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GE - Processo Civil II_Cautelar e Recursos_01

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UNIDADE I
PROCESSO CIVIL: CAUTELAR E RECURSOS
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Edição, revisão e diagramação: 
Equipe de Desenvolvimento de Material Didático EaD 
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Tenório, André.
Processo Civil: Cautelar e Recursos: Unidade 1
Recife: Grupo Ser Educacional, 2019.
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Grupo Ser Educacional
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CEP: 50100-160, Recife - PE
PABX: (81) 3413-4611
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SUMÁRIO
TUTELA PROVISÓRIA .................................................................................................. 5
TUTELA PROVISÓRIA E DEFINITIVA ......................................................................... 5
INSTRUMENTOS DE PROVA PARA DEMONSTRAÇÃO DOS REQUISITOS DA 
TUTELA DE URGÊNCIA ................................................................................................................ 8
TUTELA ANTECIPADA ANTECEDENTE .................................................................... 8
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PROCESSO CIVIL: CAUTELAR E RECURSOS
UNIDADE 1
PARA INÍCIO DE CONVERSA
Caro (a) aluno (a), como vai? Seja bem-vindo (a) a disciplina Processo Civil: Cautelar e 
Recursos.
Saiba quais os temas que serão abordados neste guia de estudo, unidade 1:
	Tutela provisória;
	Tutela provisória e definitiva;
	Instrumentos de prova para demonstração dos requisitos da tutela de urgência;
	Tutela antecipada antecedente;
	Fundamentação das decisões que deferem ou indeferem os pedidos de tutela 
provisória.
Querido (a) aluno (a), você sabia que estudar com eficiência, às vezes, é bem melhor do 
que estudar muito. Procure desenvolver um bom plano de estudo para sua preparação. 
Muitas vezes não aprendemos porque estudamos de forma errada. Mantenha o seu 
foco e você chegará onde seu esforço lhe conduzir.
ORIENTAÇÕES DA DISCIPLINA
Ao longo desta nossa jornada rumo ao conhecimento, preparamos para você algumas 
atividades avaliativas, são elas: 01 (um) desafio colaborativo, 01 (uma) atividade 
contextualizada, bem como 04 (quatro) questionários no total da disciplina, referentes 
aos temas tratados em cada unidade. Estaremos também disponibilizando novamente, 
dicas de leituras e links a fim de facilitar a compreensão e otimizar o seu aprendizado.
Por fim, gostaria de lembrar a você, que antes de fazer as atividades propostas desta 
unidade, focalize na leitura dos livros que já foram indicados na primeira unidade. 
São eles: Tutelas de urgência e cautelares, de Donaldo Armelim, bem como o livro 
Teoria Geral dos recursos cíveis, de Flávio Cheim Jorge.
Será de grande importância você ler o conteúdo destas obras a fim de resolver as 
atividades obrigatórias.
Vamos começar conhecendo do que se trata a Tutela Provisória!
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TUTELA PROVISÓRIA 
O Novo diploma legal processual de 2015 deu nova roupagem ao sistema de tutela judicial fundada em 
cognição sumária.
O Novo Código de Processo Civil unificou em um mesmo regime geral, sob o nome de “tutela provisória”, 
a tutela antecipada e a tutela cautelar, que eram abordadas de forma diferenciada no Código de Processo 
Civil de 1973.
Na nova redação normativa, a tutela provisória poderá fundar-se em “urgência” ou “evidência” (art. 294, 
caput). A distinção já existia no diploma de 1973, embora não estivesse explicitada (CPC/73, art. 273, I, e 
art. 796 e ss. versus art. 273, II e § 6º).
A tutela de urgência está delineada dentro dos preceitos normativos do art. 300 do diploma legal em 
apreço e sua concessão estará sempre condicionada aos elementos que puderem indicar a probabilidade 
do direito, bem como o perigo na demora da prestação da tutela jurisdicional.
A tutela da evidência, por sua vez, dispensa a demonstração de periculum in mora quando e segue os 
requisitos exigidos no art. 311 do Novo CPC/15:
Art. 311. A tutela da evidência será concedida, independentemente da demonstração de perigo de dano 
ou de risco ao resultado útil do processo, quando:
I - ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;
II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em 
julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
III - se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, 
caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;
IV - a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do 
autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.
Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o juiz poderá decidir liminarmente.
 
TUTELA PROVISÓRIA E DEFINITIVA 
A proteção ao direito de uma pessoa mais frágil na relação processual, se dá por intermédio da tutela. 
Podemos citar aqui como exemplo na tutela de um menor, podemos também falar na tutela de um direito, 
que se estabelece a uma das partes dentro do processo. 
Duas são as possibilidades delineadas em nosso código de processo civil de 2015 sobre o caráter da 
tutela. Podendo ser ela de natureza definitiva ou provisória. A tutela definitiva ocorre quando o juiz 
decide, em sentença, qual das partes terá o direito. Temos tutela definitiva satisfativa e a cautelar, no 
entanto a segunda é o resultado da sentença de um processo cautelar, que antecede na fase do processo 
de conhecimento. Neste contexto, uma das partes pode ser vencedora na tutela definitiva cautelar, mas 
não ter o mesmo resultado quando da tutela satisfativa como resultado do julgamento da ação principal. 
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Tutela provisória
Podemos dizer que a Tutela Provisória se trata do instrumento processual que o juiz se utiliza, a fim de 
garantir a uma das partes de forma antecipada um provimento judicial de mérito antecedente a decisão 
final ou de forma acautelatória, vez que se evidenciam a urgência ou a plausibilidade do direito pretendido. 
Consoante disposto no artigo 294 do CPC/2015, a tutela provisória encontra-se prevista como gênero que 
contempla as seguintes espécies:
 1 - Tutelas de urgência; 
 2 - Tutelas de evidência.
Designa-se Tutela Provisória de urgência o meio processual que o operador do direito se utiliza para pedir 
ao Juiz a quo antecipação do pedido de mérito com base na urgência. Já no que diz respeito a Tutela de 
Evidência, a parte pode requerê-la sem a necessidade da demonstração do perigo de dano ou de risco ao 
resultado útil do processo, devendo apenas ser demonstrado a evidência do direito pretendido.
Destacarmos que o Novo Código de Processo Civil estabeleceu uma nova roupagem para o tema em 
questão. A tutela provisória foi organizada sob a forma da tutela de urgência e da tutela da evidência, 
sendo tratada nos Artºs. 294 a 311. Vale ressaltar que o novo Código de Processo Civil não possui um 
livro próprio para tratarmos do processo cautelar, bem como não prevê o uso das medidas cautelares 
inominadas. 
 
O novo Diploma Legal tratou de dar ênfase em sua nova redação ao que chamamos de Tutela Provisória, 
tema tratado no Livro V do novo código de processo. Essa parte a que nos referimos foi separada, em 
disposições gerais, a partir do artigo 294. Sendo a Tutela de Urgência (Artºs. 300 a 310), e Tutela de 
Evidência (art. 311).
De modo geral, a finalidade esperada pela tutela provisória seguirá sendo as mesmas observadas nas 
tutelas de urgência que já existiam antes da edição do novo código, ou seja, resguardar o resultado útil 
do processo, para que o direito não pereça pelo passar do tempo ou pelas ações da parte adversária. 
Podendo a mesma ser requerida em caráter antecedente ou

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