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1 
 
RELATÓRIO DA VISITA À RODOVIÁRIA DE JAÚ – ARQUITETO: VILANOVA ARTIGAS – SÃO PAULO 
 
 
 
Nome: Milena Cantero Marques Ribeiro 
Curso: Arquitetura e Urbanismo 
Período: 9º semestre R.A.: 6100559 
 
 
 
 
Introdução: 
 
No dia 13 de maio de 2017 foi realizada visita à Rodoviária de Jaú, 
projetada pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas, localizada na Rua 
Humaitá, n° 499, Centro, cidade de Jaú, São Paulo – SP, 17 201-320. 
Imagem 01 – 
Fonte: Google Maps. Acesso dia 16/05/2017. 
 Imagem 02 – João Batista Vilanova Artigas. 
Fonte: http://arqui.by/blog/100-anos-de-vilanova-artigas/. Acesso dia 
16/05/2017. 
http://arqui.by/blog/100-anos-de-vilanova-artigas/
 
 
2 
 
 
Quem foi Vilanova Artigas? 
 
Nascido em 1915, João Batista Vilanova Artigas tornou-se um dos 
principais componentes da arquitetura moderna brasileira. Apesar de ter nascido 
e crescido em Curitiba, sua arquitetura teve maior influência no estado de São 
Paulo. 
Foi um dos primeiros professores da Faculdade de Arquitetura e 
Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU – USP) e projetou o edifício sede 
onde o curso funciona até os dias de hoje. Além disso, projetou o Estádio do 
Morumbi, em São Paulo, a antiga Estação Rodoviária de Londrina e o Hospital 
São Lucas em Curitiba. 
 Fonte: https://focanawebufpr.wordpress.com/tag/casa-
vilanova-artigas/. Acesso dia 16/05/2017. 
 Imagem 03 – Faculdade de Arquitetura e 
Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU – USP). Fonte: 
http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp711/pag12.htm. Acesso dia 
16/05/2017. 
 Imagem 04 – Estádio do Morumbi. Fonte: 
http://vilanovaartigas.com/cronologia/projetos/estadio-do-morumbi. Acesso dia 
16/05/2017. 
https://focanawebufpr.wordpress.com/tag/casa-vilanova-artigas/
https://focanawebufpr.wordpress.com/tag/casa-vilanova-artigas/
http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp711/pag12.htm
http://vilanovaartigas.com/cronologia/projetos/estadio-do-morumbi
 
 
3 
 
 Imagem 05 – Projeto de 
1950, Estação Rodoviária de Londrina. Fonte: 
http://vilanovaartigas.com/cronologia/projetos/rodoviaria-de-londrina. Acesso dia 
16/05/2017. 
 Imagem 06 – Projeto de 1945, 
Hospital São Lucas em Curitiba. Fonte: 
http://vilanovaartigas.com/cronologia/projetos/hospital-sao-lucas. Acesso dia 
16/05/2017. 
 
 
“O arquiteto não é um profissional da indústria da construção, um 
apêndice de uma máquina constrangedora e terrível, ao contrário, 
cabe-lhe ajudar a dominar, a submeter a estrutura impositiva que 
transforma o homem em coisa, em vítima de sua própria criatura; 
pois que manejais formas artísticas, tereis que escolher um critério 
de beleza”. 
 Vilanova Artigas. 
 
 
 
 
http://vilanovaartigas.com/cronologia/projetos/rodoviaria-de-londrina
http://vilanovaartigas.com/cronologia/projetos/hospital-sao-lucas
 
 
4 
 
Rodoviária de Jaú, São Paulo, Brasil: 
 
 O local de minha visita foi projetado por Vilanova Artigas em 1973, tem 
como características principais a inovação na concepção estrutural, um caminho 
bem definido para o pedestre, a integração dos níveis de circulação com o fluxo 
de veículos e a exatidão na implantação do mesmo na cidade. 
 Imagem 07 – Fachada da 
Rodoviária de Jaú voltada para Rua Humaitá, no interior da fachada de vidro 
localiza-se a lanchonete. Fonte: Arquivo Pessoal. 
 Imagem 08 – Área da lanchonete. Fonte: 
http://interessepublico-tatianeribeiro.blogspot.com.br/. Acesso dia 16/05/2017. 
O programa da Rodoviária consiste em: 
1- Rua de Acesso; 
2- Bilheteria; 
3- Serviços; 
4- Plataforma; 
5- Espera, bar e lojas; 
6- Restaurante. 
http://interessepublico-tatianeribeiro.blogspot.com.br/
 
