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Administração de nutrientes na corrente sanguínea através de acesso venoso central ou periférico

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Administração de nutrientes na corrente sanguínea através de acesso venoso central ou periférico, de 
forma que o trato gastrointestinal seja totalmente excluído do processo. 
 
A via parenteral é fabricada no laboratório e é industrializada, tem que ser totalmente estéril, pois, pode 
causar uma infecção porque a alimentação é na veia. 
 
▪ Fornecimento nutricional para pacientes que possuem a via gastrintestinal impossibilitada. 
▪ Solução ou emulsão estéril 
▪ Administração endovenosa 
▪ Síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas 
 
Indicações nutricional parenteral 
▪ Fornecer nutrientes 
▪ Proteínas (aminoácidos) 
▪ Carboidratos 
▪ Gorduras 
▪ Vitaminas 
▪ Minerais 
 
Paciente deve ser alimentado por via alternativa, se sim, essa dieta enteral pode ser iniciada, se sim, a 
progressão da dieta irá atingir 80% das necessidades até 72hrs, se sim, aumentar para 100% das 
necessidades. 
 
Caso o paciente não pode ser alimentado por via alternativa, ele pode tolerar dieta oral < 24 hrs para 
iniciar dieta via oral --- Pancreatite Aguda Obstrução Intestinal Sangramento pelo TGI Alto débito SNG – 
iniciar ou suplementar com NPP. 
 
Parenteral central tipo de cateter 
▪ Manufaturados em silicone ou poliuretano. 
▪ Ninguém vai escolher o portcart para infundir dieta. 
 
Infecções em cateteres venosos centrais 
▪ Pode ser intralúmen ou extralúmen (pega um swab e colhe a secreção para encaminhar para o 
laboratório fazer a analise). 
 
 
 
 
VIAS INDICAÇÃO PACIENTES CONTRA-INDICIADOS 
Periférica 
Nutrição parenteral periférica 
Baixas concentrações de 
nutrientes 
Grandes volumes 
 Terapia de curto tempo. 
Insuficiência cardiopulmonar, 
renal e hepática 
Desnutrição grave. 
Central 
Nutrição parenteral total 
Altas concentrações de 
nutrientes 
Terapia de longo período. 
Hipocoagulubilidade 
Deformidade Torácica 
 Enfisema Pulmonar; Cirurgia da 
região cervical 
Choque hipovolêmico grave. 
 
Administração de NP Cateter Venoso Periférico 
▪ A osmolaridade da solução deve ser menor que 900 mOsmol/L. Caso contrário, deve ser administrada 
em via central. 
▪ O cateter deve estar em veia calibrosa, localizada em braço ou antebraço. Em pacientes pediátricos 
puncionar, em ordem de preferência: no antebraço, braço, membro inferior e couro cabeludo. 
▪ Utilizar filme transparente estéril para curativo do CVP. 
▪ Avaliar local da punção periodicamente para sinais de extravasamento e flebite. 
▪ Sempre que possível, a via de administração deve ser utilizada exclusivamente para a infusão de NP 
 
Administração de NP Cateter Venoso Central (CVC) 
▪ Administrar preferencialmente a NP em acesso venoso central. 
▪ Pode ser administrado através de CVC de curta permanência, semiimplantável, implantável ou cateter 
central de inserção periférica. 
▪ É necessário RX de tórax confirmando a posição do cateter antes de se iniciar a infusão de NP. 
▪ Sempre que possível, a via de administração deve ser utilizada exclusivamente para a infusão de NP. 
▪ CVC de duplo ou triplo lúmen deve ter uma das vias exclusiva para infusão de NP. 
▪ Realizar curativo do CVC conforme rotina institucional. 
 
Cuidados Gerais na Infusão da NP 
Bolsa de Nutrição Parenteral 
▪ Pesar o paciente antes de iniciar a terapia e no mínimo uma vez por semana 
▪ Higienizar as mãos antes e após o manuseio da NP 
▪ Utilizar luvas, máscara cirúrgica e técnica asséptica para proceder à instalação da NP 
▪ A instalação da NP deve ser realizada preferencialmente pelo enfermeiro 
 
Equipos e Bomba de infusão 
▪ Solicitar a bolsa de NP à farmácia 2 horas antes do horário da instalação, para que seja retirada da 
geladeira e permaneça em temperatura ambiente --- não pode está gelada, tem que retirar da geladeira 
30 min antes. 
▪ Conferir a integridade da embalagem, homogeneidade da solução, presença de partículas, precipitações, 
alterações da cor antes da instalação e infusão. 
▪ A dieta tem que está na mesma coloração, homogênea, não pode ter presença de partículas. 
 
