético cuja estrutura química é semelhante à do princípio ativo isolado 
de corante orgânico natural [6]. São substancias sintéticas, cuja estrutura química 
corresponde as dos corantes naturais correspondentes, apresentando características de 
identidade e pureza apropriada ao seu emprego para fins alimentares. 
Os corantes sintéticos apresentam algumas vantagens em relação aos naturais. Muitos dos 
corantes naturais são sensíveis a luz, ao calor, ao oxigênio ou a ação das bactérias. 
Conseqüentemente, não são estáveis. Os sintéticos,mais estáveis, tem durabilidade maior e 
propiciam cores mais intensas. Também são utilizados em menores quantidades e muitas 
vezes são monos onerosos que os corantes naturais [11]. 
2.2.1 Beta-caroteno – INS 160ai 
Origem: pigmento obtido quimicamente. 
Função: corante e fonte de vitamina A. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, geléias, sorvetes, margarinas, 
produtos de confeitaria, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, massas, molhos, 
queijos, recheios, revestimentos, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
2.2.2 Beta-apo-8’-carotenal – INS 160e 
Origem: sintetizado quimicamente. 
Função: coloração laranja para amarelo avermelhado. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, geléias, sorvetes, margarinas, 
produtos de confeitaria, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, massas, molhos, 
queijos, recheios, revestimentos, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
2.2.3 Éster etílico ou metílico do acido beta -apo- 8’-carotenoico – INS 160f 
Origem: sintetizado quimicamente. 
Função: coloração de alaranjada para amarelo. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, geléias, sorvetes, margarinas, 
produtos de confeitaria, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, massas, molhos, 
queijos, recheios, revestimentos, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
2.2.5 Riboflavina – INS 101i 
Origem: sintetizado quimicamente. 
Função: coloração amarelo ou amarelo alaranjada, vitamina B. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, geléias, sorvetes, margarinas, 
produtos de confeitaria, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, massas, molhos, 
queijos, recheios,revestimentos, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
2.2.6 Xantofilas 
(Cantaxantina – INS 161g, Criptoxantina – INS 161c, Flavoxantina – INS 161a, Luteina – INS 
161b, Rodoxantina – INS 161f, Rubixantina– INS 161d, violoxantina – INS 161e) 
Origem: pigmento obtido quimicamente. 
Função: coloração amarelo ou laranja. 
Produtos típicos: cereais, aperitivos, confeitos, cereja em calda, geléias, sorvetes, margarinas, 
produtos de confeitaria, coberturas, sobremesas, lácteos aromatizados, massas, molhos, 
queijos, recheios, revestimentos, refrescos e refrigerantes, sucos de frutas, xaropes para 
refrescos. 
3. Corante inorgânico 
Aquele obtido a partir de substâncias minerais e submetido a processos de elaboração e 
purificação adequados a seu emprego em alimento [6]. 
3.1 Alumínio - INS173 
Origem: encontrado na natureza como minério (bauxita). 
Função: propiciar cor metálica à superfície. 
Produtos Típicos: drágeas, confeitos e similares (somente para revestimento). 
3.2 Carbonato de cálcio – INS 170i 
Origem: ocorre na natureza (calcita). 
Função: álcali, agente de fixação, suplemento de cálcio, corante de superfície em alimentos. 
Produtos Típicos: drágeas, confeitos e similares (somente para revestimento). 
3.3 Dióxido de titânio –INS 171 
Origem: preparado de mineral encontardo na natureza (ilmenite). 
Função: coloração branca em superfícies. 
Produtos Típicos: drágeas, confeitos e similares (somente para revestimento), preparados 
sólidos para refrescos e refrigerantes. 
Hidróxido de ferro 
3.4 Óxidos e Hidróxidos de Ferro, Ouro e Prata 
Origem: encontrado na natureza. 
Função: colorir nas cores amarela, vermelha, laranja, marrom e preta. 
Produtos Típicos: drágeas, confeitos e similares (somente para revestimento). 
4. Caramelo 
É o produto obtido pelo aquecimento de açúcares a temperatura superior ao ponto de fusão. A 
composição e o poder corante do caramelo dependera do tipo de matéria-prima e do processo 
utilizado. Tanto reações do tipo Maillard quanto reações de pura caramelização estão 
envolvidas, sendo o produto comercializado de composição bastante complexa. Os 
compostos corantes do caramelo podem ser de baixo e alto peso molecular, tendo também 
variados componentes voláteis. 
Caramelo é o mais utilizado de todos os corantes alimentícios. 
Processo Sulfito o produto é obtido pelo tratamento térmico controlado de hidratos de 
carbono, na presença de compostos contendo íons sulfito. 
IDA não alocada. INS150b 
Processo Amônia o produto é obtido pelo tratamento térmico controlado de hidratos de 
carbono, na presença de compostos contendo íons amônio. 
 IDA - 0-200mg/kg p.c.(0-150, na base de sólidos). INS150c 
Processo Sulfito-amonio o produto é obtido pelo tratamento térmico controlado de hidratos 
de carbono, na presença de compostos contendo íons amônio e íons sulfito. 
IDA- 0-200mg/kg p.c.(0-150, na base de sólidos). INS150d 
Bibliografia 
[1] DUAS RODAS INDUSTRIAL. Boletim Informativo . Ano II, numero 10, Dezembro de 
2001/Janeiro de 2002. 
[2] DUAS RODAS INDUSTRIAL. Boletim Informativo . Ano III, numero 12, Abril e Maio de 
2002. 
[3] GAVA A. J. Alguns aspectos da controvérsia sobre aditivos para alimentos . 
Universidade federal rural do rio de janeiro. ALIMENTACAO numero 86, julho/agosto-88. p.14-
16 
[4] JECFA 
[5] MULTON J.L. Aditivos y auxiliares de fabricacion em lãs industr ias agroalimentarias . 
editorial ACRIBIA, S.A. Zaragoza 1988. p.680 
[6] RESOLUÇÃO - CNNPA Nº 44, DE 1978. DOU de 28/04/1978. Anvisa. 
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274p. 1985. 
[8] SOUZA C. F.; Aditivos: aplicações e aspectos toxicológicos em pr odutos de 
confeitaria, particulamente em glacê e coberturas p ara bolos. 2000. Monografia 
(Graduação). Curso de Engenharia de Alimentos, Instituto de Ciências e Tecnologia de 
Alimentos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2000, Porto Alegre, BR. 
[9] TEIXEIRA C. G., Aditivos em alimentos . Boletim do Centro tropical de Pesquisas e 
tecnologia de alimentos. N18 – junho de 1969. p.1-22. 
[10] Toledo M. C. F., Bento F. M., Corantes Artificiais em Alimentos não industrializa dos . 
Faculdade de Engenharia de Alimentos, UNICAMP, Campinas, SP. Revista Higiene Alimentar, 
vol. 8, N 33. Setembro de 1994. p.18-21. 
 [11] ( ). Corantes: tendência acentuada a favor dos naturais . Aditivos & 
Ingredientes . Numero 11- Novembro/dezembro , 2000. editora insumos. p. 22-37. 
[12] ( ). Urucum, mais do que um simples corante. Aditivos & Ingredientes. Numero 14 -
Maio/Junho, 2001. editora insumos. p. 26-34. 
 Trabalho realizado por: 
 Alessandra Gheno Petter 
 Eliane Barros da Rosa 
 Tatiana Wagner Kissmann

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