 
5 
 
 
Imagem 09 – Corte Transversal indicando 1) Rua de Acesso, 2) Bilheteria, 3) 
Serviços. Fonte: https://s-media-cache-
ak0.pinimg.com/736x/b9/ff/1c/b9ff1c1c7cb3bc48b22c07463fb805d6.jpg. Acesso 
dia 16/05/2017. 
Imagem 
10 – Planta do Pavimento Intermediário indicando 4) Plataforma e 5) Espera, bar 
e lojas. Fonte: https://s-media-cache-
ak0.pinimg.com/736x/ec/c5/ea/ecc5ea553ab1cae32b6c4985b071337f.jpg. 
Acesso dia 16/05/2017. 
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/b9/ff/1c/b9ff1c1c7cb3bc48b22c07463fb805d6.jpg
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/b9/ff/1c/b9ff1c1c7cb3bc48b22c07463fb805d6.jpg
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/ec/c5/ea/ecc5ea553ab1cae32b6c4985b071337f.jpg
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/ec/c5/ea/ecc5ea553ab1cae32b6c4985b071337f.jpg
 
 
6 
 
Imagem 11 – 
Planta do Pavimento Superior indicando 6) Restaurantes. Fonte: https://s-media-
cache-ak0.pinimg.com/736x/20/f1/fa/20f1faf24919e69270a093778e255429.jpg. 
Acesso dia 16/05/2017. 
 
O edifício está implantado em um desnível de 7,5 metros em um bairro 
residencial, na zona central da cidade de Jaú. 
 Artigas estende o nível da rua na cota mais alta, desta maneira ele cria 
um local de estar e de passagem como se fosse uma praça de convívio que 
possui uma cobertura que fornece sombra ao pavimento. Até atingir a cota mais 
baixa há três pavimentos intermediários. 
 Utilizando-se do desnível, o arquiteto em questão concebe, no projeto 
proposto, locais para passagem de pessoas e fluxos de veículos e, ao mesmo 
tempo, um local de estar, convívio e encontros. 
 No edifício visitado constata-se uma ligação de dois níveis da cidade por 
intermédio de rampas e passarelas. 
 
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/20/f1/fa/20f1faf24919e69270a093778e255429.jpg
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/20/f1/fa/20f1faf24919e69270a093778e255429.jpg
 
 
7 
 
 
Imagem 12 – Implantação da Rodoviária de Jaú. Fonte: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php 
Desenho publicado na Revista Módulo n42, Rio de Janeiro, 1976. Acesso dia 
16/05/2017. 
 
Imagem 13 – Cortes Transversais. Fonte: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php 
Desenho publicado na Revista Módulo n42, Rio de Janeiro, 1976. Acesso dia 
16/05/2017. 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
8 
 
 
 
Imagem 14 – Planta Níveis 107,22 e 108,85 e corte longitudinal. Fonte: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php 
Desenho publicado na Revista Módulo n42, Rio de Janeiro, 1976. Acesso dia 
16/05/2017. 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
9 
 
 
Imagem 15 – Planta Níveis 110,22 e 112,10 e corte longitudinal. Fonte: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php 
Desenho publicado na Revista Módulo n42, Rio de Janeiro, 1976. Acesso dia 
16/05/2017. 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
10 
 
 
Imagem 16 – Planta Níveis 113,62 e 115,35. Fonte: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php 
Desenho publicado na Revista Módulo n42, Rio de Janeiro, 1976. Acesso dia 
16/05/2017. 
 