Realizar as seguintes conferencias 
▪ Identificação da bolsa de NP e a do paciente 
▪ Composição, osmolaridade, via de acesso (central ou periférico), volume total e velocidade de infusão (na 
área materno infantil confirmar com a prescrição de dieta parenteral infantil individualizada). 
 
Cuidados gerais 
▪ Manter a bolsa da NP envolta em capa para proteção da luz. 
▪ Não adicionar/infundir qualquer substancia na bolsa de NP, pois ela vai precipitar e ter uma interação 
medicamentosa 
▪ Infundida em bomba de infusão de forma contínua, em 24 horas. As alterações da velocidade de infusão 
devem ser evitadas e o volume infundindo controlado rigorosamente. 
▪ Se não foi infundida em 24 horas, ela é descartada 
▪ O equipo deve ser trocado juntamente com a bolsa a cada 24 horas para evitar contaminação 
▪ Manter a infusão durante procedimentos de cirurgia, exames, transporte e outros. Suspender somente 
por ordem médica para manter o aporte calórico 
▪ Caso seja suspenso, deve ser colocado soro glicosado a 10% na mesma velocidade de infusão por pelo 
menos 8 horas 
▪ Deve ser atento aos níveis de glicemia, pois pode haver descompensação e é medida a glicemia capilar 
pelo menos a cada 6 horas. 
▪ Evitar desconexão e interrupções da infusão da NP, pois a abertura do sistema de infusão aumenta o 
risco de contaminação da solução e de colonização do cateter. 
▪ Realizar o balanço hídrico durante tratamento com NP. Nas enfermarias, documentar volume infundido 
a cada 6 horas em folha de controles da unidade. 
▪ Verificar a temperatura corporal no mínimo a cada 8 horas. 
▪ Observar a pele e mucosas para detectar sinais de desidratação ou hiperidratação. 
▪ Observar presença de sinais de hipo ou hiperglicemia. 
▪ Anotar apresentação de reações adversas e intercorrências relacionadas à infusão e comunicar equipe 
médica e serviço de farmácia 
 
Diagnósticos NANDA 
▪ Domínio 1 – Proteção da saúde --- proteção ineficaz 
▪ Domínio 2 – Nutrição --- Deglutição prejudicada, Nutrição desequilibrada: menor do que as 
necessidades corporais 
▪ Domínio 3 – Eliminação e troca --- Risco de constipação, Risco de motilidade gastrintestinal 
disfuncional. 
▪ Domínio 4 – Atividade e repouso --- Déficit no auto cuidado para alimentação 
▪ Domínio 11 – Segurança e proteção --- Risco de infecção, lesão e lesão por pressão 
▪ Domínio 12 – Conforto --- Risco de conforto prejudicado (conforto físico) 
 
Caso Clínico 
Paciente do sexo masculino, 68 anos, submetido a ressecção de cerca de 2,5m de intestino delgado 
(remanescente: 20 cm de íleo, porção distal + válvula íleo cecal + cólons ascendente, transverso e 
descendente + reto + sigmoide) por trombose mesentérica. 
 
Antecedentes: Alzheimer, hipertensão arterial sistêmica e neoplasia de próstata (operado há 1 ano; 
atualmente não faz tratamento adjuvante). Neste momento, encontra-se em UTI, hemodinamicamente 
estável, em ventilação mecânica. 
 
À avaliação nutricional, é classificado como desnutrido. 
 
1. Sabemos que esse paciente necessita de acesso venoso central para terapia nutrição parenteral. Qual é 
a melhor escolha neste momento? 
A) Punção de veia subclávia com intracath 
B) Dessecção cirúrgica da v. braquial 
C) Colocação do cateter totalmente implantável (portocath) 
D) Punção periférica para colocação de cateter central (PICC) 
 
2. Sobre os cuidados de enfermagem com o acesso central e a administração da NP, marque a alternativa 
correta: 
A) Deve-se realizar a troca do curativo conforme indicação 
B) A troca do curativo deve ser diária levando-se em conta o risco de septicemia 
C) Não é necessário avaliar a inserção do cateter uma vez que essa ação não é do enfermeiro 
D) Durante a realização de procedimentos ou exames, é necessário interromper a infusão 
 
3. Nos casos de infecção de cateter venoso central (CVC), com presença de sinais flogísticos e/ou secreção 
purulenta, é indicado: 
A) Iniciar antibioticoterapia e manter o cateter 
B) Discutir com equipe médica a necessidade de remoção
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