 A rodoviária foi construída no sítio que, anteriormente, localizava-se a 
antiga estação da estrada de ferro, que foi deslocada para outro terreno. 
 Artigas, no momento da concepção do edifício, tem como ponto de partida 
a ausência de lazer e locais de encontro que cidades médias e mais antigas do 
interior paulista possuem. O projeto é elaborado para efetuar uma ligação da 
área central do município de Jaú ao interior da rodoviária, ao mesmo tempo que 
se caracteriza como ponto de permanência e passagem dentro do espaço 
urbano. 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
11 
 
 O acesso ao edifício pode ser feito por todos os lados, em semelhança ao 
projeto do prédio da Faculdade de Arquiteturae Urbanismo da Universidade de 
São Paulo (FAU – USP), não apresenta portas de entrada. 
 O arquiteto traz, em sua proposta de não haver portas de entrada, um 
forte ideal político de democracia do espaço, também aplicado em outras de suas 
obras. Em 1969, o regime militar instaurado no Brasil, obrigou Vilanova Artigas 
a interromper seu trabalho como docente e a exilar-se no Uruguai, consequência 
de sua atuação direta no Partido Comunista Brasileiro (PCB). 
 Segundo Artigas: 
 
 “Evitai o extremado desejo da segurança que contorna todos os riscos, isola o 
artista de qualquer plano polêmico. A procura insistente de conforto material aniquila 
o intelectual, são vícios de outras camadas da sociedade, interessadas na sua 
própria imobilidade”. 
 Em 1964, Vilanova Artigas é escolhido paraninfo da turma de 
formandos de 1964 da FAU/USP. Como estava exilado por ter sido cassado pela 
ditadura militar, envia o discurso por meio de portador. O arquiteto e amigo Paulo 
Mendes da Rocha se encarrega de ler o texto. 
Trecho retirado do documentário “Por um futuro de progresso e 
felicidade” disponível: https://www.youtube.com/watch?v=UWnBocWCvdw. 
Acesso dia 16/05/2017. 
 
 Desta maneira o edifício da rodoviária é moldado para ser uma passarela 
para pedestres, interligando duas ruas que, no passado, eram divididas pela 
antiga linha férrea, com rampas internas que se desdobram como o chão da 
cidade. Os elementos principais do desenho elaborado são: os pisos, a cobertura 
e os apoios verticais recuados da fachada e em formato de flor. Os pontos de 
apoio da cobertura são iluminados por sua luz própria, possível através de 
aberturas zenitais cobertas por cúpulas translúcidas de fibra de vidro 
(desenhadas pelo arquiteto Eduardo Jesus Rodrigues para cobrir um vão de 
4,2m e fabricadas pela mesma empresa responsável pela fabricação do 
automóvel Puma). 
https://www.youtube.com/watch?v=UWnBocWCvdw
 
 
12 
 
 
Imagem 17 - Detalhe dos apoios verticais em formato de flor. Fonte: Acervo 
pessoal. 
 Imagem 18 – Fechamento 
de fibra de vidro do Domus. Fonte: Acervo da biblioteca da FAUUSP disponível 
em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-
br.php. Acesso dia 16/05/2017. 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
13 
 
 
Imagem 19 – Planta, corte, elevação e detalhe de fixação do fechamento de fibra 
de vidro do domus localizado na cobertura. Fonte: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php. 
Acesso dia 16/05/2017. 
 A laje é de concreto armado aparente (com mais de 1m de ferragem) 
elevada 2,5m do chão, suas 4 fachadas possuem generosas aberturas. O 
espaço interior é interligado com duas praças laterais que foram implantadas 
após a demolição de antigos armazéns presentes no terreno. 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
14 
 
 Imagem 20 – Detalhe da localização 
das praças laterais. Fonte: Google Maps. Acesso dia 16/05/2017. 
 O espaço criado é, ao mesmo tempo, coberto e aberto, recebe os 
passageiros que chegam de ônibus e proporciona sombra para quem caminha 
através das praças adjacentes. 
 A bilheteria está implantada de maneira visível de todos os ângulos da 
construção, o guarda-volumes e os sanitários estão meio nível abaixo do térreo, 
deste modo, não constituem uma interrupção do fluxo constante do espaço 
interior da estação. Sobre o andar de acesso está a plataforma da rodoviária, 
trata-se de uma simples rua que penetra a área coberta, permitindo o embarque 
e desembarque de passageiros. 
 Imagem 21 – Detalhe da 
plataforma rodoviária e ônibus penetrando a área coberta. Fonte: Acervo 
pessoal. 
 
 
15 
 
 As rampas levam o pedestre ao 2° pavimento onde localiza-se o comércio, 
na cobertura implantou-se um restaurante com uma vista panorâmica da 
paisagem. O espaço da laje tem acesso à avenida por duas passarelas, uma em 
cada extremidade do edifício, essas mesmas passarelas recebem os últimos 
dois lances da circulação em rampas abertas. 
 Essas características classificam a obra não como um obstáculo, mas sim 
um elemento arquitetônico que permite a extensão do tecido da cidade dando-
lhe continuidade espacial entre todos os planos criados e unindo dois fluxos 
distintos: o fluxo de veículos e o fluxo de pessoas. 
 Há uma janela localizada estrategicamente na chegada das rampas que 
direciona a vista por sobre a plataforma de embarque, esta segue a mesma 
direção da rampa central. Esse elemento reforça a ligação da obra com o 
município, enquadrando a rua principal e trazendo o chão da cidade para o 
interior do edifício. 
A cobertura constitui-se pelo sistema tipo caixão perdido (duas lajes unidas por 
vigas de seção retangular). Dezoito pilares sustentam esta cobertura que 
confecciona um interior sombreado e resguardado, porém aberto por todas as 
faces. 
 Imagem 22 – 
Detalhe da praça de convívio concebida pelo projeto em questão; ao fundo a 
vista da igreja matriz Nossa Senhora do Patrocínio. Fonte: Acervo pessoal. 
 
 
16 
 
 Imagem 23 – Igreja Nossa Senhora do 
Patrocínio. Fonte: Google Maps. Acesso dia 16/05/2017. 
 Imagem 24 – Encontro da 
laje da cobertura com o ponto de apoio. Fonte: Acervo pessoal. 
 Na concepção do desenho arquitetônico faz-se uma inversão de funções 
dos elementos estruturais; aqui as vigas que compõe a estrutura da cobertura 
não se culminam na união entre pilar e viga, como seria tradicionalmente. Ao 
invés disso, Artigas planejou que cada viga se curvasse indo de encontro ao 
piso, depositando as forças dos elementos estruturais direto no último 
pavimento. 
 
 
17 
 
 Imagem 25 – Planta e corte dos 
encaminhamentos das águas pluviais pelo pilar (realizados no interior do 
elemento de apoio). Projeto de instalações hidráulicas desenvolvido pela 
Sandretec. Fonte: Acervo da biblioteca da FAUUSP disponível em: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php. 
Acesso dia 16/05/2017. 
 
Imagem 26 – Corte ao longo da Rua Edgar Ferraz, do Vale do Rio Jaú até a 
estação rodoviária. Fonte: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-
02032010-101237/pt-br.php. Acesso dia 16/05/2017. 
 
 
 
 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php.%20Acesso%20dia%2016/05/2017
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php.%20Acesso%20dia%2016/05/2017
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php.%20Acesso%20dia%2016/05/2017
 
 
18 
 
 
Imagem 27 – Cortes transversais e longitudinais do Terminal Rodoviário 
da cidade de Jaú. Fonte: 
http://www.vitruvius.com.br/media/images/magazines/grid_9/f4bf6e698333_rj_art_mo
d_42_1976_p45.jpg. Acesso dia 16/05/2017. 
 
 
Imagem 28 – Projeto estrutural desenvolvido pela Maubertec. Fonte: Acervo da 
Biblioteca da FAUUSP disponível: 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php. 
Acesso dia 16/05/2017. 
http://www.vitruvius.com.br/media/images/magazines/grid_9/f4bf6e698333_rj_art_mod_42_1976_p45.jpg
http://www.vitruvius.com.br/media/images/magazines/grid_9/f4bf6e698333_rj_art_mod_42_1976_p45.jpg
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
 
 
19 
 
 
Conclusão: 
 
Na realização desta visita, constatei a importância da definição prévia das 
necessidades da população local no momento anterior à confecção do desenho 
arquitetônico. 
Vilanova Artigas, na obra visitada, percebe uma cidade que possui a 
ausência de ambientes para o encontro, interação e convívio; atravésde um 
programa de justa medida, o mesmo elabora um edifício que, utilizando da 
topografia em seu benefício e através de vários planos interligados por rampas, 
cria-se um espaço de múltiplos usos somados ao ambiente de duas praças 
adjacentes que são intensamente arborizadas. 
Em semelhança ao edifício Gustavo Capanema (projeto de Niemeyer, 
Reidy e Lúcio Costa), localizado no Rio de Janeiro, eleva-se o terminal rodoviário 
do chão, desta maneira deixa-se o interior coberto como extensão da praça 
pública, totalmente livre para os diversos acessos. 
Ao elaborarmos um elemento arquitetônico que irá interferir diretamente 
na paisagem de uma cidade pré-existente, devemos, ao mesmo tempo que 
destacamos nosso trabalho, fazê-lo passar “desapercebido”. Apesar dos 
projetos do arquiteto estudado ter um forte cunho político em seu partido 
arquitetônico, devemos levar suas intenções de democracia e liberdade em 
questão. 
Conceber caixas fechadas que interrompem o fluxo dos transeuntes 
apenas refletem os ideias arquitetônicos e urbanísticos pregados atualmente, 
eleva-se o espaço individual e particular em detrimento do espaço público. 
Concluo, analisando a obra estudada, que no exercício da profissão de 
arquitetos, devemos sempre lembrar que a cidade é para as pessoas. 
 
“Estudantes de ontem, arquitetos de hoje, tendes tradições de patriotas, não 
haveis de desfalecer isolados das duras lutas que travam nosso povo para construir 
uma pátria livre e independente. Construireis os monumentos que comemoraram a 
sua vitória”. 
 Em 1964, Vilanova Artigas é escolhido paraninfo da turma de 
formandos de 1964 da FAU/USP. Como estava exilado por ter sido cassado pela 
ditadura militar, envia o discurso por meio de portador. O arquiteto e amigo Paulo 
Mendes da Rocha se encarrega de ler o texto. Trecho retirado do documentário “Por 
um futuro de progresso e felicidade” disponível: 
https://www.youtube.com/watch?v=UWnBocWCvdw. Acesso dia 16/05/2017. 
https://www.youtube.com/watch?v=UWnBocWCvdw
 
 
20 
 
 
Bibliografia: 
 
https://www.youtube.com/watch?v=OnLVm4EOfZQ 
Documentário: Estação Rodoviária de Jaú (1973) – Ocupação Vilanova Artigas 
(2015) 
 
https://www.youtube.com/watch?v=fIHHiHe-TAQ 
Documentário: RODOVIÁRIA DE JAÚ por NARDO (MESTRE DE OBRAS) 
 
https://www.youtube.com/watch?v=yR7c7I4NNSU 
Documentário: João Batista Vilanova Artigas 
 
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.182/5609 
 
http://www.arquiteturabrutalista.com.br/fichas-tecnicas/DW%201973-144/1973-
144-fichatecnica.htm 
 
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-
br.php 
 
http://www.archdaily.com.br/br/01-133553/classicos-da-arquitetura-rodoviaria-
de-jau-slash-vilanova-artigas 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista_Vilanova_Artigas 
 
http://www.archdaily.com.br/br/769516/rodoviaria-de-jau-a-doze-maos 
 
http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp711/pag12.htm 
 
http://vilanovaartigas.com/cronologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=OnLVm4EOfZQ
https://www.youtube.com/watch?v=fIHHiHe-TAQ
https://www.youtube.com/watch?v=yR7c7I4NNSU
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.182/5609
http://www.arquiteturabrutalista.com.br/fichas-tecnicas/DW%201973-144/1973-144-fichatecnica.htm
http://www.arquiteturabrutalista.com.br/fichas-tecnicas/DW%201973-144/1973-144-fichatecnica.htm
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16138/tde-02032010-101237/pt-br.php
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http://www.archdaily.com.br/br/01-133553/classicos-da-arquitetura-rodoviaria-de-jau-slash-vilanova-artigas
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista_Vilanova_Artigas
http://www.archdaily.com.br/br/769516/rodoviaria-de-jau-a-doze-maos
http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp711/pag12.htm
http://vilanovaartigas.com/cronologia
 
 
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Anexo 01: Croquis realizados no momento da visita.

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